Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Descaminhos....

     


        O vento soprou devagarinho,
        Não existiram festas e nem gargalhadas...
        Mostrei a face,
        Metade verdade e outra aparência.
        Você se foi em plena surdina,
        Eu fiquei na vã esperança,
        Na ilusão de tantas desilusões.
        Um dia sim e outro não,
       A vida enganando a morte,
       A gente finge e a gente acredita.
       Fui a serva e a Princesa,
       Acreditei e fui fingida...
       Vida, vida minha,
       Véspera de comemorações,
       Eu aqui ,você ali,
       Eu sem rumo e à deriva,
       Há uma maturidade e uma vontade de retroagir.
       Calem-se as inverdades,
       Emudeçam os gritos.
       Não sou mais uma na multidão....
       Sou o resultado dos descaminhos!!!
                         (Eliana Pereira...17/08/2015...18 horas)
                         * Que fique para a POSTERIDADE..




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mãos sábias....

       

       Era uma sexta feira de poucas sextas,
       Inusitado dia,
       Fui parar onde menos podia esperar...
       E suas mãos dedilhavam em meu corpo,
       Anestesiada, abri os olhos amedrontada.
       Mãos sábias e delicadas
       De quem conhece os corações
       E de quem ama o ser humano.
       Sextas de poucas sextas,
      Inusitado dia,
      Atormentado momento.
      Tive medo, muitos medos,
       Mas, as mãos sábias dedilhavam em meu corpo,
      E eu saí vitoriosa,
      Havia um Deus, havia o senhor, Doutor...

                              (Eliana Pereira....14/08/2015....07 horas )
                                      * Que fique para a posteridade
                                              Dia do Cardiologista

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Onde esconder?

       

        Onde esconder a minha dor?
        O que fazer da saudade e da malícia?
        E a tarde se vai,
        E não leva quem ficou,
        E não dá fim ao que marcou....
        Tarde de tantas tardes,
        Muito mais tarde,
        Porque mais parece noite,
       Porque escurece a minh'alma
       E até me faz chorar...
       E a lamúria é incógnita,
      Sem rumo e sem prumo.
      E o que se passa comigo
      E o que me faz assim,
      De um jeito que não é meu?
      Onde esconder a minha dor,
     Se ela é constante e persistente?
     Onde esconder você,
     Se fez morada em meu coração?

             (Eliana Pereira...12/08/2015....17 horas)
             *Que fique para a posteridade..

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Que estranheza é essa?

           
            Que estranheza é essa,
            Que me chega à noite
            E me perturba o sono?
            De onde vem e por que chega,
            Atormentando-me a alma
            E me deixando tantas perguntas?
            Que estranheza é essa
            Que me tira as forças
            E me deixa calada,
            Surpreendida e acordada,
             Quando a noite vem
             E quando  clareia o dia?
             Vida de tantas interrogações
              E de muitos mistérios....
              Mas, que estranheza é essa?
                       (Eliana Pereira.....10/08/2015.....19 horas)
              * Que fique para a posteridade..



domingo, 9 de agosto de 2015

Papai!!!!

               


                 Papai,

           Hoje as palavras e os pensamentos se confundem em minha mente. Difícil concatenar as frases, quando os sentimentos também se misturam e as saudades são tão fortes, malgrada morte de meu irmão querido, Geraldo, no dia 29 de janeiro.
          Lembro-me de tantos e quantos Dias dos Pais, quando todos os seis filhos se reuniam à sua volta e as conversas aconteciam com tanta alegria. Há uma diferença, pois quando nem você e nem o meu mano se encontram mais aqui, a festa não existe da melhor forma. E nunca mais existirá...
         Mas, pai, você foi a ternura, os maiores ensinamentos, os grandes valores, a integridade, a falta do orgulho, a honestidade, a cultura que nos foi incorporada de maneira única e muito peculiar.
         A saudade é muito grande. Sofria você de insuficiência cardíaca, quando a bruxa malvada, que não avisa, levou-o e nos deixou órfãos. Estava eu na casa dos quarenta anos, iniciando. Sofri cada minuto, cada instante e cada segundo. Não compreendia ver as suas coisas no mesmo lugar e você ausente; Foi terrivelmente sofrível.
        Neste momento, agora, sinto, mais uma vez, que não está fácil coordenar os meus pensamentos. Existiram uma infância, adolescência e fase adulta onde você foi a certeza do tudo, papai. Depois de morto, minha santa mãe assumiu os dois papéis com o seu carinho e o maior amor possível. Foi tudo muito difícil. O dia da sua morte, não esquecerei jamais. Ficaram a saudade e o legado da intelectualidade, dos ensinamentos e sobretudo da fé , da lealdade , da gratidão e do Perdão.
        Como li hoje, abrir os meus olhos neste dia foi muito doloroso.
        Peço a Deus que abençoe as minhas sobrinhas, Fabiana, Patrícia e Carolina e façam suportar a dor da saudade de um pai tão bom, Geraldo.
        Desculpas pelo texto conturbado. Traduz o meu momento.
        E aos pais que estão presentes, como o da minha amada filha, e de todos os outros , um Dia de muta Paz. Sejam muito felizes!!!!
             (Eliana Pereira.... 09/08/2015.....9:30 hs)
             * Que fique para a posteridade..

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Eu também quero colo.....

     
       E lá está um banquinho tão solitário,
       Quem espera nesse canto/ recanto,
       Majestoso banquinho lapidado?
       Acaso , ainda tem esperança
       Ou seu dono foi embora,
       Sem lhe dar adeus ,
       Numa madrugada intempestiva?
       Hoje, eu lhe vi tão tristonho,
       Tão molhado pelos pingos da chuva....
       Como suporta a solidão
       Ou acalenta a sua dor?
       Oh, banquinho, não chore,
       Entregue-se a outro dono.
       Há um tempo de chorar,
       Mas, há outro de sorrir.
       Estava você tão acostumado
       E hoje, lhe vi tristonho....
       Vamos juntar as nossas dores,
        Eu também quero colo...
              (Eliana Pereira....04/08/2015.... 18 horas)
              * Que fique para a posteridade......fiz este poemeto em poucos minutos..... é quase uma realidade!!!!!






domingo, 2 de agosto de 2015

Do tudo que nada foi....

   
      E lá me vem a saudade de uma madrugada,
      Aquela do mês de setembro,
      Da dor da perda,
      Da inexplicável saída,
      Do tudo que nada foi...
      E lá me vem a saudade doída,
      A raiva danada de alguém,
      De uma criatura que acendeu a chama da desilusão...
      E que o mês de setembro passe depressa,
      E que a mágoa sofrida
      Seja o esquecimento eterno.
     E lá me vem uma vontade grande de deixá-lo
      Perdido, sem rumo e sem sonhos...
     E lá me vem o medo de sentir saudades
     E o medo de lhe ver outra vez!!!
                (Eliana Pereira...02/08/2015... 16 horas)
                 * Que fique para a posteridade