Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

TODOS OS DIAS....


Quando a gente estuda Psicologia e lá se vão muitos anos quando fiz o curso, ficam incorporadas algumas palavras que não esquecemos e sempre estamos a utilizá-las.
Lembro-me de várias, mas como o meu texto diz respeito ao termo LIMIAR, deixo que ele fique em evidência e bem notório.
Abordando, assim, esta temática, fico a imaginar como era baixo o meu limiar para suportar palavras ásperas, quando me eram dirigidas, e o quanto me derretia em lágrimas e ficava temerosa de tudo que pudesse me amedrontar.
Os anos passam e a maneira de ver o mundo e de agir mudam de uma forma surpreendente.
Hoje, já uma mulher madura recheada de experiências, sinto o quanto o meu limiar subiu, numa escala considerável de zero a dez, ficando num ponto nove, que já não me aterroriza e nem me põe medos infundados, é óbvio.Coloca óbvio nisto...
O pior, meus leitores, é que esta transformação, geralmente, não é sentida pelos outros que veem o mundo diferente, mas não concebe que o seu companheiro da mais tenra idade mudou, também: em gênero, número e grau. Tanta tolice e tanta inocência!
Escrevo esta crônica com uma rapidez incalculável, como falava o meu saudoso pai. É que preciso sair por problemas particulares, tão particulares, que seriam sem graça deixá-los à tona..
Mas conversa vai e conversa vem, estou num patamar que me sustenta de agressões e de ´rebeldias, advindas daqui e dali. Com um limiar com nota nove, como classifiquei, mudei a minha postura e cresceu o meu bem estar físico e emocional.
Tenho um médico que , além de me tratar fisicamente, me dá tantos conselhos que me fizeram ver a vida com outros olhos, olhos de quem quer viver em paz.
Tenho, até, vontade de ir repassando, para quem se interesse, as abordagens do doutor.
Em um mundo conturbado, quem não quer deixar para lá a possibilidade de um evento coronariano!!!!
Comecem por um bom regime e ouçam lá: o meu café da manhã foi , hoje, suco de laranja e gelatina de dieta de morango.
É a vida ensinando todos os dias..... E, eu, aprendendo a cada dia....

quarta-feira, 25 de maio de 2011

OUSAR DISTINGUE.....


"Quem vive sabe" (Clarice Lispector): estamos vivendo um momento de completas contradições, onde o acreditar de hoje pode não ser mais o de amanhã.
Tenho, nos meus conceitos de valores, a fidelidade à minha autenticidade e não ouso dar voos tão altos, quanto injustificáveis.
Evidentemente, que , encontrando-me comigo mesma, vou tomando decisões que cabem ao momento. As mudanças dos fatos ou dos atos justificam, por vezes, as mudanças de atitudes. Há, no entanto, uma moral , que não muda, posto que incorporada.
Só não deixarei que a passividade tome conta de mim...
Já experimentei muitas coisas, passando da alegria ao desespero. Estas experiências têm me servido de base para que eu encontre mil razões para mil atitudes.
Tenho em mim procurar a verdade, mesmo sendo aquela que , quase, me ultrapassa.
Escrevo muito sobre a solidão. Acho que não constitui o meu tema central, mas, muitas vezes, é a minha motivação e, até, a minha força maior.
Não posso demarcar , como regra geral, que a felicidade não existe, mas sou quase adepta de que a felicidade, implicando felicidade plena, talvez, seja inexistente. Falo muito em um contentamento e numa paz, muitas vezes, transitória.
Não sei se já deu para serem notadas as reticências, que sempre coloco, cá e acolá. Com isso quero , sempre, dar o direito a imaginações várias.
Quando não conto o que sinto, fato, relato os meus pensamentos. São atos que preenchem o meu cotidiano e, quem sabe, ajudam o próximo. Oxalá , seja desta maneira.
Estou sempre no meu lugar, nunca dando motivos para que outrem se sinta prejudicado.Também, se tenho direito ao grito, grito forte e melodioso.
Não me considero especial, mas , meus escritos não têm passado despercebidos.
É a tal coisa do escritor: ter sempre adjetivos esplendorosos e a vontade de usar termos suculentos, para incentivar os leitores.
Acredito que ousar distingue e por que não?
Postado por Eliana Pereira às Quarta-feira, Maio 25, 2011 Postar um comentário

segunda-feira, 23 de maio de 2011

EU CHORARIA MUITO MAIS....


Já sofri por antecipação. Já tive medo do nada. Já "encuquei" sem razões... Sempre cumpri as regras e , principalmente, as leis. Quem não haverá de assim fazer?
Estou num estado, se não de nirvana, pois já seria demais, porém trabalhada, dedicada a minha vida e debruçada sobre os livros.
Quero morrer aprendendo. A ignorância me afasta, posto que não suportaria me entregar ao cotidiano, vivendo , apenas, de disse me disse ou de brisa forte.
Hoje, após a minha caminhada, trajada à carater, como manda o figurino dos grandes estilistas esportivos, fui parar na cama.
Já era tardinha. Deu-me um sono irresistível e eu dormi tanto, que só um telefonema, oferecendo Cartões Bradesco , fez-me acordar.
Foi um sono pesado, mas que me mostrou um instante de pesadelo, onde a minha mãe me chamava e CHORAVA ao mesmo tempo. Acordei aflita. Não fosse o telefonema do Banco, talvez, tivesse chegado ao final do sono ou do sonho. Quem sabe , ela não me fizesse alguma revelação.
E, agora , mama : estou resistindo a uma decisão tomada na terapia. Tudo tem os seus limites. Já fiquei sequelada pelo fato que me levou ao Santa Joana. Já teve quem se atormentasse , com arrependimentos. Não, não posso, minha mãezinha. Venha , em sonhos, me ver e falar comigo.
Não, não chore. EU CHORARIA MUITO MAIS....

domingo, 22 de maio de 2011

EU SOU ASSIM....


Difícil acreditar em tantas artimanhas de quem já passou da adolescência.
Para tanto, uso os meus conhecimentos psicológicos que me permitem uma aceitação positiva incondicional.
Acordei em plena madrugada. Esse lugar comum já não espanta e nem me mantém em alerta.
A gente termina por se acostumar a tudo, até mesmo com os comportamentos exdrúxulos que poderiam causar pânico.
Tudo que é hilário, mal pensado e mal formulado terminam por se tornarem um motivo de espetáculo, como dizia o meu pai. Que ele nos ouça. Tão ciente está do que acontece na terra, com gregos e troianos. Será?
O domingo termina sem nada de relevante, aliás o final de semana todo.
Passeei, sorri, fui às livrarias. Afinal, aproveitei o suficiente ou mais ainda, considerando que os serviços domésticos, tão saboreados por mim, me tomaram um pouco do meu tempo. Faz parte , agora, do meu cotidiano deixar a minha casa muito arrumada, satisfazendo a minha sensualidade estética que me persegue.
Com tantos passeios e devaneios, ainda me lembrei de você, menina de mais de cinquenta.
Esquecida de que a vida não espera pelo tempo mastigado com asneiras, deixa o momento passar sem pudor e sem possibilidade de arrependimentos.
Ainda bem, que estou sentada na poltrona dos, quase, esquecidos. Não prejudico
e nem sou prejudicada. Mantenho-me neutra e me dou por muito querida.
Valha-me Deus: na madrugada vale tudo, até os pensamentos variados que saem de nossas mentes, sem censuras e sem , muitas vezes, congruências.
Eu sou assim e não quero mudar. É dessa forma que sou amada e que, talvez, me iluda com palavras belas...
A ilusão , também, serve para alimentar o ego.
TUDO MUITO REAL SERIA UM DESMANTELO....
Pior seria a amargura, que eu não tive, pelo desamor...... Tudo foi passageiro e, como tanto, a dor foi TRANSITÓRIA....

sábado, 21 de maio de 2011

UM OLHO NA MISSA E OUTRO NO PADRE....


Um olho na missa e outro no padre. Isso vem se repetindo com todos, ou quase todos, que comungam dessa vida mutável e desordenada.
Acabei de chegar do Restaurante, alegremente. Não estou só, mas confesso que a minha contingência de ter o sono retardado, acaba por me deixar num estado de solidão. É uma hora em que compartilho os meus compromissos por escolha e não por exigência.
E lá vou eu, de emoção em emoção, curtindo o meu pensamento sempre á base de sentimentos bons.
Devo aos meus pais esta incorporação e à minha filha, a lapidação.
É a tal coisa: aliada a esses sentimentos , aprendemos tantos conteúdos, uns com outros, aqui em casa, que acabamos por entrar na área do outro, falando termos médicos, psicológicos e advocatícios.
Mas, é olho na missa e outro no padre. Nada de querermos nos revelarmos sem orientação e , muito menos, como diplomados no que não somos.
Em mim, há um receio de me mostrar, com segurança, um profissional verdadeiro , quando tudo não passa de um amadorismo.
Tenho andado esperta e um tanto diferente. Acredito que a minha nova imagem me deu uma forma de agir mais leve e mais eu. Também, nada de pressão alta. Que bom!!!!
Tinha que ser assim. Para quem não sabe, tive um evento no meu coração: o famoso e conhecido infarte.
O meu regime alimentar e o meu tratamento medicamentoso rígido, aliado às caminhadas diárias só poderiam me deixar bem modificada. Além de tudo, a orientação médica e psicológica. Como não me tornar zen?
Acho que depois da luz vermelha, o alerta acendeu e eu me conscientizei mais do que pensa quem não me acompanhou.
Naquele momento, senti tanto a falta da minha mãe, tão forte como sofridamente, por mais que eu procurassse relaxar e esquecer, sem querer esquecer.
O frio toma conta de mim. É sabido que uma temperatura mais baixa nos deixa mais preguiçosos e, por vezes, mais melancólicos.
Já falei , no entanto, que agora estou sem apego, sem melancolia e sem saudade. "A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções."( Caio Abreu.)
Leitores. foi difícil, mas não é que tão esperta, quanto muitos, aconteceu.
E, hoje, com banho e tudo , lá me vou eu contar carneirinhos. É um olho na missa e outro no padre, inversamente mesmo. Dará no mesmo o caminho da minha resposta matemática, que eu tanto amei!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ESTE SEMPRE NEM EXISTE....


A tarde foi diferente. Sonhei, com tanta realidade, que vivi o momento com todos os meus sentidos.
Não consigo ficar sem pensar em você, mamãe. Aquelas nossas conversas, só entre nós duas, ficaram interminadas.
Hoje, por força de Deus, possivelmente, consegui terminá-las com tanta certeza ou quase certeza, que alimentou a minha alma ,no momento do sonho. Pelo menos isso.
Por força de contingências, estamos um tanto distantes. Mas,como se sabe, mãe não deixa os seus filhos, por mais que a distância física forçada imponha o fato.
Além de tudo, mama, seja onde você estiver, hoje ou, melhor, amanhã, você entenderá , possivelmente, como suportei não ter você, tão,antes, abnegada a minha pessoa de todas as maneiras possíveis e inimagináveis.
Tudo isto pertenceu só a nós duas.
Ando parecendo independente, ou melhor, curada e ajudada por uma terapeuta que me deu condições suficientes para mudanças. Sem tanto, mãe, você vai entender,um dia, o quanto estaria às portas de novas topadas e, aceitando, porque não haveria como não deixar de aceitar, estar nas mãos de Deus.
Na verdade, estou vivendo de forma muito diferente. Gostaria de conversar tudo isto com você, frente a frente,como em tantos dias que nos regozijávamos com todas as minhas confissões.
Você , sempre, me disse que era eu quem lhe contava todas as coisas. Éramos de uma cumplicidade a olhos vistos...
Mas, agora, mama, rezo o Terço. Não deixaremos de conversar para sempre.

ESTE SEMPRE NEM EXISTE....

E, nós, seremos o que, talvez, nem os outros sejam capazes de entender...
O que hoje você não sabe, será o amanhã quem lhe "contará"...
Amo você, de todas as formas!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

FILTRANDO EMOÇÕES....


Pensara hoje ter um bom sono esta tarde. Qual engano! Nem sei o porquê desta excitação, que me deixou inquieta.
Após uma boa caminhada, cheguei no ponto para tirar uma soneca. Um milhão de sentimentos se misturaram e eu terminei acordada , pensando em tudo, menos naqueles que não eram merecedores. Acho que este sentimento de ingratidão acontece, se não em todos, pelo menos em sua maioria. Não sou exceção...
Tenho lido muito e aprendido bastante. Numa dessas leituras do autor Caio Fernando Abreu, me deparei com uma frase, que me deixou pensativa:" SEM APEGO. SEM MELANCOLIA. SEM SAUDADE. A ORDEM É DESOCUPAR LUGARES. FILTRAR EMOÇÕES."
Sensitiva como sou, não foi fácil filtrar as minhas emoções. Com tantas pessoas a se comportarem de formas diversas, estive ã beira de um colapso.
Mas, sabe, leitores amigos, ouvi de um famoso cardiologista que às vezes é preciso dar uma topada para acordar.
Já havia levado a minha, já havia acordado em parte e, com uma boa dose de inteligência emocional, fui filtrando, uma a uma, as emoções mais fortes, que me fizeram chorar de tristeza e de melancolia.
Hoje sou , como disse Caio Abreu, sem apego, sem melancolia e sem saudade.
Não sei, até que ponto, me tornei indiferente. A vida ensina com a alegria ou com a dor. Já aprendi muito...
Posso dizer que sou outra mulher. Enganam-se os que insistem em não acreditarem. É que mudanças radicais, mesmo acontecidas a longo prazo, provocam choques.
Nunca estive tão na minha, nunca acreditei tanto em meus valores e na minha auto-estima. Não sinto arrependimentos. Enfim, estou em paz comigo mesma.
Cuidando do meu físico e do meu emocional, já houve quem me tecesse elogios.E que elogios! Vocês, ainda, haverão de concordar, ou não.
Sinto que subi uma escada devagarinho , mas subi. Levei a topada e me levantei.
Alerta a tudo e a todos, me desapeguei do que, emocionalmente, me doía, tornei-me alegre e a saudade saiu de mim.
Que os espertos reflitam como eu fiz. No momento certo, virem a página da vida.
Penso que "se não posso mudar o meu começo, posso fazer o meu final."
A frase não está escrita na íntegra. Com tudo isto, transmiti a mensagem.
E o melhor de tudo: sei, agora, filtrar as emoções. Que mais quero eu?
Com este coração sob domínio...