A noite de quarta feira passou quase serena. Apesar disso, estive um tanto só e um tanto inquieta, sem maiores transtornos.
A vida e suas nuances. O silêncio do lar e a televisão, mais uma vez, dando sinais de vida. Não havia falta de vozes. As novelas se encarregavam de pronunciar o que, talvez, nem estivesse na ordem do dia. Melhor assim.
Pois é, gente, encontro-me na Universidade , cumprindo a minha responsabilidade que não se faz ausente nem mesmo em dia de sexta feira....
Chego cedo e, por vezes, aproveito para dar uma olhada no blog e por que não dizer, abrir o meu coração que reclama, afetivamente, por uma aproximação com os meus leitores.
Tenho hoje que agradecer e muito. Para os que não sabem, hoje é Dia do Coração. De joelhos, como dizia o meu pai, escritor Nilo Pereira, é assim que temos a obrigação de dar graças a Deus por muitas e muitas coisas. Vocês, leitores, estiveram comigo em fase adversa e continuam me dando mimos, apesar dos pesares..... Aí, pobre de mim, tenho que dizer, para não ocultar as "Lágrimas que correm pela face e outras que rolam pelo coração."
Valha-me Deus o sacrifício que , por vezes, faço para poder estar de pé. Mas, estou ótima. Só ultrapassar os atoleiros, já é o muito dos muitos.
Mas, a noite de quarta feira esteve serena. Para fugir desta serenidade , dois telefonemas confidenciais, vindos de pessoa que desligava quando eu atendia, me tiraram do sacrifício que fiz para quase adormecer. Sabendo, se é que sabia mesmo quem era, desejei que este anônimo falasse e conversasse um pouco. Havia em mim uma turbulência, com toda serenidade, que seria fácil detectar uma carência afetiva.
Òh você que não falou!!!!! desejei tanto uma voz que me desse a certeza da cumplicidade de um momento. E por que emudeceu? Acho que queria ouvir muito a sua voz. Andava um pouco perdida, mesmo estando serena a noite...Mas, é que o meu coração, um pouco mazelado. fala, reclama e pede amor!!!!

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