A vida passa e a cada momento descobrimos o quão é bela a maravilha de saber ultrapassar o bom e o que não é de todo agradável. Mas, tenho medos.
Quando ainda estava na Universidade, cursando Psicologia, havia um capítulo que falava dos medos e das fobias. Aprendi que o medo injustificado caracteriza a fobia. Nunca fui portadora de neurose fóbica, o que me deixa menos tensa e mais desligada. Sinto que isso é bom, muito bom.
Tenho, no entanto, medos. Aquelas sensações que, por vezes, são nossas companheiras e nos fazem apegadas ao presente, ao futuro e alvo de recordações do passado. Nem sempre boas...
Âs vezes tento me afastar do que se apega a minha pessoa, porém nem sempre fujo delas com tanta facilidade. Ultrapasso, em certos dias, a trancos e a barrancos.
Nada pior do que o medo da solidão, a certeza de que não somos mais o passado que nos fez unidos, pelo menos no universo do que se diz família, em amplo sentido e em toda parte.... Medo do escuro que não é a negritude da noite, mas a angústia do infinito obscuro. Medo da violência e da agressividade dos que não medem palavras e atos e que nos abandonam nas horas mais inoportunas. Medo do tudo e do nada. Medo de não ter tanto vil metal e medo de te-lo e de nada servir. Medo de quem engana e de quem se aproxima por interesse. Medo de me apegar ao outro e de ser jogada fora sem motivos que justifiquem. Medo dos déspotas e dos assediadores. Medo de falar e de calar. Medo de ser eu e não ser entendida.
Ah, meus medos. Aqueles que eu divulgo e aqueles que eu sufoco no travesseiro, tentando achar uma solução , ainda que precária, ainda que pela metade. A vontade de resolvê-los e o medo de escancará-los e de mostrar uma face que luta para não transparecer uma fragilidade.
Medo dos eventos e medo de morrer. Medo de não suportar um mal entendido e de não saber me explicar perante os meus "amigos." Tenho medos...
Não tenho explicações conscientes que me façam justificar este meu tema hoje.
Escrevo na Universidade, onde estou desde cedo, onde o trabalho é grande e onde me vejo maior, de forma enganadora...
Escrevo na Universidade, onde estou desde cedo, onde o trabalho é grande e onde me vejo maior, de forma enganadora...
Tenho medos das traições. Estas me são enlouquecedoras. Tenho medos dos falsos e dos verdadeiros. Dos mutáveis e daqueles que têm duas faces. Uma hoje, outra amanhã: OS TRAIDORES DE VOZ MANSA!!!
Leitores: não me peçam explicações. Medo de ter medo é o pior dos medos!!!!


Eliana, minha amiga!!!!
ResponderExcluirTu és uma coletânea de assuntos. Dia sim, outro não, tu vens e aborda tudo que é de maior interesse. E escreves o texto que só o teu saber permite.E agrada.
PARABÉNS, AMIGA.
BEIJOS, jULIANA
Leitores,
ResponderExcluirGostei do meu texto, e por que não? Afinal, saiu espontaneamente e do fundo das minhas entranhas. A verdade absoluta, sem tirar nem por.
Fui obrigada a me curtir. Interessante ou não , foi assim....
A autora
De Renata Araújo:
ResponderExcluirComo diria Lenine: "que dá medo do medo que dá" =p