
Pode ser que a inspiração venha chegando pouco a pouco. Não duvido mais de nada. Vivenciei e vivo tantos momentos diversos, que , aqui e acolá, venho me surpreendendo comigo mesma.
Aproxima-se o carnaval e com ele a minha separação do período momesco. Participei de tantos bailes carnavalescos, de corsos e de brincadeiras infantis. Foram tantas em tempo de maior aconchego, que passaram da conta nos atuais dos dias. Agora sou mais de um canto e recanto mais amenos. Curto a praia que me energiza e me dá a certeza de maior bem estar e de melhor lugar...
Vejo foliões jovens em seus dias de êxtase e gosto de recordar o que foi e já não volta mais. Fico a lembrar e a alimentar o meu imaginário. Nisto, vou vivendo e refazendo a minha vida de forma cor de rosa. Sinto que isso é bom. Além do mais, acesas chamas julgadas apagadas, dou a mim própria a magia de um passado que volta em forma de novas sensações.
Pode ser que a minha inspiração venha chegando pouco a pouco. De mansinho e sutilmente. Talvez seja a forma que melhor se enquadra em meu perfil.
Dia corrido, repetitivo em alguns rituais, me deixaram um tanto fatigada. Ainda assim, curto os pensamentos mais novos, julgados quase esquecidos nos porões de um inconsciente que trabalhava em silêncio, mas de forma insistente e avassaladora.
Mas, o carnaval quase é esquecido em meu recinto, não fosse filha jovem, ainda ardente de emoções juvenis...Ela deixa a casa mais alegre, enquanto faz jus a uma juventude que é própria de sua idade cronológica.
Enquanto isso e muito mais, faço da modernidade muitos instantes do meu dia. Nem muito e nem tão pouco, estou dentro dos padrões de minha fase.
E o dia se passou com várias emoções. Não muito acompanhada, já sei desfrutar da independência que um dia me foi quase impossível. O meu crescimento pessoal pesou em muito de meus comportamentos. Como andarilha, esta sou eu e muito mais...






