Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 10 de março de 2013

E a noite chegou...


E a noite chegou depois de voltas e de reviravoltas. Depois de muitos encontros e de outros desencontros. Esperei este momento com sofreguidão, mas com a certeza de que viria. Anoiteceu e veio trazendo ares de quem chega para acalmar os ânimos e substituir o sol que se fez menor, no longo do meu dia...
Escureceu e a noite mostrou a sua face que demonstra que o dia vai terminando e que as estrelas brilham como quem prometem a certeza dos sonhos concretizados. Houve em mim uma exacerbação da esperança e me senti mais radiante perante todo este espetáculo, com uma lua que eu tanto olhei e pedi que realizasse os meus desejos infantis. Houve em mim uma realidade quase lúdica.
Difícil entender esta comparação, mas fácil de alucinar quando o momento também não é o de todos os domingos...
E a noite chegou e eu me fiz mais eu e, talvez, mais mulher. Havia uma sede de desejos e uma energia feminina que me impulsionava para o melhor de tudo. Uma vontade de desfrutar o meu quarto e dos meus lençóis bordados. A camisola sobre a cama e o meu banho esperando, como quem quer me fazer esquecer o longo do meu dia... E a noite chegou...

" O tempo é mágico..."

Já dizia o grande escritor Machado de Assis com palavras mais ou menos ASSIM: Uma ri, outra chora. Se todos rissem seria cansativo, se todas chorassem, seria monótono. Meu pai, em sua época literária, com certeza, concordaria com ele, ainda acrescentando algo à realidade do seu tempo.
Ao meu ver, papai era um Machadiano,ímpar nas suas peculiaridades que fizeram dele um escritor, também, nacionalmente conhecido. Morreu e foi conduzido a sua derradeira morada com honras de Estadista.
E a vida se conduz à la Machado de Assis.
Anos e anos depois somos testemunhas deste espetáculo, onde a desigualdade faz de todos cada um no seu mundo, no seu mundão de meu Deus.
Lembro muito Lya Luft na sua referência à possibilidade de construir uma ilha contemplativa onde pudéssemos afastar o lado e o espírito negativos das coisas, tornando-nos cúmplices de tudo que é bom e nos faz melhor. Grande escritora !!!
VAMOS TODOS,APESAR DE RISOS OU DE CHOROS, NUMA VIAGEM ONDE , SEGUNDO ALGUÉM JÁ DISSE, SOMOS APENAS PASSAGEIROS. Não sei se melhor ou se pior ,o certo é que caminhamos para um final.Haverá sempre o tempo de parada.E lá chega a hora da verdade, temível para uns e para outros a alienação desta maior das certezas. Que cada um se conduza a sua maneira, com risos e sem pensamentos que vão além de nossa permanência na terra.
Já indaguei Se o infinito tem o seu final. Isso, numa postagem minha no blog, que me rendeu uma estatística relevante, sinal de que há uma preocupação pairando no ar...
Mas, hoje é um domingo, mais um domingo de tantos outros, recheados de bons momentos, de magias e de reflexões. Já dizia o meu pai, escritor, historiador, político, advogado e jornalista, NILO PEREIRA, que o tempo é mágico! Acreditemos em gênero, número e grau...

Prezados leitores: passarei um tempo sem enviar e-mais comunicando a atualização do blog. Todos já sabem do endereço!

sábado, 9 de março de 2013

Sem pedir licença...


Impossível buscar inspiração num momento de muitos momentos. Estou sempre à procura de uma explicação, muitas delas sem chegarem porque é difícil achar o indecifrável.
A vida caminha e mostra as razões mais possíveis de serem escancaradas.Outras ficam nas hipóteses.
Aprendi com os dissabores a vencer instantes que me pareciam quase inexplicáveis. Para mim, os fatos sempre são difíceis de uma aceitação. Perseverei nas teclas mais difíceis para conseguir me afastar e me tornar oculta. Que me perdoe minha mãe por tantos vazios em seus quase últimos momentos de vida. É que tudo me impulsionou para este comportamento adverso. Não falta muito para ela entender...
Impossível buscar inspiração neste exato momento. Minha mãe enferma há tres anos provocou uma catástrofe. Nunca pensei que fosse assim.
E o mundo caminha e as situações giram sem pedir licença...
Foi um dia de muitas agonias. Invoquei a meu Deus e ao meu pai. Consegui esquecer, por poucos minutos, o sofrimento de minha mãe há tanto tempo no leito.
Nem dormir e nem ler, o meu maior prazer. Fiz orações e fui mais além...
Já é quase noite. A gente se depara com as tristezas e sente que não é fácil decifrar tantos desafetos.
Penso que vou, agora, à beira mar,olhar o céu e me deslumbrar com o mar. Quando não se tem muita solução, os espíritos do bem nos acompanham e nos dão a luz de nosso caminhar...

quinta-feira, 7 de março de 2013

E que o amanhã seja outro dia....



Há uma ansiedade rolando no ar e, como tal, sentimentos confusos se misturam e dão um sentimento que abala o meu ser.Não é todo dia que me deixo levar por uma pré-angústia, mas quando ela chega, procuro os mecanismos de defesa no intuito de dar a minha pessoa um melhor bem estar.
Tenho às vezes a impressão que no final de semana, quando me afasto da Universidade, instala-se em mim uma metade satisfação e outra metade conflituosa, indecifrável e sem classificação consolidadas.
O ambiente de trabalho me faz bem. Trabalhamos ao som de uma música suave que nos deixa extasiados e estimulados nas decisões.
Mas, há uma ansiedade rolando no ar. Isso me incomoda e me perturba, ao mesmo tempo que me impulsiona a deixar rolar os sentimentos que me incomodam na medida exata, sem exacerbações dignas de registro.
Quando fiz a minha graduação em Psicologia, aprendi o suficiente que me levou a um patamar de maiores facilidades para me conduzir na vida.
Prometi a mim mesma abordar temas mais amenos. Perdoem leitores se hoje faço um tanto diferente. É que há uma ansiedade rolando no ar e eu, como nós todos, temos o direito de vivenciar n sentimentos. Ao escritor, não é fácil. Na sua versatilidade, muda de foco e acata a inspiração que está na ordem do dia. E que o amanhã seja outro dia....

quarta-feira, 6 de março de 2013

Passara desta fase...


Era um olhar enigmático e uma fisionomia que denotavam tensão, sem que os músculos da face dessem qualquer sinal de movimento.E o que seria?
Naquele instante, naquela noite, esta situação me incomodava
e me provocava uma certa inquietação motora. Não via como me sair desta situação e tudo isto era perturbador, nada a mais que me tirasse dos meus limites. Com todo este panorama, conseguia me manter segura. É uma forma minha, trabalhada e conquistada a passos lentos , mas consolidados.
Por fim, acabou todo esse espetáculo e eu dormi quase o sono dos justos. Dizem que tudo passa. Acho que, debaixo de pau e de pedra, pode ser verdade.
Há momentos em que sinto e alucino determinados pensamentos e observações que, se não me fazem tão bem, também mal demais não fazem.
Era um olhar enigmático naquele instante. Neste momento de incômodo, estava quase paralisada. Houve um instante de estupor meu, até que tirei de mim essa vontade de visualizar o que não queria ver e nem sentir.
A maturidade me fez diferente. Sinto o indevido e trabalho em cima da razão, deixando que as lágrimas corram apenas pelo coração. A vida mudou. Bem, que se transformou em melhor, mas naquele momento havia um olhar enigmático. Saí de mim, espiritualmente e de muitas formas. Não podia me perder em sentimentos e em percepções. Acho que passara desta fase...

domingo, 3 de março de 2013

Abracei-me a mim mesma...


Naquele dia e hora,abracei-me a mim mesma. Não havia como ser diferente. O local não comportava amigos, parentes e nem aderentes. Cada um se virava só, numa proteção a si mesma. Desabara um temporal no sentido de tempo e, metaforicamente, os nossos âmagos recebíam uma descarga que, inusitadamente, dera uma reviravolta sem que quiséssemos dessa forma.
Tudo acontecera sem sinais e sem premeditãções.Nem mesmo os mais perceptivos, haviam sido espiritualmente avisados. Houve um preparo físico e outro espiritual, só depois...
Naquele dia, abracei-me a mim mesma. Não havia como ser diferente. Apertei-me com tanta força, clamando por pessoas que já desapareceram de minha vida. Terrível sensação de busca de afeto e a ilusão de que tudo voltaria a ser como antes.
A vida, às vezes, é inusitada e inoportuna. O tempo muda e chove. A alma clama e chora.Somente aqueles de sensibilidade, desapegados do bem material, sentem com o outro. E, naquele instante, o meu olhar fora contemplativo. Pensei ser capaz de obter cumplicidade nesta forma de ver e de sentir com o outro. Fora em vão a minha súplica. Mas, o meu abraço apertado me deu energias e poder inimagináveis. Abominei alguns seres e falei alto. Tudo pareceu ser o melhor,naquele instante.Estou sempre refletindo e partindo para a luta.


Abracei-me a mim mesma. Não estavam parentes, amigos e nem aderentes. Percebi que, muitas vezes, nos bastamos a nós mesmas, ainda que contrariando a célebre frase de Thomas Merton: HOMEM ALGUM É UMA ILHA.
Não posso discordar desse grande escritor, mas , naquele dia, abracei-me a mim mesma e fui capaz de vencer os obstáculos....
Meus leitores são muito astutos e sabem que estou em paz...

sexta-feira, 1 de março de 2013

O infinito terá, um dia, o seu final?


E o mês de março vai chegando de mansinho,trazendo ares de inverno e algumas reviravoltas que correspondem ou não às nossas expectativas.
Lá se vão alguns sonhos roubados e alguns desejos alucinados.Tudo isso faz parte da vida , da vida e suas nuances.
Acordo um tanto em conflito,nada que possa ir além do esperado. Começo a estabelecer novas metas e a planejar, se é que posso, uma guinada que me traga de volta um espaço para me expandir nos estudos e na cultura. Tudo que , sem levar em conta a minha maturidade, continua vivo em mim....
Interessante é a vida. Já a meio caminho, penso em novos valores e sonho outros desejos. Não paro no tempo.Penso que não é coisa fácil e nem possível de não ser assim....
Ainda nos meus aposentos, tenho em mim, como disse Fernando Pessoa, grande escritor e poeta, "Todos os sonhos do mundo."
E a vida vai seguindo o seu trajeto e nós, seres humanos, vamos à deriva ou não, martelando em nossas mentes todas as alternativas para sermos sempre mais gente e mais solidários. Tristes serão aqueles que em seu apego material, não se lembram que a vida não passa de um suspiro. Às vezes imagino: para onde iremos nós? O infinito tem , um dia, o seu final?
Perguntas sem respostas e a insensatez do descompasso e da falta de reflexão.
Vinha sem escrever no meu blog. Metaforicamente, ou não, digito um texto na certeza de que vivo mais um dia em que a esperança fará de mim o que sempre fui, com mudanças que chegam para acrescer. Isso é bom, meus leitores.
Mudar para melhor, mesmo numa solidão aprendida e numa aprendizagem adquirida!!!