COM ELE E SEMPRE SEGUIRÁ AS SUAS IDÉIAS.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Saudades, mamãe!!!!
Este talvez seja o texto mais difícil para eu escrever. A dor é grande e a saudade é sem dimensão. Você se foi, mamãe, sem que nunca quisesse eu aceitar a sua partida para não mais voltar.
Deixo que as minhas lágrimas molhem o meu rosto, revivendo toda a nossa cumplicidade, detalhada e intimamente reservada . Com certeza, as nossas conversas, tão nossas, haverão de ser terminadas um dia, quando nos reencontrarmos.
Paira em mim um mundo de recordações que me deixam absorta e contribuem para que haja uma dificuldade grande até em começar a escrever.
Difícil entender tanto amor devotado por minha mãe aos seus seis filhos. Com ela aprendi a ser boa, a ter solidariedade, a ter pureza, a não alimentar rancores e , principalmente, a perdoar.
Mãe extremamente dedicada, cuidou de cada um dos filhos, dando no momento oportuno o seu maior amor e a sua maior doação. Nunca me faltou nos meus momentos de alegria e na certeza minha de que encontraria nela o meu porto seguro. E sempre encontrei...
Inúmeras e inúmeras vezes foi a UPE, no meu ambiente de trabalho, para me confortar da forma como ela julgava fosse necessário. Foi uma mãe plural e única , de acordo com a hora propícia de cada um dos seus rebentos.
Era a pessoa que eu mais admirava. Linda pela própria natureza, ostentava uma simplicidade que lhe fazia sinônimo da sua falta de orgulho.
Da infância a idade adulta e à maturidade, tratou-me com muita ternura, não medindo consequências para me ver bem.
Falar de saudades neste momento é quase uma redundância do que já mostra a minha face entristecida, onde as lágrimas fizeram morada, desde o dia de ontem.
A minha infância de tanta segurança em minha mãe, a minha adolescência ajudada por ela nos mínimos detalhes, a fase adulta, o nascimento de minha filha e a maturidade, não poderiam ter sido tão boas sem o exemplo de minha santa mãezinha.

Mãe: não me preparei para viver sem você. O velho sobrado, arquivo vivo de nossas peraltices, de nossos namoros, de nossas alegrias, da tristeza com amores rompidos, tinha em você a figura principal e conselheira. Se nele fomos felizes, devemos , em grande parte, ao seu alento.
Como então me separar de você, minha mãe? Acho que ainda não cheguei à resposta desta pergunta: por que as mães morrem?
* Transcrevo o Texto escrito por mim no dia 30 de agosto de 2013 e distribuído na Missa de Sétimo Dia da minha mãe querida, Lila.