
A última edição da Revista Mente (psicologia// psicanálise e neurociência) traz alguns Artigos interessantes, de maneira sintetizada, mas focando temas que merecem e devem ser lidos pelos profissionais da área.
Confesso que me atraiu, logo de início, a matéria Psicopatologia do Herói- o narcisismo de Dorian Gray.
O personagem criado por Oscar Wilde, o segundo, talvez, maior escritor inglês, depois de William James, deseja ardentemente nunca envelhecer. Faz com que , de forma angustiada e alucinógena, uma pintura agregue os sinais do tempo e o retrato, que reflete sua decadência moral, se torna uma grande obsessão.
Muito avançado para a sua época (nasceu em 1854 ) era um narcisista em grau extremado: admirava a si e se perguntava quais marcas seriam mais assustadoras: as do tempo ou as do pecado?
Em tempos de Faculdade, cursando Psicologia, fiz um estudo sobre a obra. Na verdade, na verdade, para aos que se interessam , será bom ler este Livro e quem sabe, talvez, fazer um Artigo Científico de grande conteúdo.
Iniciei hoje o meu texto de forma diferente. Nem sempre haverei de dar ênfase total aos meus sentimentos pessoais, até porque um pouco de liberdade é preciso e esta importância de variedade de assuntos faz a diferença.
Já dizia Jean Paul Sartre: Ser livre não é fazer aquilo que se quer, mas de fato fazer aquilo que se pode. E lá se vão os meus pensamentos , que eu gostaria de externar,também, voando de galho em galho, sem ninguém saber.
A ética, a moralidade, as leis não nos permitem ser tão livres quanto desejaríamos ser.
Guardo assim no cantinho da memória e do meu coração os meus pensamentos mais íntimos, contanto que ninguém se queixe de acusações ou de mal entendidos que passam por bem entendidos...Valha-me Deus!!!
A tarde de dezembro se vai como se o tempo passasse mais depressa. As pressões das obrigações no período natalino dão a nós essa percepção, salvaguardados aqueles que padecem e cujo dia parece não terminar.
Voltemos a Oscar Wilde que eu gostaria que ficasse marcado em suas características pessoais.
Não sei se seria muito dizer que compartilho com ele tantas e tantas formas de pensar, essencialmente a sua sensualidade estética e o seu narcisismo. Pena que tivesse morrido aos 42 anos...
A minha juventude foi o alvo do que disse, principalmente. Desejaria eu ser um dândi como ele?
Leitores,
ResponderExcluirJá começo a receber louvações.Isto me faz bem!!!!!
A autora
Eliana,
ResponderExcluirMaravilhosa crônica bem no estilo intelectual seu.
Seus leitores, também, intelectuais irão aplaudir, com certeza.
Existem bons momentos no texto que agradariam deveras ao seu pai, grande escritor Nilo Pereira, de quem você herdou a leveza da boa escrita.
PARABÉNS!
Woy Liang