Aqui, bem escondidinha no meu coração, guardo uma saudade antecipada do bem mais precioso da minha vida. É uma saudade contida, escondida debaixo de sete chaves. É uma alegria mesclada, cuja ausência não mais diária me fará falta, posto que a meiguice fora de minha casa é motivo de coração partido.
E o tempo passa e as horas se vão, anunciando a festa e a lacuna , mais que lacuna, grande saudade.
Lembro do meu pai quando escreveu A Casa Vazia. Vejo agora que este sentimento que deve ter povoado a sua mente foi um tanto doloroso. A juventude que me faz muita falta. O amor para sempre um tanto distante de mim. O elo bipartido porque o amor também não poderia ser só meu. É a vida e a sequencia desta...
Mas, o dia se vai depois de chuvas inusitadas. Escondo-me no meu quarto, jaula das minhas emoções, de solidões aventureiras e de sentimentos inéditos. Olho todo o recinto e começo já a imaginar momentos de cumplicidade tão juntinhas e de conselhos oferecidos a mim, porque chega uma época em que as situações se invertem. Incrível a vida e nossas adaptações.
Encontro-me de férias. Procuro repousar nos pouquíssimos momentos de folga. Estou vivendo outra fase de vida. É isto aí, leitores, quem não imagina o quanto passa o tempo depressa, vive-o de toda a forma.
Novamente, deito na cama. Ela se torna o meu porto seguro quando a saudade, bem escondidinha no meu coração, faz morada.
Invento mil coisas e faço trocas de pensamentos , na tentativa de me manter altiva. Nada pode ser repassado, ainda que o meu coração bata descompassado....
Ando a casa toda. Tão grande , cada vez maior. E que as vozes infantis e fontes de vivacidade venham povoar o meu mundo.
Mas, o meu banho ameniza muita coisa. É hora de cair numa banheira de espuma e dizer para Deus: tudo está bem!!!!!





