
Quando a gente estuda Psicologia e lá se vão muitos anos quando fiz o curso, ficam incorporadas algumas palavras que não esquecemos e sempre estamos a utilizá-las.
Lembro-me de várias, mas como o meu texto diz respeito ao termo LIMIAR, deixo que ele fique em evidência e bem notório.
Abordando, assim, esta temática, fico a imaginar como era baixo o meu limiar para suportar palavras ásperas, quando me eram dirigidas, e o quanto me derretia em lágrimas e ficava temerosa de tudo que pudesse me amedrontar.
Os anos passam e a maneira de ver o mundo e de agir mudam de uma forma surpreendente.
Hoje, já uma mulher madura recheada de experiências, sinto o quanto o meu limiar subiu, numa escala considerável de zero a dez, ficando num ponto nove, que já não me aterroriza e nem me põe medos infundados, é óbvio.Coloca óbvio nisto...
O pior, meus leitores, é que esta transformação, geralmente, não é sentida pelos outros que veem o mundo diferente, mas não concebe que o seu companheiro da mais tenra idade mudou, também: em gênero, número e grau. Tanta tolice e tanta inocência!
Escrevo esta crônica com uma rapidez incalculável, como falava o meu saudoso pai. É que preciso sair por problemas particulares, tão particulares, que seriam sem graça deixá-los à tona..
Mas conversa vai e conversa vem, estou num patamar que me sustenta de agressões e de ´rebeldias, advindas daqui e dali. Com um limiar com nota nove, como classifiquei, mudei a minha postura e cresceu o meu bem estar físico e emocional.
Tenho um médico que , além de me tratar fisicamente, me dá tantos conselhos que me fizeram ver a vida com outros olhos, olhos de quem quer viver em paz.
Tenho, até, vontade de ir repassando, para quem se interesse, as abordagens do doutor.
Em um mundo conturbado, quem não quer deixar para lá a possibilidade de um evento coronariano!!!!
Comecem por um bom regime e ouçam lá: o meu café da manhã foi , hoje, suco de laranja e gelatina de dieta de morango.
É a vida ensinando todos os dias..... E, eu, aprendendo a cada dia....





