Faço uma pausa em meu recanto de trabalho. Olho o céu e vibro com a luminosidade do dia. Sem censuras e sem temores, penso em tudo que me rodeia. Neste momento, esqueço a vida lá fora, na esperança de ser e de sentir.
Sinto-me só e transformo o vazio no instante de calor. Aqui e acolá, deixo que as lembranças e as saudades fiquem paralisadas em minha mente, como se possível fosse retroagir no tempo.
Vida, vida minha. Imaginei mil coisas e mudei o que pude. Não queria que a saudade do que poderia vir, ficasse entranhada na mais profunda raiz do meu ser. Difícil entender o metafórico das coisas. Procuro no escuro, também, a alegria de quem quer e precisa de afeto. Daquele mimo que existiu quando a infância parecia eterna.Terrível sensação do que não aconteceu...
Saudades de minha mãe quando estava boa. Tantos ensinamentos esquecidos. Quantos mimos desaprendidos. A doação total que foi ela e que se esvaiu no vento. Meu pai no infinito das coisas e no encantamento que lhe levou do mundo.
Choros meus convulsos e outros tão baixinho. A minha auto estima que eu fiz sobreviver a trancos e a barrancos. Gente que passou em meu caminho, como se não fosse gente. Ensinamentos que me foram dados através da falta de humanidade. Eu sempre eu, vítima de inconsequencias de abomináveis pessoas que nem conheço mais. Vida, vida minha....Um dia eu me escancaro, sem nenhuma restrição!!!!






