Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 8 de abril de 2014

De forma diferente....


Enquanto espero a Lavanderia, debruço-me sobre o note book já cansada, corpo e alma, das labutas de muitas obrigações. Ando a casa toda e o vazio é tão grande, e o silêncio é tão forte que quase fala. Estou sozinha,muito sozinha. Não fosse a presença de Deus e todas as esperanças do mundo, teria entrado no frio das tristezas que rondam e me provocam dores de cabeça.
Acho que sonhei que a vida é bela. Há momentos em nossa vida que até nos parece ingrata. A casa , me parece tão grande e o sol que nela adentra, me deixa com muito sono, contracenando com a insônia que me deixa esperta. Não pensei o muito de muitos momentos. Absorta nos meus sonhos, andei ás voltas com o mar de muitas alegrias. Se escancaro o meu dia a dia, me desnudo para quem gosta de mim e para quem desgosta...
Enquanto eu espero a Lavanderia, ando a casa toda. Inquieta e pensativa. Havia jurado a mim mesma que não mais pensaria tanto. Interditar pensamentos é tarefa das mais difíceis.
Lembro que iniciei o meu primeiro blog com uma poesia sobre a saudade. Terminava falando da saudade que eu nunca pude ter. Estou um tanto triste. Entrego ao tempo a obrigação de reverter o meu estado de ser. Difícil, mas não impossível.
Saí hoje da Universidade absorta em pensamentos mil. Algumas lágrimas molharam o meu rosto, mas não estragaram a maquiagem. Parece até engraçado tal fato. Serve apenas para mudar a tristeza que carregava n'alma.
Acho que vivi um sonho. A vida era bela, muito bela. Se pudesse ver agora o meu coração, saberia traduzir o que se passa nele. Sentir a taquicardia não mensura as emoções.
Recordei agora que em certo dia vi este coração espedaçado através de vídeo. Quando tive o infarto, quando coloquei os stents, o caso foi de vida e morte. Vem na minha mente este dia de sexta feira. Dei a volta por cima. Naquele dia doía muito. Hoje dói igual,de forma diferente...
+de
















de forma diferente....

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Show já terminou: Roberto Carlos

O show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu do nós
Uma verdade que insistimos em não ver

Não adianta mais
Chorar o amor que já tivemos
Existe em nosso olhar
Alguma coisa que não vemos
E nas palavras
Existe sempre alguma coisa sem dizer

E é bem melhor que seja assim
Você sabe tanto quanto eu
No nosso caso felicidade começa
num adeus

Me abrace sem chorar
Sem lenço branco na partida
Eu também vou tentar
Sorrir em nossa despedida
Não fale agora
Não há mais nada
O nosso show já terminou

domingo, 6 de abril de 2014

Que me faz calada...


Noite sombria
Que me faz calada..
Sinto a negritude
E me faço embalar
Porque eu sou quase sempre eu.
Noite fria e nebulosa,
Sinto n'alma
Tudo que fiz nascer
E até mesmo renascer.
Havia um mundo de afetos,
Quando a noite já se ia.
Esperei chegar a noite
Sombria e negra,
Aí terminaria o medo
E o sombrio dos meus encantos...
Noite sombria
Que me deixa quieta,
Noite negra que me deixa muda...





sexta-feira, 4 de abril de 2014

Até quando...


Até quando os meus braços aguentarem,
Até quando as minhas pernas resistirem,
Irei além dos meus limites,
Imensuráveis sensações indefinidas....
Até quando os meus olhos se iluminarem,
Resistindo às escuridões ameaçadoras,
Irei além dos meus limites,
Porque o amor supera a fadiga da minha alma.
E eu me entrego sem temores e sem lamúrias...
Até quando as traições forem benéficas,
Resistirei às chuvas e às tempestades.
Até quando a solidão for suportável,
Nada farei para chorar a minha dor...
Até os limites do meu ser,
Amarei muito mais que se possa...
Entregar-me-ei às madrugadas
Os medos serão vencidos,
Até quando o dia amanheça...(Eliana Pereira)





domingo, 30 de março de 2014

Tinha escrito MAMÃE!!!


Confesso, leitores, passado o susto, a saudade se instalou. Havia chegado da praia, quando o meu celular tocou. Olhei o visor tinha escrito MAMÃE. Por uns momentos, achei que era mamãe. A gente , mesmo sã, também alucina. Era minha irmã Fátima que ainda mora na mesma casa de mamãe, com quem ela, viúva, residiu até o último suspiro de minha mama.
Depois do susto, veio a saudade que nunca me deixará. Ela também me faz companhia. Não quero jamais esquecê-la...
Interessante que em outros momentos já enfrentei esse mesmo fato. Hoje , tudo foi em grau mais acentuado. Estive pensando muito nela esses últimos dias. Na verdade, estive lembrando que não tenho mais alguém para me confortar como ela, para eu me queixar das minhas dores, falar das minhas alegrias e contar o meu dia a dia. Apelo para a minha filha. Nada é igual. Sou neste caso mais protetora do que protegida, por mais afagos e palavras abençoadas que me diga a minha Lú. Mamãe me faz muita falta!!!!
O dia se passou sem que eu esquecesse do telefonema. Ele persistiu tanto, que hoje coloco no meu blog a saudade de muitas saudades....
A vida e suas nuances. O vazio que dói e a saudade que aperta. As alegrias forjadas e a roda gigante girando num ritmo acelerado. A gente vivendo e vivenciando a realidade e as adversidades. Carinhos trocados e decepções sofridas. O mundo real e o virtual. O amor a si próprio para suportar tantas mudanças. Eu e vocês. Cada um no seu casulo. Na minha jaula, remonto o tempo passado e abro o janelão para ver o mundo lá fora. A sensualidade estética que me faz tanto bem e o espelho que mostra a minha face, ás vezes triste, por outras alegre. As distorções e as realidades. Eu me amando sem pudor de estar enganada. Vendo o meu lado belo e disfarçando as imperfeições. E a vida traçando os seus caminhos. E a saudade de mamãe sempre presente. Uns dias mais, outros amenizados...




sexta-feira, 28 de março de 2014

Elas me bastam....


Não pensara em chegar tão cedo para trabalhar. Sempre é assim. Cumpro o meu ritual doméstico e acabo ainda muito manhã na Universidade. Começo, fazendo uma pausa, como quem quer adquirir mais vigor e me sair melhor nas labutas do dia.
E o vento levou algumas ilusões boas. Por vezes, são muito diminutas. Acho que , se mais prolongadas, iriam mexer demais em minhas emoções já tão remexidas.
Volta e meia, meia volta, encontro-me vivenciando novos momentos. Chegam, na verdade, inusitadamente e me deixam em estado de inquietação um tanto acentuada. Gosto de me sentir virada e revirada. Mudanças, quando são boas, trazem maravilhosas expectativas.
0 ano começou cheio de novidades. Algumas partiram , é provável, de impulsos. Tocaram em minha alma e se foram, na certa, amedrontado o protagonista pelos laços matrimoniais, de quem teme ameaças do lado forte de suas amarras. Até hoje , não entendi certos temores, quando nada inspira infidelidade.
Dizem alguns que não existe amizade entre um homem e uma mulher. Pensamentos retrógrados permeiam em muitas mentes. Há quem crie castelos fantasmas. Essas pessoas, geralmente, não conheceram o mundo lá fora. Não foram profissionais e nem trocaram em miúdos o dia de todos os dias...
Mas, a vida é diferente para cada um dos indivíduos. Talvez, o respeito aos perfis individuais seja a melhor conduta. Já fui impulsiva, já pensei muito, já deixei de lado tanta espontaneidade e já me tornei a mulher de tantos ganhos. De uma forma ou de outra, vou vivendo o presente e revivendo o passado. O futuro, não antecipo tanto. Virei páginas do meu livro, fiquei ausente, esqueci pessoas e aprendi a viver e a conviver com a solidão...
Experiências agradáveis e outras avessas em minha vida me foram frutíferas. Não paro tanto para pensar. Vivo, de tempos em tempos, numa zona de conforto que chega a me fazer bem. As minhas vivências me deixaram, até certo ponto, apática aos delírios de companhias inexistentes. Muitas saudades, eu trabalho mansamente. A vida dá lugar a muitos comportamentos. Já ganhei tantos amigos e aprendi a respeitar as filigranas de cada um. Sei dos destemidos e espontâneos, dos que vivem sob amarras e aqueles que são as minhas almas gêmeas. Com certeza, já encontrei aqueles que me fazem muito bem. E essa sensação é tão maravilhosamente sentida que perco o sono para alimentá-la...
Vida, vida minha. Que o vento não leve as minhas mais gostosas, sensatas ou insensatas, ilusões. Elas me bastam...

segunda-feira, 24 de março de 2014

E a tarde vai e a saudade vem...


E a saudade vem chegando, difusa e de modo muito devagar. Sinto todas as sensações do vago que encobrem o meu ser por inteiro. E a saudade vem chegando,não importando se eu lhe quero ou não...
Existem muitos sentimentos difíceis de serem controlados.
Quando cai a tarde, ficamos vulneráveis e, por vezes, fragilizados. Os males de nossas almas, ou as deliciosas fugas em torno do nosso imaginário, chegam sem sequer avisarem.
Quisera poder escancarar as minhas emoções que rolam em minha mente e , até mesmo no meu físico, fazendo mudanças e me deixando uma indefinível e maravilhosa criatura.
A tarde vem se pondo e a saudade vem chegando. Havia em mim uma avidez pelo encantamento. Este, chegou de forma avassaladora e eu me entreguei, porque melhor seria assim.
Vivencio momentos bastante inusitados. Apenas alimentam as minhas ilusões e os meus passos seguem rumos nunca pensados ou imaginados.
Confesso, leitores, que a saudade não me deixa fatigada. Uns e outros motivos fazem de mim, agora, uma pessoa cansada e caída em minha cama. Parece até que a saudade, às vezes sofrível, por outras, irresistível, serve de alimento para o meu corpo e a minha mente.
O tempo mudou. As ventanias aumentaram,as chuvas caem inesperadamente e debaixo de todo este festival eu recebo a saudade que vem chegando difusa e devagar.
Em época invernosa, tudo é mais sentido. Neste momento, repudio a saudade. Trancada e guardando segredos, acharia melhor não sentir o pesadelo da saudade. Esta, sempre traz um quê de sofreguidão e eu chego à conclusão que melhor seria não estar saudosa...
E a tarde vai e a saudade vem. Penso mil formas de me distrair. O frio do quarto não me motiva para o meu banho. Mesmo assim, entrego-me ao avesso da vontade, entro para me banhar e, novamente, cair sobre a cama , vestida de lençóis perfumados e atraentes. E a noite chegou. E a saudade ainda ficou...








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