Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Cumpro o meu " desiderato !!"


E a vida continua, como haveria de continuar. O tempo vai tecendo os seus caminhos e as suas voltas e reviravoltas, até fazerem os caminhos inversos.
Sento-me no meu canto, recanto de tantos prazeres, quando eu sempre escrevi, ao sabor dos ventos e das tempestades. Há um quê de mistério no ar. Não sei exatamente o que se passa comigo, mas algo diferente faz-me mudar de rota ou trava o meu pensamento, antes tão solto e tao sorrateiro.
Encontro-me em meus aposentos preparados com o esmero de sempre. Aparentemente nada mudou. Os caprichos do recinto enganariam a qualquer um. Aqui nada seria diferente se a minha mente acompanhasse o compasso dessa jaula que, por incrível que pareça, serve de amparo aos meus sentimentos que ainda estão abalados e sofridos.
Do meu janelão, acompanho o tempo e dá-me a impressão de que o sol demorou a desaparecer. Nem sempre é assim. O esplendor de uma luz intensa que emana do astro me dão a impressão de que o espetáculo, que faz todo dia, está mais intenso do que sempre. Impressões são só impressões e nada mais..
Tenho olhado, vez ou outra, o blog de meu irmão Geraldo que ele tanto amava e curtia. Penso que postando um texto no meu cantinho dou continuação, de forma amadora, ao seu blog que, por certo, se transformará num livro, acadêmico e pitoresco. Na certa, o indivíduo morre , mas o seu legado continua e nunca haveremos de esquecer o muito que foi inerente ao seu saber.
Mas, apesar de demorada tarde, a noite se aproxima e mais uma vez eu travo o meu pensamento. Por hoje basta. De onde estiver Geraldo, será que ouvirá que falo nele com tanta saudade? E aí eu me perco no mistério da morte...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Mais uma vez...


Inquieta-me o barulho deste silêncio em meus aposentos. Há uma solidão verdadeira e outra em minha mente. A certeza da ausência de meu irmão Geraldo, morto e encantado, deixa-me perturbada.
Pensamentos mil passam em mim e eu não encontro respostas para milhares de perguntas, que vêm se acumulando ao longo do tempo. Eu sou eu, não por inteira...
Sinto-me fatigada e há um conflito persistente que gera em mim algo instigante.
Passeio por toda a casa. Não sei como será o futuro. A vida me deixa intrigada , sem que eu possa decifrar o mistério da morte, que, por vezes, me atormenta e dilacera o meu coração.
Acostumei-me a aceitar tudo que me é imposto, depois de muitas sofreguidões e intempéries. A essa altura, sinto-me cansada para decifrar o que me faz sofrer , quando o mundo, diversas vezes, me dá as costas.
Triste fatalidade, se é que cabe à mim, discordar das determinações do meu Deus, meu Pai Celestial.
Inquieta-me o barulho deste silêncio que se espalha por toda a casa. Existiam em minha mente caminhos traçados, que de caminhos planejados nada aconteceram. A falta do meu irmão dói na minha alma. Era o meu alento sempre. Sinto-me mais isolada. Pergunto ao meu eu o que virá depois de tudo que me deixou no vazio.
A tarde hoje se estendeu mais do que muitas outras. Agora sou eu tomada por uma angústia inimaginável. Já tentei decifrar a morte. Impossível, até que chegue a minha vez e a bruxa malvada me leve sem nenhuma permissão.
O vento sopra numa velocidade galopante. Estou sozinha e triste. Indago à vida os porquês das minhas dúvidas e , por mais que tente, não existe resposta. Sem querer que assim fosse, aceito outra vez as imposições.C . Procuro disfarçar a dor. O silêncio me faz mal e o barulho que provoca, me deixa só mais uma vez. Caio no abismo do inexplicável.

sábado, 31 de janeiro de 2015

"É isso mesmo.."

Geraldo:
Meu queridíssimo irmão Geraldo:
Difícil escrever este texto, dominada por tanta tristeza, por uma saudade grande, pela falta que você me faz. Inimaginável a sua partida tão precoce, sem que pudéssemos supor que tão breve você estaria longe deste mundão.
Estou anestesiada, quase paralisada. Você foi para mim um Porto seguro, a palavra certa nos momentos de angústia, a solidariedade nas minhas horas de sofrimento. Quantas vezes lhe procurei em busca de um alento e você me ouvia, me protegia, até que terminava me dizendo: "É isso mesmo."
O mundo parou tao de repente. Não concilio o sono e nem consigo tirar você de minha mente. Há muito pouco tempo, num sábado de muitos sábados, você me ligou sabendo do meu braço. Preocupado, eu disse que o médico havia descartado problema maior, então você me falou: "Agora, posso ir para Aldeia."
Doloroso demais ficar sem você. Um irmão, grande irmão, que se vai de forma sofrida, deixando em mim uma lacuna impossível de ser preenchida.
E o seu blog? Andei olhando, ele me pareceu triste e abandonado. Nunca deixei de ler e de fazer o meu comentário. Cúmplices de blogs, fiquei sozinha e me perguntando: onde vou buscar, agora, inspiração?
E nada pudemos fazer que parasse tantas complicações advindas de uma pneumonia...A vida é a vida...
Meu irmão: estou triste, muito triste. A saudade é muita. A dor é insuportável. Peço a Deus que me dê forças e que lhe acompanhe nesta caminhada. Que o mistério da morte tenha você desvendado de forma a ver uma grande luz ao seu redor. Que hoje esteja você no Paraíso.
Não tenho, neste momento, as palavras certas para descrever a minha dor. Mas,irmão, ainda haverei de fazer uma crônica descrevendo tudo sobre o nosso relacionamento, tão nosso, tão movido por um amor fraterno. Um dia, quando nos encontrarmos, viveremos tudo de novo e você vai terminar me dizendo: "É isso mesmo."

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

De tanta saudade!!!!!


E o anoitecer chega mais cedo,
O céu escurece mais rápido,
Há uma explicação para tudo isso.
Escancaro a minha alma, quando falo mais,
Aprendi uma lição,
Entre elas a de me censurar.
Eu só sei, leitores,
Que amigos se vão, mas outros chegam.
Tem gente de todo tipo,
Já me acostumei com as ausências,
Já estou contente com os que chegaram...
Se sofro pela partida,
Que seria de mim sem este pranto?
Acostumei-me porque foi o jeito,
Não podia morrer de tanta saudade!!!!
(Eliana Pereira....26/01/2015....18 horas )

domingo, 25 de janeiro de 2015

Por acreditar demais...


Eu que pensei fosse duradouro,
Eu que recebi o carinho das palavras doces,
Sofri o preço por acreditar demais...
Veio do nada, agradou, e se foi do nada.
Deixando tantas interrogações,
Preferia não tivesse vindo...
Madrugada insone de tantos pensamentos,
Ouso dormir debaixo de tempestades,
Agora que o mundo se fechou,
Vem a sua lembrança
Que poderia não existir mais..
Perco o sono e não domino o meu pensar,
Tempo de alguns tempos,
Não aprendi a vivenciar partidas
E agora desolada,
Sofro a tristeza e a ingratidão,
Pois Deus sabe do que falo..
26/01/2015...2.30 da manhã... Eliana Pereira

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dos momentos difíceis...


A tarde passou vagarosamente. Precisava dar um cochilo, mas os meus pensamentos difusos não permitiram. Ainda bem que o aconchego do meu lar dava uma total sensação de bem estar. Como sempre costumo fazer, enclausurei-me no meu quarto , jaula das minhas elocubrações e das imaginações mais bizarras.
A alvura dos lençóis me provocavam uma paz fabricada pelo ambiente. Tudo isso ajudava a me tornar paciente, pois a tarde vagarosa não me encantava tão ardentemente.
A varanda mostrou um sol intenso que se estendeu até mais das dezessete horas. Tem tempo assim. Na certa, as lacunas vazias ajudam a uma percepção quase distorcida.
Hoje já fiz mais do que devia. Comecei na Universidade e atravessei a tarde tão perdida em pensamentos mil. Aqueles que perseveram, vindos até mesmo do inconsciente, tão escondidos como pareciam estar.
Se o leitor é atento, já descobriu que hoje passei dos limites de minhas produções literárias. Isso é bom, pois o livro a publicar, tão propagado já faz tempo, já tem crônicas de sobra. Alguma ficarão, quem sabe, para a posteridade. no póstumo dos tempos.
Tenho lido em dose mínima. Acontecimentos inusitados e preocupantes com pessoa minha, me deixaram inquieta a tal ponto de diminuir a minha concentração. Um tanto dispersa, mudei hábitos e revirei fatos....
Confesso , leitores, que vocês são um alento dos momentos difíceis. Tantos comentários benfazejos embalam as minhas noites e fazem eu passar o dia mais açucarado, se isso é plena verdade.
Começo a ver o despertar da lua, majestosa e nua. Sempre foi assim que a descrevi. Talvez o meu pai, nos seus ensinamentos, tenha me ensinado mais este...

Quando mudei os meus passos...


Esqueci o inesquecível....
Nem pensava pudesse acontecer.
Se existiam pedras lapidadas,
Impossível naquele momento
Separar o joio do trigo.
Esqueci o inesquecível,
Quando trabalhei as verdades,
Mudei as emoções sem fundamento,
Descobri que nada era o que pensei...
Vida que muda até na madrugada,
Estava iludida, posto que inocente.
Acredito em bondades,
Em amores desamores,
Sou verdadeira, não desconfio das maldades.
Interesses, descubro tarde,
Sou o muito que quero ser,
Sou mais do que poderia querer...
E esqueci o inesquecível,
Difícil acreditar.
Não me perguntem por quê...
Há em mim uma razão
Que vence a emoção,
Quando mudei os meus passos,
Esqueci o inesquecível...
(Eliana Pereira...19/01/2015...7.00 horas)