Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O QUE HÁ DE BOM....


A fadiga era tanta e as minhas andadas mais do que o necessário, acho eu, me deixaram tão sonolenta que o final de tarde e a noite foram poucas para que eu me recuperasse.O coração deu sinais...
Às vezes quero me prolongar na cama , mas as remedarias, popularizando um termo que deveria ser mais adequado, não me permitem.
Hoje ainda é pausa na UPE. Aquele que trabalha em Universidade tem esses dias de vestibular para folgar, salvaguardados os que se imbuem de sofreguidão e garra e se enquadram em obrigações várias neste evento, ganhando um pouco mais que acrescenta o pão de cada dia. São os escolhidos... Valha-me Deus!
A esta altura do campeonato, não pretendo ser partícipe desta obrigação, nem por vontade própria e nem por convites especiais. Deus sempre soube o que fazer.
Ontem foi um dia atípico. O verão era e é a estação que vivenciamos, mas a chuva reapareceu como quem quer se fazer lembrada. São coisas da natureza.
Contrariando, novamente, a minha filha, que acha que eu diversifico os meus temas, lá vou eu entrando , agora, em outro foco e me deixando levar pelo espírito natalino que nos faz refletir sobre o amor e o desamor, a solidariedade e o descaso, a fraternidade e o desprezo, a confiança no presente e a "certeza" do futuro glorioso.
Aprendi com os meus pais o espírito de união e a luminosidade presentes no ano que vai para de novo nascer.
Hoje sofro um pouco de solidão que não chega a me fazer um mal tão grande , mas me enche de uma tristeza difusa quando me aprofundo no abismo dos dias, sem muitas explicações.
Estamos em dias de amor e principalmente do perdão. Assusta-me a distância de próximos e a incerteza de tudo e de todos.
E as obrigações aumentam. Dezembro é muito dezembro. Meu esposo e eu que digamos. Com as comemorações várias, há no meio dois acontecimentos iluminados: a formatura em Medicina de meu marido e o aniversário de nosso bem maior, caindo num dia único e constituindo a grande coincidência.
O sol dá prenúncios de seu aparecimento. A casa se veste e eu me deixo levar por um esmero exacerbado.
Faltam dois quadros na parede para celebrar o que há de bom...

*Escrevi este texto em vinte minutos. Se não agradar a gregos, poderá agradar a troianos....

domingo, 4 de dezembro de 2011

"A ÂNSIA DE VIVER E O DESEJO DE MORRER."


Os poucos sargaços não me impediram que eu entrasse no Mar de Boa Viagem e tomasse um gostoso banho, constituindo o tônico de minhas energias e me fazendo sentir a alegria de viver.
Domingo é sempre o descanso de quem luta e de quem trabalha.
Apesar desses empecilhos, impedindo um pouco a travessia, senti-me bem e refleti o que pude , pois estava na ordem do dia. Ou por outra , havia uma inspiração que me fazia pensar e destruir em mim o que disse Fernando Pessoa: "A ânsia de viver e o desejo de morrer."
Manhã deliciosa. Não poderia ter deixado de vivenciar este momento e de apagar essa vontade de morrer, quando apenas filigranas não são suficiente e o necessário para abrir em mim um coração dilacerado.
Na verdade, na verdade , aprendi a viver as minhas ansiedades e a usar os mecanismos de defesa para afastar o mal estar de incompreensões.
Parece dramático, mas não é . Já falava Nietzche, em tempos outros: "Temos a arte para que a verdade não nos destrua."
Tentei enganar as minhas verdades. Fui ao próximo e desisti diante de atoleiros que atrapalharam o meu caminho.
Mas, voltemos ao mar. Morar em Boa Viagem é para mim um encanto. Desses que me faz bem e me revigora. Com um bronze na medida, estou pronta para me sentir bem melhor do que se pensa.
Tudo isto me faz lembrar a linda poesia do grande escritor e poeta, autor de frases célebres, FERNANDO PESSOA:
Suavemente grande avança
Cheia de sol e onda do mar
Pausadamente se balança
E desce como a descansar (" MAR MANHÃ)

Postado por Eliana Pereira às Domingo, Dezembro 04, 2011 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar

sábado, 3 de dezembro de 2011

O PUDOR DESMEDIDO...


Noite, noite minha...
De tanto amá-la
O encanto foi-se embora.
Há um sono
Que não chega
Uma monotonia velada,
Uma solidão que me agonia.
Noite, noite minha,
É preciso recuperar as forças.
Tanto amor à flor da pele
E o prenúncio de uma insensatez...
Cada momento, cada instante,
Um banho que me revigora
E alivia todos os males.
Não há como criticar:
A vida é minha e a noite também.
Esqueçam o pudor desmedido,
E me deixem desnudada...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

COMO HAVERIA DE CHEGAR.....


Dezembro começou, trazendo a expectativa de um final de ano que somado e subtraído totalizou um saldo equitativo, ou não, do que foi esperado e do que aconteceu.
A vida e suas nuances. Sentimentos vários coincidentes ou não, ou se opondo aos nossos desejos sempre regados do melhor e cultivados na fé e na esperança.
Dezembro chegou, como haveria de chegar...Sinto que os pensamentos oscilam , mas existe sempre uma superação, a gosto ou a contragosto, mas impossível de não acontecer.
Dezembro chegou e com ele o balanço de tudo.Tantos acontecimentos bons e tantos sofríveis. Minha mãe , que eu não esqueço, sofrendo sobre uma cama, possivelmente a derradeira cruz que um dia haveremos , também, de carregar.
Dezembro chegou e com ele os planos e os planejamentos, a possível execução e os prognósticos. O que poderemos esperar profissionalmente e o núcleo familiar, constituindo o foco de nossos bons sentimentos.
Dezembro começou , dando início a outro ANO. Tantas interrogações e tantas felicitações. A incerteza do momento, as mudanças e as separações inusitadas. As promessas cumpridas e outras não. A saudade do que não é mais certeza.
A incógnita do momento. A equação que eu não resolvi, depois de tantas e tantas vezes resolvida. O desespero da SOLIDÃO. A fraternidade que não veio. O coração batendo forte e descontroladamente. O perdão e a confraternização virtual. Eu no meio de um turbilhão de dúvidas e de motivos escondidos...
Que a meia noite de 31 de dezembro seja como nosso Deus quiser. Estarei sempre com Ele e com o meu próximo também...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ÀS VEZES ELE SE DESNUDA....


Chegara um tanto tarde do trabalho. No entanto, nada me impedia de tirar uma boa soneca. Desde ontem, no entanto, o sono passa longe e eu fico esperando que Deus dê bom tempo para que eu repouse o quanto pede o meu corpo e a minha mente.
Acredito que nos últimos dias foram tantas emoções que os meus pensamentos se juntavam e se misturavam , afligindo ou não, provavelmente me alegrando, concorrendo para esta insônia atroz que não foi de toda ruim.
Desta maneira, guardo esta reserva para quando a noite se fizer noite.
Penso que hoje estou mais contida. Já contei tanto da minha vida , que preciso me resguardar um pouco, meus leitores queridos. Nem todo dia é necessário abrir a porta do meu coração para escancarar os meus sentimentos e as minhas verdades.Olha, que já abri na hora certa. Deus dos céus!!!
Vou guardar esta dívida para um amanhã, para um amanhã que vem depois.
Desejara ser uma poetisa para contar em versos os meus pensamentos , sentimentos , percepções, alegrias e tristezas tantas vezes camufladas por um contentamento que , por vezes, se fazem ausentes por medo, por ética e por amor...
Mas, lá se vem a noite , apresentando um céu estrelado, onde uma será sempre para mim a escolhida. Talvez , dê para vocês saberem. Quando o pensamento voa alto traz de volta , para quem me lê, a realidade dos fatos.
E por falar nisso, acho que a imaginação e o delírio que não é patológico bem que caem melhor do que uma certeza da qual nem sequer se pode falar. É proibido e com proibido é melhor se calar e esquecer.
Tenho esquecido tantas coisas, que uma a mais e outra a menos não contribui para nenhuma consequencia considerável.
Descobri a tempo que as pessoas se comportam, mesmo , de acordo com as suas circunstâncias. Isso não me resta dúvida. Existem ainda os interesses e as peculiaridades de ações.
Bom seria que pudessem imaginar o meu momento. Reitero que são muitas emoções. Estas escondidas debaixo de um edredom que esconde mais os fatos do que um fino lençol de seda....
Agora, sorriam ou gritem pelo mistério....Às vezes ele se desnuda. Valha-me Deus!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

DE QUE ERA DIA!


Nem era noite, nem era dia
Sentimentos dúbios
Embaralhavam a magia
De quem sonha
E de quem espera.
A face era de alegria
O coração entristecia
Tão sutilmente
Enquanto escondia a dor.
Nem era noite, nem era dia
Cada um mostrava o seu momento.
Havia um sorriso amargo
E uma tristeza camuflada.
Nem era noite, nem era dia
Por isso o sono fugia
Enquanto os pensamentos
Cada um na sua hora
Era a certeza
De quem ri e de quem chora.
Nem era noite, nem era dia
Mas, eu esperava o encantamento
Na doce esperança
De que era dia!

domingo, 27 de novembro de 2011

O QUE NÃO ESTAVA NA ORDEM DO DIA....


Eita que o dia amanheceu lindo. Não sei se foi certo ou me atrevi demais. Sob orientação médica fui ver o mar. Estava ávida por fazer. A noite quase em claro por situações das quais a gente não pode fugir,por amor e por solidariedade, fui olhar e tomar um banho de beleza natural.
Quando a gente se encontra em situações adversas, tudo parece mais atraente e maravilhoso.
Morar em Boa Viagem sempre foi um sonho meu, que eu realizei quando casei. Com certeza foi um dos meus desejos realizados que mais me levantaram o ânimo. Caramba, é bom demais...
Mas, hoje, parecia tudo muito bom. Levantei o astral e esqueci o que não estava na ordem do dia. Eita que a dor de cabeça veio com força. Seria demais pedir para que o mês de novembro acabasse?
Com todo esse pesadelo, pensei que , às vezes, a gente espera tanto e esse tanto vem um tanto atravessado. Os sonhos se realizam , mas também são destruídos. Valha-me Deus!!!
A casa nesse momento parece muito grande. Eu e o meu marido , mesmo comungando das mesmas coisas, não somos suficientes para preenchermos o meu lar. A filha, já adulta, tem os seus afazeres, seus estudos e a sua vida pessoal.
Lembro quando casei. De uma prole de seis filhos, fui a última a casar. Papai, meu grande pai e escritor, escreveu e publicou um Artigo no Jornal do Commércio intitulado : A CASA VAZIA. É uma relíquia. A falta que eu fiz naquele momento foi de um sentimento tal, como se a juventude tivesse deixado o casarão sem vida e quase sem sustento familiar.Nunca imaginei doesse tanto.
As coisas vão e voltam. Repito sempre: "Começar de novo e contar comigo...". Em situações vexatórias inicio tudo de novo e canto alto como quem busca forças para reiniciar...
Eita, que a dor não passa.

Leitores: Desculpem o texto sem muita elaboração. Acho eu. Mas, é que se nem tudo está perdido, também não estou tão bem...