Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Este segredo é só meu...


Este segredo é só meu,
Tão meu que me faz ficar em mutismo,
Que não me deixa falar as verdades,
Que eu carrego com fé , com esperança, mas sozinha...
Não me perguntem o motivo,
Não me indaguem a falta do sono
E muito menos as dores do corpo e da alma.
Este segredo é só meu,
Não quero e nem posso dividir.
Deixa que eu saiba sozinha,
Deixa que eu me machuque com dores...
Deixa que eu sinta as amarguras
E que eu camufle para você...
Ah vida, pegou-me outra vez,
Sem forças, sem companhias,
Com fé , com esperança e com Deus!!!

(Eliana Pereira /28/02/2015....16.30 h )

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Nunca mais....


As luzes se apagaram naquele dia,
Sem lamparinas e sem candeeiros,
Ele sofria a agonia da morte.
As luzes se apagaram para ele,
O momento chegara,
Nada mais faria revivê-lo....
Um fio de vida não durou muito,
As luzes se apagaram.
A família perdeu a vã esperança,
Choros convulsos ocuparam o silêncio da sala.
E ele se encantou,
Restava agora a saudade companheira,
A sua volta, nunca mais!!!

( Eliana Pereira/ 24/02/2015)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Em minha vida...


Na tentativa de conciliar o sono, ocuparam a minha mente as hortênsias lilases. Aquelas que em noite de lua cheia deixei que me valessem uma bela apreciação. Na verdade, a saudade era grande pois foi, talvez, uma das últimas presenças marcantes de alguém em minha vida.
Não sei o porquê desta lembrança agora, quando a minha cama sobre a qual estava eu deitada, ornamentava o recinto de belas rosas vermelhas. Não me demorei em tentar decifrar este momento, mas o fato é que me tirou o sono que eu julgava quase motivo para um descanso.
Óh, hortênsias lilases, ficaste como representante concreta de um momento julgado alegre e transformado numa tristeza agora desaparecida, mas transformada na dor da saudade...
Li ontem que os sentimentos são melhor pensados quando estamos num Hospital, enfartado, quase morto. Impossível discordar de Augusto Cury, porém respondam ,meus leitores, será sempre assim? E a saudade das hortênsias lilases que me perturbavam tanto e me atormentavam, tirando-me o sono no meu próprio canto/ recanto?
Áh , vida...se pudesse escancarar o que sinto neste momento, sem amarras e sem temores... E as hortênsias lilases me perseguiam como se tivessem ocupando a minha mente por inteira.
Saio da minha jaula, onde escrevo e durmo, dou uma volta em toda a casa. E lá estão as hortênsias artificiais que eu não mais via de forma abstrata.
Sábado de tantos e tantos sábados. Nem sei quantos ainda virão....Mas,como dominar a saudade se eu nem conseguia dormir?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

ó tempo!!!!!


Ó, tempo
Passaste num piscar de olhos...
Foram-se a infância, a adolescência e a maturidade,
A cantiga de rodas e os namoros inocentes...
Ó, tempo
Já não há mais o trenzinho dos irmãos,
Nem tão pouco as brigas fraternas,
Aquelas que terminavam em afagos.
Ó, tempo, a saudade é grande,
Implacável nas suas verdades.
Foi-se um pouco da inocência
E a roda gigante girou demais,
Mais até do que o tempo mandou...

(Eliana Pereira/ 19/02/2015....17 horas)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

As ilusões de muitos...


E o carnaval se vai com chuvas e trovoadas. Com certeza, os foliões, em sua maioria, deixam mais cedo a curtição dos quatro dias de frevo e de brincadeiras.
Lembro que o meu pai não gostava desse período. Numa antevisão das maiores violências atuais, já sentia uma certa maldição que se instalava, onde as regras eram mal seguidas e a liberação dos maus hábitos se tornavam mais frequentes.
Passados os dias das fantasias, que eu apenas vi pela televisão, busco o meu canto/ recanto preparado para quem se despede do feriado na simples saudade da minha purificação através dos banhos de mar. Na verdade, as minhas saudades são bem diferentes de tudo isso. São saudades que doem no fundo do meu coração.
Ah vida, implacável nas suas decisões e rotineira no seu cotidiano, às vezes pesado e, por outros, vivido na Santa Paz do Senhor.
Tarde de tantas tardes de terça feira de carnaval. Fatos que se repetem e outros que se confundem com a ansiedade de minhas obrigações de cunho indesejável...
Mas , o mundo quase para em tão poucos dias. Para mim, que sou avessa às festas momescas, vivi um tempo que foi apenas o meu tempo.
E lá se vão jogadas ao vento as ilusões de muitos e as esperanças de TANTOS....

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A última vez...


E foi a última vez,
Já passava da meia noite,
A última vez que eu acreditei,
A saudade ainda em mim,
A vontade de chegar até você.
E foi a última vez,
Não havia mais por quê,
Não havia esperança,
O mundo lhe afastou de mim.
A última vez que julguei certeza,
A incerteza que virou verdade.
Mudei o rumo,
Perdi-me no trajeto,
Mas, fiz mudanças.
A última vez que lhe procurei,
A primeira vez que reiniciei,
Sem dúvidas, sem choros e sem saudades...

14/02/2015...11 horas da manhã

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Tão sorrateiro...



Agora nada mais importa..
Chegou o carnaval,
Nem me lembro mais do outro.
Agora nada mais importa,
Chegou tão sorrateiro,
Desapareceu na surdina da madrugada...
Agora nas caladas das minhas noites,
Nem sequer lembro você.
Sou eu por inteira,
As metades não existem mais..
Que bom ter sido assim,
Separações sem mortes,
Abraços sem abraços.
Agora nada mais importa,
Sem mágoas e nem rancores,
Não existem saudades.
De tudo isso,
Só lhe peço um favor:
Não volte nunca mais...
Eliana Pereira... 12/02/2015...8:00 hs