Especial!!

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Linda!!!!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Quando a noite caiu antes da hora...


Mas, a vida vem me ensinando muito mais do que pensei um dia. Aprendi a calar e a falar nas horas certas. Abafei sentimentos por necessidade, camuflei comportamentos, sei viver e conviver com solidão e , depois de muitos momentos, esqueci os meus mais queridos amigos se é que já foram um dia.
Passei por instantes de dor e superei enormes faltas, substituindo saudades por alegrias, ainda que forjadas, mas muito bem sentidas, quando a noite caiu antes da hora.
Eita vida, diferente do que eu imaginava, arrastou o meu tempo a fim de que eu pudesse superar as tristezas dos desprezos e curtir a alegria de tão belos momentos.
Hoje sou diferente e me vejo fazendo o que nunca fiz, além de escrever as mais doces palavras e as mais tristes decepções. Escritora por amadorismo e por dotes intelectuais advindos do meu pai, registro no meu blog os reais momentos de sofreguidão e os de paz intensa.
Não sei se daqui a quatro dias, irei falar dos quatro anos de aniversário do dia em que vi de perto a morte iminente. Escancaro o que quero em dias pesados e em outros emudeço para não divulgar tanta alegria no meu coração e na minha vida por inteira...
E a vida me ensinou muito mais do que imaginei um dia. Hoje vejo o sol brilhando e curto a escuridão da noite porque me traz o silêncio do muito que aprendi a cantar.
E a tarde se vai , levando-me ao meu canto/ recanto, embevecida pela jaula de meus mais belos sonhos e das recordações jogadas fora.
Como mencionei em crônica anterior, tenho cultivado as minhas orquídeas, pois sem elas cairia no ostracismo dos tempos passados que quiseram voltar, como se bem fossem me fazer. E até fizeram num engano inusitado, porque também nos perdemos nas inverdades . Enganamo-nos com as palavras até o dia em que a face verdadeira do outro se mostra manifesta.
E a vida me ensinou muito. Aprendi até a gostar mais de mim. Procuro quem me quer e esqueço os que me desprezam. Escreveu papai uma certa vez uma frase que nunca me saiu da cabeça: Nem mágoas, nem saudades, esquecimento...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Dúvidas atrozes...


A tarde hoje é longa,
Sensações que me tocam,
Percepções que me abalam.
Fui e voltei,
Vivi momentos bons,
Retornei para o oásis da vida...
Inexplicáveis momentos,
Dúvidas atrozes.
Percorri o tempo,
Sem me dar conta
Que as horas correm sem pressa.
Vivi os dias, enquanto as tardes foram vazias.
A noite hoje demora a chegar,
É tudo tão diferente,
Olho o céu e não vejo a lua,
As nuvens desenham os animais...
Estou só,
Nada me aborrece,
Depois que o tempo passar,
A escuridão, agora, será sempre LUZ...

(Eliana Pereira....17.30 horas...17/11/2014)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Que voltem as orquídeas...


Eita tempo. Nem acreditava tanto no seu poder. O fato é que passaram quase dois meses vitimada por um sentimento injustificado, advindo de pessoas que usaram dos seus dotes maquiavélicos para mexerem com o meu emocional.
Mas, o tempo é muito mais do que pensara. Hoje sou uma pessoa diferente que retornou ao seu estágio de vida onde as rosas que nascem todos os dias são as mesmas que me encantaram em tempo anterior.
Que bom que foi assim. Passou e foi rápido. Tão depressa, quanto nunca imaginara ser. O tempo é quase o senhor da razão e o responsável pela cura das feridas que me atormentaram como se nunca fossem ser curadas...
Estou no meu trabalho, num momento de muita paz e de tranquilidade. Passou a chuva e os trovões nem chegaram a acontecer. Estou incrivelmente absorta e alegre com tudo que o tempo me deu. Mostrou a face escondida dos pseudo amigos e isso foi o bastante e suficiente para me fazer voltar ao meu berço familiar de tanta integridade e de tanto amor.
Faço acontecer os meus planos, começo a agir dentro de minhas responsabilidades e o tempo, que é o meu tempo, vem até à minha pessoa, trazendo flores: as orquídeas que eu nunca deixei esquecidas.
Foi num período de muitas aventuras que as orquídeas lilases preencheram os meus dias de maiores prazeres. Enfeitaram os meus momentos e os meus cabelos, tirando eu as minhas melhores fotos. Ah , que saudade. O esquecimento dos dias atormentadores trouxeram à tona os tempos idos, vividos e agora recordados.
Agradeço ao tempo tanta mudança feita, tantos bons momentos trazidos e tantos esquecimentos de gente que de gente não soube ser. Ah, vida, trouxeste a paz sonhada e me deixou sem rancores e sem saudades, apenas o esquecimento desejado.
Hoje o sol brilha mais forte e, à noite, a lua é mais cativante.
Que voltem sempre as minhas orquídeas e que a chuva nunca mais volte. Assim, eu sou mais alegre e a felicidade é o meu alento...



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Tempo sem "tempo".....


Distâncias pequenas,
Tempo sem "tempo."
Amores desfeitos,
Solidões inesperadas,
Choros guardados
Até que o dia chegue...
Não há como entender,
Nem mesmo como justificar.
Há uma alegria e uma união
Daqueles mais afastados
Porque a vida é assim...
Meus pais me educaram no bem
Até que a esperança se acabe.
Alegria no ar,
Tristeza jogada fora.
A vida dando voltas,
Até que o tempo se esgote...
Metáforas sempre metáforas,
Melhor assim do que de outro jeito..

* Não me peçam para escrever mais ou melhor. Meu braço dói e não consigo inspiração...
(Eliana Pereira....10/11/2014....18 horas)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Só lhe peço um favor...


Tarde, tarde minha,
Solitária e pensativa,
Vou passando as horas,
Como um andarilho,
Sem destino e à deriva.
Fatigada e sonolenta,
Sobre a cama de um verde água,
Descanso e sonho,
Como se pudesse
Transformar o mundo..
Companheiros ausentes das horas vazias,
Desaparecidos no tempo sem razões
E avessos às minhas dores,
Viram as costas,
Quase bem seguros.
Tarde, tarde minha,
Só lhe peço um favor:
Não me negues o carinho
De quem sempre eu fui cativa...

(Eliana Pereira...05/11/2014... 17.30 horas)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Acreditara tanto....


Havia um silencio no ar,
Havia uma interrogação pairando.
Acreditara tanto,
Que difícil seria aceitar que mudou.
Tarde de frio inverno
Em pleno mês de novembro.
Sozinha em um recinto tão grande,
Busco o meu canto/recanto,
Jaula dos meus encantos.
Penso mil coisas,
Mas quase adormeço no TEMPO.
Este tempo que passou,
Deixando um silêncio no ar.
Murmuro palavras doces,
Canto o que já se foi,
Até parar um pouco,
Já é tempo de não lhe querer...
(Eliana Pereira....03/11/2014)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

E esta dor no braço...


E esta dor no braço,
Toma todo o meu ser,
Impede-me de sorrir com a vida,
Deixa-me aflita e amedrontada...
Penso que o emocional abalou as minhas estruturas,
Que o inusitado me fez mais frágil,
Temo por tudo que sinto.
Sei lá de que se trata,
Sei lá de alguém que se comova,
Peço a Deus e a Nossa Senhora que me acudam.
E esta dor no braço me incomoda,
Tanto quanto todos os desprezos.
Setembro se foi,
Quase novembro
E ainda sinto tudo que poderia não ser.
Choro de saudades,
Lamento a falta dos meus...
E o mundo, tal qual roda gigante,
Haverá de olhar por mim.
Lá de cima, na roda ou lá no céu,
Darei todo o meu perdão...
(Eliana Pereira....30/10/2014)