
Madrugadas não combinam com tristezas e muito menos com recordações de fatos que não foram tão benevolentes à nossa mente.
Ainda acordada, penso em tudo e passo para vocês o que traduz a beleza da noite e , jamais, as pequeninas coisas que causam o mal querer.
A madrugada me regenera a alma e me faz pensar no que a vida nos traz de bom, em detrimento do que esqueço no baú das desilusões.
Mais um domingo se vai, deixando para trás os ares bucólicos de sua tarde, quase sempre, igual tanto quanto muitas outras.
Há um quê de melancolia , que caracteriza o final de tarde de domingo, talvez, inexplicável ou significativo do término dos prazeres e início das labutas...
Mas, as madrugadas nâo combinam com tristezas e as estrelas do céu são suficientes para iluminarem tudo que preciso recordar.
Estou inquieta , mas contente. É a hora que me faz desfrutar os prazeres mais profundos e de curar os males que, de tão injustificados, são levados ao vento e desaparecidos no espaço.
Já falei em muitas outras crônicas das minhas mudanças e dessas fazem parte as decepções , cujo teor dos piores, eu mando embora sem pudor e SEM SAUDADES...
Penso que a madrugada é, como dizia o meu pai, o canto de Deus escondido nas estrelas.
Pudera eu não querer, neste momento, curtir o frio que me faz mais aconchegada e aconchegante. E nessa condição, vou satisfazendo a minha necessidade de afeto aguçada e deixando para trás o vazio de outros males que deixei no tempo, esquecido e maltratado...
Meus queridos leitores:
ResponderExcluirPara quem faz um texto em 10 minutos, como este, acho que ainda deixo alguma essência.
Já é manhã e o trabalho na Universidade me apraz. Vou lá...
A autora