
Volto aos meus textos, como quem retorna ao lar paterno , em busca de aconchego.
É uma característica minha a transparência e o meu lado revelador que, tantas vezes, me faz desnudar para que vocês, leitores, aprendam a me conhecer , como autora e como gente.
Exatamente na hora em que eu dormia o meu melhor sono ou não, o ar condicionado parou. Que horror1! Estava em pleno sonho, embora fosse este um tanto atormentador.
Abro o janelão do quarto. As águas respingam no assoalho. Chove tanto, que este momento me deixa irritada, além dos meus limites. Isso é o pior...
Não queria, talvez, um domingo assim. Queria cama e esta só com a refrigeração.
Sempre passo por períodos ,uns menores, outros maiores, mas que fico confusa, diante do inusitado.
Nesse momento, impeço o meu pensamento de dar asas à imaginação. Às vezes, é preciso para-lo . Pensar em tudo e em tantas situações nos faz reviver o que deveria estar guardado em nossa caixinha de esquecimentos.
A noite, apesar das cinco horas, está muito escura. Esta negritude me provoca uma reação de repulsa. Vou lá e venho aqui. O computador me dá o prazer de preencher o tempo, tal qual, não fosse assim, me inquietaria de forma avassaladora. Deus dos céus!
A Tecnologia bem que ajuda. Sem tantos avanços seria o caos. Isso, depois que a desvendamos.
Amanhã é dia de trabalho. Termina o 'repouso" e começa a luta e que luta...
Confesso, leitores, que , poucas vezes, deixei que a vida me levasse pela pouca simpatia que me provoca o meu vizinho. Tento , de todas as maneiras, me desvencilhar desse sentimento.
Vivo um tempo que me transforma e me faz mais amadurecida, com garras e ousadias. Tenho que atravessar um atoleiro, para me sentir inovada e consonante com este mesmo tempo.
Lendo Fernando Pessoa , anotei , e quase memorizei, para seguir o seguinte Pensamento:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas , que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousamos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Concordando ou não, meus leitores, fico com Fernando Pessoa que sempre me fascinou e me abriu os olhos, por vezes, vendados.... e depois conversamos mais!
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