a-feira, 7 de fevereiro de 2011
ONDE FICOU ELISA?

Pena que tenhamos crescido, deixando para trás tantos mimos que fizeram parte da nossa infância. Existiram, no meu caso, tantas bonecas a quem eu muito amava e foram alvo dos meus contentamentos.
Lembro de Elisa, boneca da minha estimação. Fez parte do meu lúdico e até da minha formação. Deveria ter crescido e guardado muitos brinquedos que, hoje, me dão saudades.
Fui criando corpo e vencendo etapas. Vieram as paixões, os namoros e, até, os desenlaces. Não sei o que mais me marcou: se a infância ou a adolescência. Esta , muitas vezes,me tirou o sono. Aquela me deixou alguns traumas , que eu insisto em deixar latente no meu inconsciente, com um superego que me castra.
Nem mais uma Psicanálise daria jeito. O tratamento foi o meu: uma auto análise que fui fazendo ao longo de muitos anos.
Não é do meu perfil buscar e rebuscar lembranças. Mas, a solidão dessa tarde insignificante, ou não, me fez recordar Elisa. As roupinhas que eu costurava, o antigo vestido balão lilás, os seus cabelos loiros e o meu amor quase materno, prenúncio da boa e extremada mãe que sou e sempre fui.
Estou saudosa dos meus brinquedos que se foram não sei sequer para onde. Cresci e deixei-os, sem imaginar a falta que um dia me fariam.
Não sei se fujo, hoje, da realidade, procurando o lúdico. Um dia nunca é igual ao outro. Parece haver , em mim, uma vontade de voltar. Não, não é isso. É que, hoje, Elisa me faz falta.
Vou buscar na Literatura Freudiana a interpretação do fato!
*Crônica feita por mim em 07 de fevereiro de 2011 e postada no mesmo dia....abrirá o meu livro a ser publicado..A Autora