É UM ESPAÇO PARA EXPRESSÃO DE MINHAS INSPIRAÇÕES, EM FORMA DE TEXTOS/CRÔNICAS E, ATÉ, DE POESIAS. TRATA-SE DO MEU SEGUNDO BLOG E PRETENDO QUE SEJA ELE MAIS RESERVADO. O LEITOR HAVERÁ DE NOTAR MUDANÇAS, SENDO ELE QUEM IRÁ AVALIAR AS PALAVRAS QUE CHEGARAM PARA FICAR E OUTRAS PARA QUE O VENTO LEVE. IREI POSTAR PENSAMENTOS E DESTAQUES DO ESCRITOR NILO PEREIRA, COMO ADMIRADORA E FILHA QUE MUITO APRENDEU COM ELE E SEMPRE SEGUIRÁ AS SUAS IDÉIAS.
sábado, 7 de maio de 2016
SAUDADES, MAMÃE!!!
Este talvez seja o texto mais difícil para eu escrever. A dor é grande e a saudade é sem dimensão. Você se foi, mamãe, sem que nunca quisesse eu aceitar a sua partida para não mais voltar.
Deixo que as minhas lágrimas molhem o meu rosto, revivendo toda a nossa cumplicidade, detalhada e intimamente reservada. Com certeza, as nossas conversas, tão nossas, haverão de ser terminadas um dia, quando nos reencontrarmos.
Paira em mim um mundo de recordações que me deixam absorta e contribuem para que haja uma dificuldade grande até em começar a escrever.
Difícil entender tanto amor devotado por minha mãe aos seus seis filhos. Com ela aprendi a ser boa, a ter solidariedade, a ter pureza, a não alimentar rancores e, principalmente, a perdoar.
Mãe extremamente dedicada, cuidou de cada um dos seus filhos, dando no momento oportuno o seu maior amor e a sua maior devoção.. Nunca me faltou nos meus momentos de alegria e na certeza minha de que encontraria nela o meu porto seguro. E sempre encontrei..
Inúmeras e inúmeras vezes foi a UPE , no meu ambiente de trabalho,para me confortar da forma que ela julgava fosse necessária. Foi uma mãe plural e única , de acordo com a hora propícia de cada um dos seus rebentos.
Era a pessoa que eu mais admirava. Linda pela própria natureza , ostentava uma simplicidade que lhe fazia sinônimo da sua falta de orgulho.
Da infância à idade adulta e à maturidade , tratou-me com muita ternura, não medindo consequências para me ver bem.
Falar de saudade neste momento é quase uma redundância do que já mostra a minha face entristecida, onde as lágrimas fizeram morada desde o dia de ontem.
A minha infância de tanta segurança em minha mãe, a minha adolescência ajudada por ela nos mínimos detalhes, a fase adulta, o nascimento da minha filha e a maturidade não poderiam ter sido tão boas sem o exemplo da minha santa mãezinha.
Mãe, não me preparei para viver sem você. O velho sobrado, arquivo vivo das nossas peraltices, de nossos namoros, de nossas alegrias, da tristeza com namoros rompidos, tinha em você a figura principal e conselheira. Se nele fomos felizes,devemos, em grande parte, ao seu alento.
Como então me separar de você, minha mãe? Acho que ainda não cheguei à resposta dessa pergunta: Por que as mães morrem?
Eliana Pereira
30/08/2013
* Escrevi esse texto um dia após a morte de minha mãe querida.
** Esse texto foi publicado e distribuído na Missa de sétimo dia, na Igreja de Piedade..
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Não olhaste para trás.....
Por quem tu choras ,ingrato amor?
Quando me deixaste,
Não olhaste para trás,
Hoje há outro em teu lugar....
Carrega a cruz , mesmo pesada,
Por onde anda a tua amada?
Corre depressa ao encontro dela,
Aqui tem outro em teu lugar....
Por acaso, o que pensaste quando partiste?
Sofri a dor dos abandonados,
Sofrimento atroz que eu debelei.....
Aguenta firme o arrependimento,
Um dia passa, um dia vai embora.
Por onde anda a tua amada?
Aqui há outro em teu lugar....
(Eliana Pereira.....05/05/2016....17:30 horas
*Poesia foi feita para ser sentida e não para ser entendida..
** Que fique para a posteridade
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Sou a saudade sentida....
Eu sou eu sem você,
Sou a saudade sentida,
Dominada e escondida.
Eu sou eu em dia de sol,
E na chuva que molha.
Eu sou tudo que eu posso ser,
E sou o que não posso,
Sou a madrugada que varo,
A noite que me seduz.
Eu sou eu sem você,
Sou o juízo da maturidade
E a vontade louca de não ser.
E a vida corre,
E o tempo ´passa
E nada posso mudar.
Sou eu e mais eu,
Sou eu sozinha ou com você,
Sou o resultado do amor maior...
(Eliana Pereira....04/05/2016.....22 horas)
* Que fique para a posteridade
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Sexta de uma sexta....
Será que existe a sexta feira?
Ou eu inventei este dia de muitas facetas?
Será que eu alucinei e não me lembro?
Será que eu nasci na sexta feira?
Ou foi o dia que eu matei pra sempre?
Por que nao brinco na sexta feira?
Por que eu vesti-me de preto neste dia?
Por que a sexta feira ficou marcada?
Sexta de poucas sextas ou de uma sexta?
Foram seis planos combinados,
Nenhum deles realizado....
Feliz de mim que só hoje lembrei da sexta feira,
Daquele dia que eu apenas sonhei.
Hoje,meus leitores, descobri que sexta é sexta,
Mas, para mim,nem existiu....
(Eliana Pereira......29/04/2016....11:30)
* Poesia é para ser sentida e nao paraser entendida
** Que fique para a posteridade
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Sonho acordada...
E lá vem o cair da tarde,
Um anoitecer como tantos outros,
Já não penso em você,
Acostumei-me a esquecer.
Ah vida, você brincou comigo,
Quando eu pensava ter amado,
Vi que nunca aprendi a amar,
Hoje eu espero a noite,
A lua e as estrelas,
A negritude que me faz bem.
Varo a madrugada,
Ouço o cantar dos pássaros,
Sonho acordada
E não me desespero sozinha....
Ah vida, vida minha,
Essa, que brincou comigo,
Não me deixou partir.......ainda!!!
(Eliana Pereira....28/04/2016.... 18 horas)
* Poesia é para ser sentida e não para ser entendida!!!
** Que fique para a posteridade
terça-feira, 26 de abril de 2016
De doces horas....
Foi uma tarde de silêncio sepulcral. Tentativas várias de adormecer redundaram em mil pensamentos. Desta feita,sonhei acordada, fiz mil planos, recordei ilusões e até desilusões. A casa parecia maior do que sempre foi. A varanda inspirava saudades e traziam o amargo de doces horas.
Não sendo muito chegada a recordar o passado que o tempo levou, detive-me em pensar no meu pai, na minha mãe e em meu irmão. Estes jamais sairiam do meu consciente e muito menos do inconsciente.
Foi uma tarde silenciosa. Na minha solidão acostumada, senti mais uma vez o gosto de estar só e de imaginar mudanças que eu já trazia em minha mente...
Andei a casa toda. Olhei os quadros um por um. Fiz de tudo um devaneio. Acho que começava a mudar. De que adiantavam as migalhas da vida e os sonhos irreais?
Do silencio , fiz um grande barulho no meu pensamento.Chorei baixinho e ri à toa.Tremenda confusão de idéias que quase me levavam ao ápice do contraditório.
A vida é uma dádiva de Deus. Cabe a nós sabermos administrar, pular atoleiros e fazer escolhas. Não tinha ganho muito do que sonhei, mas o suficiente para viver um bem estar que me levava a uma ilusão temporária. Nem assim almejava continuar.
Os últimos anos me foram satisfatórios e sofridos. Acreditei em verdades falsas, entreguei-me ao deleite ilusório, fui eu e não fui nada. Chegara a hora das mudanças. Se tantas vezes já fizera, poderia continuar na certeza de que se repetiria....
Tarde de tantos silêncios. A casa vazia e o coração machucado, quase mazelado. Vencera muitos momentos e agora, em plena flor da maturidade, buscava o amor por excelência.
Foi aí que me instalei na varanda, palco dos sonhos , e das realidades inventadas, e tantas vezes acontecidas.Este canto/recanto dava a mim uma paz. Parecia ouvir o canto dos pássaros e uma paz celestial tomava conta de mim.
Senti o silêncio virar o mais profundo sonho realizado. Eu havia mudado para melhor. Esquecera ilusões e desilusões. Que poderia querer mais?
(Eliana Pereira.....26/04/2016....18 horas)
* Esse tecto fará parte do meu livro póstumo, quase pronto
** Que fique para a posteridade
domingo, 24 de abril de 2016
Entre quatro paredes....
Entre quatro paredes,
À meia luz,
Foram juras de amor,
Troca de olhares,
Corpos entrelaçados,....
Entre quatro paredes,
Dois amantes sozinhos,
Falaram do amor,
Olhos nos olhos,
Beijos trocados.....
Entre quatro paredes,
Tudo cabia,
Tudo era afeto,
Sem pudores e sem escrúpulos....
Entre quatro paredes, tantos prazeres
Tantas juras de amor,
Tantas promessas no ar!!!
(Eliana Pereira.....24/04/2016.....10 horas)
* Poesia é para ser sentida e nao para ser entendida
** Que fique para a posteridade
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