
Mas, a vida vem me ensinando muito mais do que pensei um dia. Aprendi a calar e a falar nas horas certas. Abafei sentimentos por necessidade, camuflei comportamentos, sei viver e conviver com solidão e , depois de muitos momentos, esqueci os meus mais queridos amigos se é que já foram um dia.
Passei por instantes de dor e superei enormes faltas, substituindo saudades por alegrias, ainda que forjadas, mas muito bem sentidas, quando a noite caiu antes da hora.
Eita vida, diferente do que eu imaginava, arrastou o meu tempo a fim de que eu pudesse superar as tristezas dos desprezos e curtir a alegria de tão belos momentos.
Hoje sou diferente e me vejo fazendo o que nunca fiz, além de escrever as mais doces palavras e as mais tristes decepções. Escritora por amadorismo e por dotes intelectuais advindos do meu pai, registro no meu blog os reais momentos de sofreguidão e os de paz intensa.
Não sei se daqui a quatro dias, irei falar dos quatro anos de aniversário do dia em que vi de perto a morte iminente. Escancaro o que quero em dias pesados e em outros emudeço para não divulgar tanta alegria no meu coração e na minha vida por inteira...
E a vida me ensinou muito mais do que imaginei um dia. Hoje vejo o sol brilhando e curto a escuridão da noite porque me traz o silêncio do muito que aprendi a cantar.
E a tarde se vai , levando-me ao meu canto/ recanto, embevecida pela jaula de meus mais belos sonhos e das recordações jogadas fora.
Como mencionei em crônica anterior, tenho cultivado as minhas orquídeas, pois sem elas cairia no ostracismo dos tempos passados que quiseram voltar, como se bem fossem me fazer. E até fizeram num engano inusitado, porque também nos perdemos nas inverdades . Enganamo-nos com as palavras até o dia em que a face verdadeira do outro se mostra manifesta.
E a vida me ensinou muito. Aprendi até a gostar mais de mim. Procuro quem me quer e esqueço os que me desprezam. Escreveu papai uma certa vez uma frase que nunca me saiu da cabeça: Nem mágoas, nem saudades, esquecimento...






