Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Você esqueceu...


Você esqueceu,
Deixou no tempo tantos e tantos dissabores...
Esqueceu da dor e do pranto,
Não lembrou que vale a pena agradecer...
Penso em você,
Rezo nossos passamentos,
Perdoo os esquecidos,
Tamanha dor é a minha, muitas vezes.
A solidão anda batendo,
A saudade nem sempre é bem recebida,
Mas, você esqueceu
Porque pensar no que foi,
Ás vezes, dói...
Pensar nos dias felizes
É uma saudade sem volta...
E você esqueceu sem nenhum pudor.
Lamento tantos esquecimentos,
Penso em Deus,
Eu não esqueço, por você...
(Eliana Pereira )....10 horas

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um dia!!!!!!


Um dia, a alegria vira tristeza,
O amor vira desprezo,
A saudade vira lágrima.
Um dia, já não vai existir rancor,
As respostas viram perguntas.
O hoje vira o passado
E o tempo se acaba.
Um dia, a culpa é arrependimento,
A ternura não tem vez,
O coração mazelado
Vira mais nada.
Um dia, a manhã será a noite,
O brilho, o escuro,
A ansiedade vira angústia.
Um dia, o mundo dá as suas voltas,
Depois viram paradas.
Um dia, nada vai existir,
A risada será o pranto
E a saudade será a dor!!!

Eliana Pereira/ 18/08/2014...16h.30m

sábado, 16 de agosto de 2014

Abracem-me forte...


Quem me vê chorar,
Talvez não saiba da felicidade
Que me ronda
E que me deixa alegre...
Quem me vê chorar,
Talvez não imagine
Que tamanha felicidade
Pode ter batido em minha porta....
As minhas lágrimas têm , por vezes, duplo sentido:
Às vezes são de tristeza
Outras, são o avesso da moeda.
Leitores: as minhas manifestações
São lágrimas que correm em minha face,
Mas não rolam no meu coração .
Quem me vê chorar,
Não sabe, muitas vezes, que eu transbordo de alegria..
E, por isso, não me consolem sempre
Abracem-me forte
Porque pode ser uma felicidade no ar!!!

(Eliana Pereira...18 horas...15/08/2014 )

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sobrevivi...


Um amor que se foi
Perdido no tempo,
Não existem quase vestígios.
Ficaram na memória
Os bons momentos
E as alegrias tão grandes...
Esquecidas as mágoas,
Quando diante da caminhada
As decepções foram reais.
Algum tempo inocente,
Amava a pessoa
Que me era tudo.
Há um amor que se foi
Perdido no tempo,
Sem quase deixar vestígios.
Mudei o rumo,
Esqueci tanta coisa,
Chorei desencontros,
Senti a dor da saudade,
Mas sobrevivi...
(Eliana Pereira....14/08/2014....18 horas

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A hora é de tristeza...



Impensável e inacreditável a morte de Eduardo Campos, um dos maiores líderes políticos dos últimos tempos. A minha noite foi indormida, assim como a de milhões de brasileiros. A tragédia abalou a todos. Somente uma grande insensibilidade poderia deixar não se levar por essa comoção social. Estamos de luto e muito pesarosos.
Tamanha dor nos levou, provavelmente, a uma reflexão grande e a uma tomada de consciência. A certeza da finitude da vida está aí mais do que evidente. Tantas e quantas vezes nos deixamos levar por sonhos que jamais se concretizam ou se concretizariam...
A morte inusitada deve ter sido de uma crueldade total. Ficam no ar as perguntas mais diversificadas. Não sabemos se houve tempo para Eduardo se indagar a respeito da proximidade do seu final de caminhada.
Somente quem passou perto da morte, tenha possibilidade de imaginar o que pensou diante do seu final.
Morre um dos maiores líderes políticos. Há uma orfandade diferente, em que ficamos mais pobres e deixamos para a História Política o registro da tragetória deste grande homem.
Estou, particulamente, perplexa. Com certeza, nunca assisti a tamanha passagem. Entreguei nas mãos de Deus o futuro da Nação, unindo-me aos demais na fé e nas próprias palavras do estadista : É preciso não desistir do Brasil.
A hora é de tristeza. Impossível não ser. E a certeza da finitude é a verdade mais certa de nossas vidas. Que Deus esteja ao lado de Eduardo Campos e de sua família, diminuindo para esta a grande dor e dando ao morto toda a paz de um céu que deve ter lhe recebido com muitas glórias...

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Era tarde, quase noite...


Era tarde, quase noite,
Quase tive coragem
Queria ouvir a sua voz
Queria ver você...
Era tarde, quase noite,
Tantos pensamentos, quantos devaneios.
Saudades e mais saudades,
Justificadas ausências,
Inexplicáveis desencontros.
Na solidão do anoitecer,
Busquei esquecer o que não podia...
Insistentes pensamentos, saudades loucas
Quase me fizeram chorar...
Ah tempo, como foste desencanto,
Intempéries verdades,
Falsos descaminhos,
A sua falta me deixando assim...

( Eliana Pereira/ 17.30h )

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Sou uma mulher do cotidiano...



A vida vai se encarregando de tecer vários caminhos e alguns sem escolhas. Cheguei à maturidade e ainda não entendi o que se chama realmente AMOR.
Tenho caído e levantado, sem nunca reclamar da vida. Confesso, leitores, que sou emotiva, mas nunca rancorosa. Foi uma lição que aprendi com a minha mãe e incorporei para nunca fazer parte de mim...
E a tarde se vai sem deixar rastros e sem alimentar as competitividades que surgem no meu viver. Sempre amei e fui amada. Se não por gregos, pelo menos por troianos. E isso me basta.
O mar que eu descortino todos os dias é o meu relax. Sentada em minha cadeira de repouso, faço das minhas inspirações , os meus pensamentos. Crio castelos e contos de fadas. Se a minha infância foi boa, melhor é a maturidade dos meus dias, não fosse o tempo que me resta em menores proporções. São as perdas e ganhos de que tanto fala a escritora Lya Luft.
Sou uma mulher do cotidiano. Repito sempre os mesmos rituais, quando os compromissos não me tiram desses hábitos que me embalam todos os dias. Vocês, leitores, já estão cansados de lerem que depois dos devaneios na varanda, venho para os meus aposentos, que constituem um prazer diferente, mais íntimo e mais meu. Já disse que aqui me deixo despir de corpo e alma. Acho até que suscito vontades de conhecê-los, tamanha é a descrição que faço.
Cada dia é um dia diferente em sua ornamentação. Se ontem estava vestido de branco acetinado, hoje é uma miscelânea de cores suaves, onde predomina o vermelho. As flores artificiais, quase naturais, me deixam maravilhosamente bem. A solidão e o estar só são mais amenos e encantadores.
E lá se vai mais uma tarde , dando o seu adeus. Um certo dia foi diferente, quase me deu adeus de uma vez. Chegou a madrugada e o nunca mais teve uma proximidade que me fez ver e pensar na morte. Deus dos céus!!! Minha família sabe de tudo isso e , talvez, em horas de reflexão zelem por mim e me deem mais amor...Sou sempre grata...
Mas, deixemos para lá o coração mazelado e passemos a imaginar , como disse Machado de Assis, que " A vida é bela."