É UM ESPAÇO PARA EXPRESSÃO DE MINHAS INSPIRAÇÕES, EM FORMA DE TEXTOS/CRÔNICAS E, ATÉ, DE POESIAS. TRATA-SE DO MEU SEGUNDO BLOG E PRETENDO QUE SEJA ELE MAIS RESERVADO. O LEITOR HAVERÁ DE NOTAR MUDANÇAS, SENDO ELE QUEM IRÁ AVALIAR AS PALAVRAS QUE CHEGARAM PARA FICAR E OUTRAS PARA QUE O VENTO LEVE. IREI POSTAR PENSAMENTOS E DESTAQUES DO ESCRITOR NILO PEREIRA, COMO ADMIRADORA E FILHA QUE MUITO APRENDEU COM ELE E SEMPRE SEGUIRÁ AS SUAS IDÉIAS.
domingo, 30 de agosto de 2015
E era tão pequeno o meu sonho.....
E o tempo sempre remonta há anos atrás,
E a infância volta, trazendo memórias esquecidas...
Mas, ontem, em minha suíte, havia uma toalha verde,
Daquelas que eu sonhei um dia, mas não tive.
Paralisada, olhei todo o recinto
E aquela toalha verde
Levou-me aos idos dos anos,
Sonhos que voltaram em forma de realidade
Mas, que me foram, ontem, um convite ao banho....
E a vida realizando sonhos,
Trazendo um mundo para dentro de meu recanto....
E aquela toalha verde,
Segredo de tanto tempo,
Trouxe-me de volta pensamentos julgados perdidos.
Atônita , fiquei.
Alegre depois de passados anos,
Foi assim que eu realizei o sonho.
Enrolada na toalha verde,
Fui tudo que desejei um dia....
E de criança virei a mulher sonhada!!!
E era tão pequeno o meu sonho...
(Eliana Pereira....30/08/2015... 10 horas)
* Que fique para a posteridade
sábado, 29 de agosto de 2015
Mãe há uma só!!
Mãe há uma só. E mais uma vez, eu me sinto sem palavras para descrever a dor que me acompanha desde o dia que minha mãe querida se foi . Implacável vida que nos faz assistir a grande viagem de nossos entes queridos, na mais profunda impotência para impedir que não partam....
Hoje faz dois anos que a minha mãe se foi e mais de seis anos que a vi sofrer, sentindo o pesadelo de uma ausência que me deixou as mais profundas marcas de uma tristeza enorme e de um vazio que dói demais.
A bruxa malvada não perdoa esse tempo de levar a quem mais amamos. Terríveis momentos de um grande vazio, de alguém que pudesse substituir o amor materno, porque esse é único na sua essência e na sua plenitude.
E o meu tempo me leva a anos atrás. Quando criança, não imaginava que as mães morriam. Tinha em mim a certeza de um porto seguro que duraria para sempre. Ledo engano !!!!
Tenho hoje momentos de muita falta e até solidões que me fazem constatar a certeza de que ela nunca me faltaria e que me tiraria de qualquer atropelo. Sempre foi assim....
Dois anos se passaram e eu ainda sinto dificuldade para escrever. Difícil momento de muita saudade. Acomete-me um embotamento físico e emocional que me deixa quase paralisada.....
E os mortos não falam.....e a certeza/incerteza de que ela me vê e me escuta é uma cruz pesada e um conflito atroz.
E , hoje, eu choro também o inusitado desaparecimento de um irmão querido, Geraldo, há sete meses atrás. Sinto uma dor tão profunda e uma falta tão grande do meu irmão: a certeza de que sempre me acolhia e me dava a sua mão em momentos dificílimos de minha vida.
E Deus é grande. Só Ele poderá me ajudar nesses caminhos íngremes que a vida nos apronta.
Obrigada, mãe, por tudo que fez por mim. Inesquecível doação materna que ficará permanente enquanto eu viver. Um dia, iremos conversar e terminar as nossas íntimas conversas que ficaram inacabadas.
Obrigada, irmão. Saiba que a sua ausência é uma dor indescritível....
(Eliana Pereira.....29/08/2015.....09:30 horas)
* Que fique para a posteridade
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
E de manhã de sol!!!!
E mais uma sexta de tantas sextas,
De madrugada fria
E de manhã de sol.
De acordar cedo,
De ter insônia,
De sorrir por nada
E de ficar sozinha.
De silêncio que fala,
De pensamentos livres,
De algumas saudades, que eu esqueci
E de outras que eu choro a toa....
E mais uma sexta de tantas sextas,
Sem você aqui,
Sem a ansiedade que você me trouxe,
Sem caminhos e sem descaminhos.
E a vida tecendo pontos,
Dando os seus giros maldosos
E outros que fazem bem.
E eu vivendo por viver
Ou vivendo por querer!!!!
(Eliana Pereira....28/08/2015....09 horas )
* Que fique para a posteridade..
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
E nem o coração dispara...
E aqui do meu cantinho,
Nem te espero mais,
Nem a saudade bate
E nem o coração dispara.
Aqui do meu cantinho,
Não importa se é dia ou se é noite,
Há um quê de solidão,
Mas, a paz se faz maior.
E aqui do meu cantinho,
Tudo é luz, tudo é sossego,
Até que chegue a hora do banho,
Olho tudo e me deslumbro.
Há tanto requinte que o mundo aqui para...
Se pensa que eu ainda lhe espero,
Não tenha pretensão nenhuma...
Não importa se é noite ou se é dia,
Aqui do meu cantinho,
Espero sempre o meu amor!!!!
(Eliana Pereira..... 26/08/2015....18 horas)
* Que fique para a posteridade..
sábado, 22 de agosto de 2015
Quase fala....
Há uma solidão nesta casa agora,
Um silêncio que quase fala de tão forte.
E os sentimentos brincam em minha mente,
Um som agudo
Que se faz ouvido em meu coração.
Quase sem rumo ou sem destino,
Mudo a direção dos fatos,
Como se fugir um pouco da realidade
Fosse mais eficaz e oportuno.
Nessa hora, sou eu, somente eu,
Com direito a pensar no impensável
E a sorrir porque o mundo é meu...
Ah vida, vida minha,
Tão minha, que me escondo das verdades
E camuflo o intempestivo.
Não me perguntem nada,
Não me questionem causas,
O silêncio fala por mim,
O que se manifesta é o que você crê...
Neste momento, estou só,
Há um silêncio ,
Que quase fala....
(Eliana Pereira....22/08/2015....16 horas)
Que fique para a posteridade este momento tão meu, que me deixa bem!!!!
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
O tempo hoje não corre..
Olho o relógio,
Mais de uma vez e tantas vezes,
O tempo hoje não passa,
Demoradas horas e impacientes momentos.
Só Deus sabe o que penso,
A imaginação voa,
Há algo que me deixa em conflito,
Porque nem sempre eu entendo a vida, essa vida...
E eu me pergunto:
O que fiz para tanto e por tão pouco?
Falo de forma metafórica e desvendo mistérios,
Estes, eu guardo em silêncio,
Sinto que estou em mudança,
Permanecer desse jeito, de jeito nenhum....
E que as horas passem,
Pois hoje o tempo não corre...
( Eliana Pereira..... 20/08/2015... 07:00 horas)
* Que fique para a posteridade
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Afinal, que tenho eu?
E do janelão, avistei a noite
No meu quarto, jaula de tantos pensamentos,
Fugia da vida por uns minutos...
Havia escurecido tão rápido,
Meu corpo fatigado havia pedido cama,
E o sono veio numa sofreguidão intensa.
Nem sempre é assim,
Hoje, havia um mundo lá fora
Que brigava com um mundo cá dentro.
Pensamentos confusos
Eram mais que verdades puras...
E você se foi já fazia um ano
Já não restavam recordações e nem saudades...
E eu olhei para os meus aposentos,
As paredes , no tom cinza, contrastavam com o verde limão dos meus lençóis...
Ainda estava fatigada,
Tão alheia à minha sensibilidade,
Pensei alto:
Afinal, que tenho eu?
(Eliana Pereira...19/08/2015...18.30)
Fiz esse poemeto em 08 minutos. Perdoem o meu tempo...
* Que fique para a posteridade
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