Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

SAUDADE!!!!


Saudade de tudo,
Saudade do nada,
do vazio que me fez menor.
Saudade dos tempos da inocência.
Saudade da bondade que quase desapareceu do mundo.
Saudade do que sempre tive,
Saudade do futuro
que julguei certeza.
Saudade de você que se foi,
Saudade de você que não veio,
Saudade da espera que não aconteceu,
Saudade de quem nunca gostou de mim,
Saudade dos entes queridos,
Saudade da minha infância,
Saudade de quando me tornei adulta,
Saudade da saudade que não pude ter. (ELIANA PEREIRA)

09/11/2010

* Abrirá o meu Livro!!!!!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Longe demais...



Enquanto aguardo a hora de sair, sento no saguão deste maravilhoso local, deixando que os meus pensamentos voem longe e tragam algo da imaginação. Os dias têm sido diferentes. Uns vexatórios e outros muito bons.
Estar em terras brasileiras, não muda muita coisa, ou quase nada. Há um frio mais intenso e as pessoas se diferenciam porque não poderia deixar de ser. Não é o meu habitat e trocam de nomes as afetuosas gentes de cada espaço.
Mas, tudo está a contento, em companhia de minha amada filha. De fino trato, todos aqui e em outros lugares de saúde me foram muito gentis além da conta. Filigranas, diante de expectantes resultados, não me atormentaram por prolongado tempo. Aqui, fui Rainha das atenções e dos carinhos sem medidas.
Lembro que em ares europeus , o sentimento de distância e as paisagens únicas de cada lugar e momento, fazem as criaturas mais esfuzeantes. Sem desmerecer jamais o meu Brasil, de onde nunca quero me mudar, em terras além mar há um tudo que é diferente. É um banho de civilização significativo.
Confesso, leitores, que escondo em minha mente alguns instantes de quase desespero, sozinha em certos cantos e racantos, em que julguei fosse melhor não chorar diante de jovem filha, a quem devo e devoto todo o amor da vida. Já ouvir dizer (Machado de Assis ), é verdade, que o amor de mãe é a mais elevada forma de altruísmo, abnegação sem limites e sem espera de nenhuma espécie de retorno.
E a hora quase chega. Mais um dia, mais uma forma de encarar a vida. O melhor é que na minha maneira de ser tão louvada por todos, chego a pensar que , como dizia minha tia falecida, sou a mais formosa pérola do Norte. Acho que estou indo longe demais. Antes ser otimista e positivista do que afastar pessoas por negativismos desnecessários de serem revelados....
Deus já me presenteou com a vida por duas vezes. O que tenho mais a fazer do que agradecer e rezar em cima de caroços de milho? Esse pensamento espirituoso vem do meu pai, tão ele em todos os seus tempos.
Aqui, a minha saudade do grande poeta, dramaturgo, Ariano Suassuna. A verdade é que "os mortos são irremediavelmente mortos."
E lá vou eu na minha maratona. E que tudo me dê a graça de viver e de sobreviver!!!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A noite haverá de chegar...


E a tarde se vai devagarinho, como se eu não tivesse mais forças para esperar a noite chegar. Fiz desse novo quarto a minha jaula, diferente dos meus aposentos. Mais requinte e mais luxo, sem as intimidades, no entanto, do meu quartinho tão preparado a minha maneira e ao meu estilo.
Acordei de um sobressalto inesperado, o que não seria de esperar, mal eu tinha adormecido. As drogas ingeridas deram efeito rebote. Em vez de calma, fiquei inquieta. E a noite demora a chegar.
Há um frio maior que não me incomoda. Muito pelo contrário , me faz bem. Com todas as agitações e as expectativas, leio o Livro que me presenteou a minha linda filha: O fio da navalha ,de William Somerset Maughan. Confesso que ando um pouco desconcentrada, mas a linguagem coloquial da obra, me deixa estarrecida. Atualmente , ando ouvindo e lendo palavras que não condizem com o fino trato que se fez notório em toda a Educação que recebi dos meus pais. Assim rara, amei o estilo do livro, tão comentado por grande amigo meu, de cultura bastante significativa.
Não sei se estou alegre ou se muitas expectativas me tiram o sono. E o tempo dos resultados, chegados envelopados , por sedex, me deixam amedrontada.
Mas, a noite haverá de chegar, como sempre vem, estrelada ou não. Está marcado um teatro e peças difíceis de serem vistas no meu lugar, me colocam ávida para vê-las. Estou aproveitando , enquanto posso. Sou como O grande poeta, escritor, Rubem Alves, enterrado ontem. " Já tive medo da morte." Hoje vivo a vida, na certeza de que morrerei , quando o dia chegar.
E os pensamentos passeiam em minha mente. Vêm puros ou misturados. Tão atravessados que me provocam alguma arritmia. A pressão aumentou um pouco, mas já foi debelada por gente que, de médico, já recebeu todas as glórias e méritos.
Sinto que hoje não sou bastante clara, mas também não falo por metáforas. Aliás, quando uso o imaginário, que não é o caso, diferencio da ficção, que não me agrada e não faço uso. Sou mais realista do que voos inusitados.
Aqui, já existem sombras da noite. Troco a inquietação por um belo vestuário. Havia preparado para surpreender. A alguém, é possível que agrade. E o resto é viver em outras águas. Palavras proferidas e assimiladas...Valha-me Deus!!!

domingo, 20 de julho de 2014

Estrelas são mais estrelas...


Havia um encontro marcado,
Havia sonho, havia você.
Em terra que não é nossa,
A manhã é mais fria,
A alegria se esconde,
A ansiedade aparece.
Havia uma expectativa de causa
E ainda há.
Os passeios mudam os seus rumos
As manhãs são outras,
As tardes terminam frias,
As noites mostram outro céu,
Onde as estrelas são mais estrelas.
Eu sou eu , diferente eu...
(Eliana Pereira/ Meia noite de ontem)

sábado, 19 de julho de 2014

E os dias não são iguais...


E os dias não são iguais,
E as oportunidades são únicas,
E o mundo gira,
Ainda que não se deseje....
A manhã chegou,
Levando embora uma noite
E uma madrugada longa....
Resolvi esquecer você,
Se já era tempo, não sei,
Se foi melhor, só o tempo dirá.
E os dias não são iguais,
E as noites se acabam
Mais rápido do que pareciam.
O sol brilha mais do que o esperado,
Mas, resolvi esquecer você.
Se já era tempo, não sei...
Estou em paz comigo mesma,
Quem já esqueceu uma vez,
Repete o fato,
Sem muitas delongas...
(Eliana Pereira/ 09:00 horas)


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Tarde de muitas tardes...


Tarde de muitas tardes,
De tempo nublado mesclado com o sol.
Passam os pedestres e os caminhoneiros,
Os mais afortunados se recolhem em seus belos carros...
Tarde de muitas tardes,
Eu me escravizo a uma jaula de prata,
Outros dormem o sono nas ruas...
Há tanto a observar e tanto a ajudar.
Cortinas emolduram o meu quarto,
Estou só e pensativa...
Resolvi cuidar de mim.
Os dias se passam rápido,
As noites demoram muito.
Tardes de muitas tardes,
Amores perfeitos,
Perdidos no longe dos tempos..
Tarde de muitas tardes,
Num mundo de muitos momentos...
(Eliana Pereira/ 17 horas)

Esperar o que?


Esperar o que?
O passado me preparou,
O presente me separou,
O futuro, resolvi acreditá-lo.
Existiram ensinamentos,
Mas soaram injustiças alheias.
Conheci o amor dos amigos,
Perdi-me entre outros desprezos e ingratidões...
Esperar o que?
Linhas traçadas e esquecidas,
O amor dos pais
E a pressa do desencontro.
Ah, vida!
Se pudesse, seria diferente.
Esperei você,
Veio outro.
Esperei o afeto,
Vieram muitos desafetos.
Sou o sol que me ilumina,
O céu que me faz sonhar,
A espera do inesperado...
( Eliana Pereira/ 8:00 horas)