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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O TEMPO É INEXORÁVEL....


Eita que tanta resistência, impedindo que eu faça uma crônica sobre o Natal e a mudança de ano: um terminando e outro nascendo outra vez.
Confesso , leitores, que há uma justificativa inexplicável e, ao mesmo tempo, com razão ou não.
Já esbocei alguns pensamentos, já me sentei para escrever algo e esse algo não sai. Há alguma coisa que não permite fluir a minha inspiração , sempre tão presente.
Penso que as incertezas do momento, as situações mutáveis, as alegrias solitárias e a falta de solidariedade e de fraternidade mais ausentes do que presentes constituem óbices´para esta minha resistência que insiste em se dizer presente.
Mudaram os tempos e mudaram as pessoas. O tempo é inexorável e tanta união desunida dos nossos vizinhos nos fazem crer que este momento cristão deixa ,às vezes, de ser de fé para constituir um desafeto que a gente teme e tenta fazer com que não exista. Acha tão impossível como sofrido, doído e insuportavelmente motivo de tantas e tantas desilusões.
O que será o Natal hoje para muitos? essa correria desenfreada sem tempo para refletir e se fazer melhor, mais caridoso, mais gente e mais humano...
A maturidade me fez também diferente. Papai Noel é lindo para os abonados. Ainda existirá o sapatinho na janela na quase vã esperança do presentinho sonhado e pedido nas cartinhas dos pequeninos?
O que fazem os ricos pelos descamisados, comprovadamente pobres, mas tão inocentes crianças como qualquer outra?
Muitos poucos pensam em rezar e no Nascimento de Jesus. O peru está na mesa para os que podem, confraternizando com quem e o quê? será o SAGRADO?
Como andam as famílias ? muitas delas crescidas sob a orientação dos pais , mas esquecidos do que aprenderam, guardando rancores e SUANDO ingratidões.
O que escrevo aqui não me leva a uma opinião formada.Não existem tantas vibrações. Sou capaz de pensar nos pequeninos pobres e lembrar dos abastecidos de roupas novas e champagne regado a peru.
E lá se vem o Ano Novo. Felicitações mecânicas e automáticas. Sentimentos esvaziados. O mundo cada vez mais competitivo e o amor em forma de desamor.
As famílias viraram núcleos. O espírito natalino é a explosão , muitas vezes, de choques entre os ricos e os pobres.
Sinto tudo e não entendo nada. O tempo é inexorável e eu estou um tanto perdida num turbilhão de incertezas.
Que escrevam sobre o Natal os menos sentimentais e os mais frios de ânimo...Valha-me Deus!

3 comentários:

  1. Aos meus leitores queridos,

    Escrevo sob um prisma de realidade. Se há alguma relação com o meu momento, este coincide com a verdade do Natal cristão, que não prega tantas diferenças.
    Afinal é a celebração do nascimento de Jesus, para muitos esquecida.
    Desejo a todos Boas Festas e reflexões e práticas bem conduzidas.

    Um forte abraço,
    A autora

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  2. Eliana, gostei do seu texto. Tempos confusos que estamos a viver, é verdade!

    Abraços

    Paula Santos

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  3. Paula,

    Obrigada pelo elogio ao texto. Com certeza, mudaram os tempos...é a vida e suas nuances!
    Um forte abraço,
    A autora

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