Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Em minha vida...


Na tentativa de conciliar o sono, ocuparam a minha mente as hortênsias lilases. Aquelas que em noite de lua cheia deixei que me valessem uma bela apreciação. Na verdade, a saudade era grande pois foi, talvez, uma das últimas presenças marcantes de alguém em minha vida.
Não sei o porquê desta lembrança agora, quando a minha cama sobre a qual estava eu deitada, ornamentava o recinto de belas rosas vermelhas. Não me demorei em tentar decifrar este momento, mas o fato é que me tirou o sono que eu julgava quase motivo para um descanso.
Óh, hortênsias lilases, ficaste como representante concreta de um momento julgado alegre e transformado numa tristeza agora desaparecida, mas transformada na dor da saudade...
Li ontem que os sentimentos são melhor pensados quando estamos num Hospital, enfartado, quase morto. Impossível discordar de Augusto Cury, porém respondam ,meus leitores, será sempre assim? E a saudade das hortênsias lilases que me perturbavam tanto e me atormentavam, tirando-me o sono no meu próprio canto/ recanto?
Áh , vida...se pudesse escancarar o que sinto neste momento, sem amarras e sem temores... E as hortênsias lilases me perseguiam como se tivessem ocupando a minha mente por inteira.
Saio da minha jaula, onde escrevo e durmo, dou uma volta em toda a casa. E lá estão as hortênsias artificiais que eu não mais via de forma abstrata.
Sábado de tantos e tantos sábados. Nem sei quantos ainda virão....Mas,como dominar a saudade se eu nem conseguia dormir?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

ó tempo!!!!!


Ó, tempo
Passaste num piscar de olhos...
Foram-se a infância, a adolescência e a maturidade,
A cantiga de rodas e os namoros inocentes...
Ó, tempo
Já não há mais o trenzinho dos irmãos,
Nem tão pouco as brigas fraternas,
Aquelas que terminavam em afagos.
Ó, tempo, a saudade é grande,
Implacável nas suas verdades.
Foi-se um pouco da inocência
E a roda gigante girou demais,
Mais até do que o tempo mandou...

(Eliana Pereira/ 19/02/2015....17 horas)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

As ilusões de muitos...


E o carnaval se vai com chuvas e trovoadas. Com certeza, os foliões, em sua maioria, deixam mais cedo a curtição dos quatro dias de frevo e de brincadeiras.
Lembro que o meu pai não gostava desse período. Numa antevisão das maiores violências atuais, já sentia uma certa maldição que se instalava, onde as regras eram mal seguidas e a liberação dos maus hábitos se tornavam mais frequentes.
Passados os dias das fantasias, que eu apenas vi pela televisão, busco o meu canto/ recanto preparado para quem se despede do feriado na simples saudade da minha purificação através dos banhos de mar. Na verdade, as minhas saudades são bem diferentes de tudo isso. São saudades que doem no fundo do meu coração.
Ah vida, implacável nas suas decisões e rotineira no seu cotidiano, às vezes pesado e, por outros, vivido na Santa Paz do Senhor.
Tarde de tantas tardes de terça feira de carnaval. Fatos que se repetem e outros que se confundem com a ansiedade de minhas obrigações de cunho indesejável...
Mas , o mundo quase para em tão poucos dias. Para mim, que sou avessa às festas momescas, vivi um tempo que foi apenas o meu tempo.
E lá se vão jogadas ao vento as ilusões de muitos e as esperanças de TANTOS....

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A última vez...


E foi a última vez,
Já passava da meia noite,
A última vez que eu acreditei,
A saudade ainda em mim,
A vontade de chegar até você.
E foi a última vez,
Não havia mais por quê,
Não havia esperança,
O mundo lhe afastou de mim.
A última vez que julguei certeza,
A incerteza que virou verdade.
Mudei o rumo,
Perdi-me no trajeto,
Mas, fiz mudanças.
A última vez que lhe procurei,
A primeira vez que reiniciei,
Sem dúvidas, sem choros e sem saudades...

14/02/2015...11 horas da manhã

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Tão sorrateiro...



Agora nada mais importa..
Chegou o carnaval,
Nem me lembro mais do outro.
Agora nada mais importa,
Chegou tão sorrateiro,
Desapareceu na surdina da madrugada...
Agora nas caladas das minhas noites,
Nem sequer lembro você.
Sou eu por inteira,
As metades não existem mais..
Que bom ter sido assim,
Separações sem mortes,
Abraços sem abraços.
Agora nada mais importa,
Sem mágoas e nem rancores,
Não existem saudades.
De tudo isso,
Só lhe peço um favor:
Não volte nunca mais...
Eliana Pereira... 12/02/2015...8:00 hs

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Cumpro o meu " desiderato !!"


E a vida continua, como haveria de continuar. O tempo vai tecendo os seus caminhos e as suas voltas e reviravoltas, até fazerem os caminhos inversos.
Sento-me no meu canto, recanto de tantos prazeres, quando eu sempre escrevi, ao sabor dos ventos e das tempestades. Há um quê de mistério no ar. Não sei exatamente o que se passa comigo, mas algo diferente faz-me mudar de rota ou trava o meu pensamento, antes tão solto e tao sorrateiro.
Encontro-me em meus aposentos preparados com o esmero de sempre. Aparentemente nada mudou. Os caprichos do recinto enganariam a qualquer um. Aqui nada seria diferente se a minha mente acompanhasse o compasso dessa jaula que, por incrível que pareça, serve de amparo aos meus sentimentos que ainda estão abalados e sofridos.
Do meu janelão, acompanho o tempo e dá-me a impressão de que o sol demorou a desaparecer. Nem sempre é assim. O esplendor de uma luz intensa que emana do astro me dão a impressão de que o espetáculo, que faz todo dia, está mais intenso do que sempre. Impressões são só impressões e nada mais..
Tenho olhado, vez ou outra, o blog de meu irmão Geraldo que ele tanto amava e curtia. Penso que postando um texto no meu cantinho dou continuação, de forma amadora, ao seu blog que, por certo, se transformará num livro, acadêmico e pitoresco. Na certa, o indivíduo morre , mas o seu legado continua e nunca haveremos de esquecer o muito que foi inerente ao seu saber.
Mas, apesar de demorada tarde, a noite se aproxima e mais uma vez eu travo o meu pensamento. Por hoje basta. De onde estiver Geraldo, será que ouvirá que falo nele com tanta saudade? E aí eu me perco no mistério da morte...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Mais uma vez...


Inquieta-me o barulho deste silêncio em meus aposentos. Há uma solidão verdadeira e outra em minha mente. A certeza da ausência de meu irmão Geraldo, morto e encantado, deixa-me perturbada.
Pensamentos mil passam em mim e eu não encontro respostas para milhares de perguntas, que vêm se acumulando ao longo do tempo. Eu sou eu, não por inteira...
Sinto-me fatigada e há um conflito persistente que gera em mim algo instigante.
Passeio por toda a casa. Não sei como será o futuro. A vida me deixa intrigada , sem que eu possa decifrar o mistério da morte, que, por vezes, me atormenta e dilacera o meu coração.
Acostumei-me a aceitar tudo que me é imposto, depois de muitas sofreguidões e intempéries. A essa altura, sinto-me cansada para decifrar o que me faz sofrer , quando o mundo, diversas vezes, me dá as costas.
Triste fatalidade, se é que cabe à mim, discordar das determinações do meu Deus, meu Pai Celestial.
Inquieta-me o barulho deste silêncio que se espalha por toda a casa. Existiam em minha mente caminhos traçados, que de caminhos planejados nada aconteceram. A falta do meu irmão dói na minha alma. Era o meu alento sempre. Sinto-me mais isolada. Pergunto ao meu eu o que virá depois de tudo que me deixou no vazio.
A tarde hoje se estendeu mais do que muitas outras. Agora sou eu tomada por uma angústia inimaginável. Já tentei decifrar a morte. Impossível, até que chegue a minha vez e a bruxa malvada me leve sem nenhuma permissão.
O vento sopra numa velocidade galopante. Estou sozinha e triste. Indago à vida os porquês das minhas dúvidas e , por mais que tente, não existe resposta. Sem querer que assim fosse, aceito outra vez as imposições.C . Procuro disfarçar a dor. O silêncio me faz mal e o barulho que provoca, me deixa só mais uma vez. Caio no abismo do inexplicável.