Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A noite haverá de chegar...


E a tarde se vai devagarinho, como se eu não tivesse mais forças para esperar a noite chegar. Fiz desse novo quarto a minha jaula, diferente dos meus aposentos. Mais requinte e mais luxo, sem as intimidades, no entanto, do meu quartinho tão preparado a minha maneira e ao meu estilo.
Acordei de um sobressalto inesperado, o que não seria de esperar, mal eu tinha adormecido. As drogas ingeridas deram efeito rebote. Em vez de calma, fiquei inquieta. E a noite demora a chegar.
Há um frio maior que não me incomoda. Muito pelo contrário , me faz bem. Com todas as agitações e as expectativas, leio o Livro que me presenteou a minha linda filha: O fio da navalha ,de William Somerset Maughan. Confesso que ando um pouco desconcentrada, mas a linguagem coloquial da obra, me deixa estarrecida. Atualmente , ando ouvindo e lendo palavras que não condizem com o fino trato que se fez notório em toda a Educação que recebi dos meus pais. Assim rara, amei o estilo do livro, tão comentado por grande amigo meu, de cultura bastante significativa.
Não sei se estou alegre ou se muitas expectativas me tiram o sono. E o tempo dos resultados, chegados envelopados , por sedex, me deixam amedrontada.
Mas, a noite haverá de chegar, como sempre vem, estrelada ou não. Está marcado um teatro e peças difíceis de serem vistas no meu lugar, me colocam ávida para vê-las. Estou aproveitando , enquanto posso. Sou como O grande poeta, escritor, Rubem Alves, enterrado ontem. " Já tive medo da morte." Hoje vivo a vida, na certeza de que morrerei , quando o dia chegar.
E os pensamentos passeiam em minha mente. Vêm puros ou misturados. Tão atravessados que me provocam alguma arritmia. A pressão aumentou um pouco, mas já foi debelada por gente que, de médico, já recebeu todas as glórias e méritos.
Sinto que hoje não sou bastante clara, mas também não falo por metáforas. Aliás, quando uso o imaginário, que não é o caso, diferencio da ficção, que não me agrada e não faço uso. Sou mais realista do que voos inusitados.
Aqui, já existem sombras da noite. Troco a inquietação por um belo vestuário. Havia preparado para surpreender. A alguém, é possível que agrade. E o resto é viver em outras águas. Palavras proferidas e assimiladas...Valha-me Deus!!!

domingo, 20 de julho de 2014

Estrelas são mais estrelas...


Havia um encontro marcado,
Havia sonho, havia você.
Em terra que não é nossa,
A manhã é mais fria,
A alegria se esconde,
A ansiedade aparece.
Havia uma expectativa de causa
E ainda há.
Os passeios mudam os seus rumos
As manhãs são outras,
As tardes terminam frias,
As noites mostram outro céu,
Onde as estrelas são mais estrelas.
Eu sou eu , diferente eu...
(Eliana Pereira/ Meia noite de ontem)

sábado, 19 de julho de 2014

E os dias não são iguais...


E os dias não são iguais,
E as oportunidades são únicas,
E o mundo gira,
Ainda que não se deseje....
A manhã chegou,
Levando embora uma noite
E uma madrugada longa....
Resolvi esquecer você,
Se já era tempo, não sei,
Se foi melhor, só o tempo dirá.
E os dias não são iguais,
E as noites se acabam
Mais rápido do que pareciam.
O sol brilha mais do que o esperado,
Mas, resolvi esquecer você.
Se já era tempo, não sei...
Estou em paz comigo mesma,
Quem já esqueceu uma vez,
Repete o fato,
Sem muitas delongas...
(Eliana Pereira/ 09:00 horas)


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Tarde de muitas tardes...


Tarde de muitas tardes,
De tempo nublado mesclado com o sol.
Passam os pedestres e os caminhoneiros,
Os mais afortunados se recolhem em seus belos carros...
Tarde de muitas tardes,
Eu me escravizo a uma jaula de prata,
Outros dormem o sono nas ruas...
Há tanto a observar e tanto a ajudar.
Cortinas emolduram o meu quarto,
Estou só e pensativa...
Resolvi cuidar de mim.
Os dias se passam rápido,
As noites demoram muito.
Tardes de muitas tardes,
Amores perfeitos,
Perdidos no longe dos tempos..
Tarde de muitas tardes,
Num mundo de muitos momentos...
(Eliana Pereira/ 17 horas)

Esperar o que?


Esperar o que?
O passado me preparou,
O presente me separou,
O futuro, resolvi acreditá-lo.
Existiram ensinamentos,
Mas soaram injustiças alheias.
Conheci o amor dos amigos,
Perdi-me entre outros desprezos e ingratidões...
Esperar o que?
Linhas traçadas e esquecidas,
O amor dos pais
E a pressa do desencontro.
Ah, vida!
Se pudesse, seria diferente.
Esperei você,
Veio outro.
Esperei o afeto,
Vieram muitos desafetos.
Sou o sol que me ilumina,
O céu que me faz sonhar,
A espera do inesperado...
( Eliana Pereira/ 8:00 horas)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A saudade foi maior...


Desculpa, se cheguei
Na hora errada.
Desculpa, se não
Controlei os meus apelos.
Desculpa, amor,
Se não fui Bem-vinda.
Amar é coisa inexplicável,
Existiam os meus aposentos,
Onde deveria ter ficado...
Fui mais longe
Porque a saudade foi maior.
Desculpa por lhe querer tanto bem.
É preciso controlar afetos desmedidos.
Desculpa, se fui inconsequente,
Desculpa pelo meu grande amor,
Pela minha carência de você...
(Eliana Pereira/ 18 horas de 16/07/2014)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Que nunca me abandonou....


Nas horas vazias
De uma tarde nublada,
De uma solidão sentida
E de uma saudade presente,
Canto em versos
Um amor perdido.
Nas horas vazias,
Perturbadoras e solitárias,
Procuro quem me queira,
Acho os estranhos segredos
Dos fantasmas vivos...
Nas horas vazias
De uma tarde nublada,
Olho o céu e o mar,
Mas, contento-me, tão somente,
Com a minha companhia,
Aquela que nunca me abandonou!!!!
(Eliana Pereira/ 18 horas )