
Quase sem imaginação e muito menos com sono que reduzisse a fadiga de um dia cansativo, deixei-me levar por pensamentos, fantasias e até mesmo por ilusões.
Não havia como escrever hoje, novamente, um poemeto. Estava perseverando quase num tema e isto não me fazia bem. Pelo menos hoje. A gente sofre até o momento que cansa e percebe que há um desencanto e uma tristeza que é preciso se desgarrar.
A casa está preparada com o zelo de quem admira a perfeição do bem estar. Aqui e ali, me deixo embevecer pela beleza do cotidiano, por mais que ultrapasse momentos de solidão e de desprezo. O telefone não toca. Não existe mais a minha mãe querida que dividia comigo as conversas durante horas a fio. E a saudade se torna tão sentida que faz o meu coração chorar baixinho...
Estou só por força das obrigações de meus entes mais queridos. Outras vezes, rogo a Deus a Sua Companhia, pois os da terra estão ocupados e não podem parar a cada vez que eu os chamo.
Volto aos tempos da infância. Escrevi uma crônica intitulada Onde ficou Elisa? E é desta bonequinha que eu sinto uma falta imensa. Era o tempo da pureza e dos meus encantos. Brincava com ela como se fosse filha. Foi-se no tempo , deixando-me, nos atuais dos dias, inconformada por não tê-la guardado e trazido para ser ainda uma companheira.
E a tarde cai, o sol se põe, a lua quase desponta, as ondas do mar quebram numa sonoridade, que me deixam
embevecida. Encontro-me no meu canto/ recanto: jaula de meus devaneios. A minha cama tão bem forrada de cetim azul, deixa-me atraída por um belo sono. Talvez, quem sabe, pelos sonhos mais lindos que me levarão à esperança de uma realidade que ainda não chegou.
Já em minha banheira de espumas, deixo-me banhar com os melhores aromas, incentivo para as melhores horas. Há em mim tanta vontade de mudar que deposito na minha camisola sobre a cama, o estímulo maior. Entenda quem puder...





