É UM ESPAÇO PARA EXPRESSÃO DE MINHAS INSPIRAÇÕES, EM FORMA DE TEXTOS/CRÔNICAS E, ATÉ, DE POESIAS. TRATA-SE DO MEU SEGUNDO BLOG E PRETENDO QUE SEJA ELE MAIS RESERVADO. O LEITOR HAVERÁ DE NOTAR MUDANÇAS, SENDO ELE QUEM IRÁ AVALIAR AS PALAVRAS QUE CHEGARAM PARA FICAR E OUTRAS PARA QUE O VENTO LEVE. IREI POSTAR PENSAMENTOS E DESTAQUES DO ESCRITOR NILO PEREIRA, COMO ADMIRADORA E FILHA QUE MUITO APRENDEU COM ELE E SEMPRE SEGUIRÁ AS SUAS IDÉIAS.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Um dia, ah um dia...
Um dia, a gente cansa,
Até mesmo de sentir a dor,
Até um pouco da esperança....
Um dia, a gente cansa,
De querer decifrar as interrogações,
De querer o bem,
De ser massacrada,
De morrer na cruz....
Um dia,a gente se entrega
E pede a Deus uma serenidade,
Um dia , tudo é diferente,
A gente espera a morte,
Como alento para uma paz perdida....
Um dia, a gente deixa de ser o tudo,
Para ser o nada,
Porque melhor será assim...
(Eliana Pereira...27/05/2016....17:30 horas)
*Que fique para a posteridade
domingo, 22 de maio de 2016
Eu vi você chorando....
Eu vi você chorando,
Estava triste,
Sentindo a sua dor sozinha....
Aproximei-me tal qual pude fazer....
Estendi-lhe a mão e lhe abracei,
Não sabia o que fazer,
Éramos duas almas boas,
Mas, você chorava num cantinho,
Estava de cabeça baixa,
Ajoelhada num chão duro.
Pus a minha mão em seu ombro,
Não falava e nem balbuciava,
Perguntei-lhe o que era,
Nada respondeu,
Abracei-lhe fortemente.....
Você foi se acalmando,
Mas, não disse nada.
Estava triste, muito triste,
Quando fui embora, abraçou-me
Voltei no outro dia,
Lá não estava você,
E nunca mais eu vi você,
E nunca mais esqueci de você!!!
(Eliana Pereira...22/05/2016....10 horas)
* Que fique para a posteridade...
quarta-feira, 18 de maio de 2016
E só...
Inusitada vida , tenho medo
O tempo que passa depressa,
As tristezas que ocorrem,
O mundo sem perdão,
Tanta solidão.....
Inusitada vida,
Como pude ser vítima,
Vítima de enfarte,
De episódios sofríveis,
De marcas profundas,
De injustiças tão fortes....
E valha-me , Deus,
Que nunca tenham que chorar...
Quando eu estiver indo,
Apertarei a sua mão tão fortemente,
E só....
(Eliana Pereira.....18/05/2016.....10 horas)
* Que fique para a posteridade
terça-feira, 17 de maio de 2016
Alegria pura!!!
E o dia alegre se confunde com a vida...
Cidade nua, quase sua,
Bela e enfeitiçante,
Mar e sol escaldante,
Alegria pura,
E o tempo dura.
Cidade nua, cidade sua,
Desejo de sair na rua,
Vontade grande de ver a lua,
Quando chegar a noite,
Quando vier a lua....
Amo tua voz,
Em dia atroz,
Eu sou eu na vida,
Sozinha e até vivida!!!!
(Eliana Pereira....17/05/2016.....10 horas)
* Que fique para a posteridade
quinta-feira, 12 de maio de 2016
SEMPRE!!!
A vida já me fez sofrer,
Já me deu enganos e até desenganos....
Que o tempo nunca mais seja o mesmo,
Que eu possa sorrir com você,
Que o amor me seja cúmplice,
Que eu ame você,
Que troquemos os nossos carinhos,
Que você me dê rosas
E, eu , o meu calor.
Que o afeto seja bem caloroso,
Cristalino e verdadeiro.
Que sejamos eu e você,
Que os nossos sonhos sejam realizados,
Que rolemos num só compasso ,
Que entre nós haja o SEMPRE !!!
(Eliana Pereira...12/05/2016.....10:50 horas)
*Poesia foi feita para ser sentida e não entendida
** Que fique para a posteridade
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Tenho medos....
Que sabes tu de mim?
Se nem mesmo eu sei quem eu sou....
Por que me tratas assim,
Como se o passado tivesse morrido?
E o janeiro foi-se no tempo,
Sem deixar rastros de explicações?
Por acaso, você foi amigo,
Nada foi ou esqueceu do trato?
Tarde de chuva, chuvosa tarde,
De respingos e de lembranças sem graça......
Que sabes tu de mim?
Se nem mesmo sei quem eu sou....
Tenho medos,
Medos de mim mesma.
Se me calo hoje,
Amanhã, posso falar....
E agora estou assim,
Em outro momento , a vida me modifica...
Santa, também, não sou.
Que sabes tu de mim?
Se nem mesmo eu sei quem sou...
(Eliana Pereira... 11/05/2016....18 horas)
*Poema escrito em 5 minutos...
** Que fique para a posteridade..
sábado, 7 de maio de 2016
SAUDADES, MAMÃE!!!
Este talvez seja o texto mais difícil para eu escrever. A dor é grande e a saudade é sem dimensão. Você se foi, mamãe, sem que nunca quisesse eu aceitar a sua partida para não mais voltar.
Deixo que as minhas lágrimas molhem o meu rosto, revivendo toda a nossa cumplicidade, detalhada e intimamente reservada. Com certeza, as nossas conversas, tão nossas, haverão de ser terminadas um dia, quando nos reencontrarmos.
Paira em mim um mundo de recordações que me deixam absorta e contribuem para que haja uma dificuldade grande até em começar a escrever.
Difícil entender tanto amor devotado por minha mãe aos seus seis filhos. Com ela aprendi a ser boa, a ter solidariedade, a ter pureza, a não alimentar rancores e, principalmente, a perdoar.
Mãe extremamente dedicada, cuidou de cada um dos seus filhos, dando no momento oportuno o seu maior amor e a sua maior devoção.. Nunca me faltou nos meus momentos de alegria e na certeza minha de que encontraria nela o meu porto seguro. E sempre encontrei..
Inúmeras e inúmeras vezes foi a UPE , no meu ambiente de trabalho,para me confortar da forma que ela julgava fosse necessária. Foi uma mãe plural e única , de acordo com a hora propícia de cada um dos seus rebentos.
Era a pessoa que eu mais admirava. Linda pela própria natureza , ostentava uma simplicidade que lhe fazia sinônimo da sua falta de orgulho.
Da infância à idade adulta e à maturidade , tratou-me com muita ternura, não medindo consequências para me ver bem.
Falar de saudade neste momento é quase uma redundância do que já mostra a minha face entristecida, onde as lágrimas fizeram morada desde o dia de ontem.
A minha infância de tanta segurança em minha mãe, a minha adolescência ajudada por ela nos mínimos detalhes, a fase adulta, o nascimento da minha filha e a maturidade não poderiam ter sido tão boas sem o exemplo da minha santa mãezinha.
Mãe, não me preparei para viver sem você. O velho sobrado, arquivo vivo das nossas peraltices, de nossos namoros, de nossas alegrias, da tristeza com namoros rompidos, tinha em você a figura principal e conselheira. Se nele fomos felizes,devemos, em grande parte, ao seu alento.
Como então me separar de você, minha mãe? Acho que ainda não cheguei à resposta dessa pergunta: Por que as mães morrem?
Eliana Pereira
30/08/2013
* Escrevi esse texto um dia após a morte de minha mãe querida.
** Esse texto foi publicado e distribuído na Missa de sétimo dia, na Igreja de Piedade..
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