Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mudei...


Mudei. Precisava mudar. A gente vai se adequando à realidade dos tempos e às mudanças das criaturas. Já sofri por motivos justificados ou não. Já me tranquei no meu quarto para chorar tudo ou quase tudo que me fizeram doer...
Mudei. Não foi fácil. Foi até estupidamente sofrível. Mudei porque as experiências me transformaram e me deram motivos e forças, estranhas e naturais, extremamente seguras,para
enfrentar eu mudada, eu sem lamúrias, sem sofrimentos desnecessários. Sem razão alguma de aparecer e sem querer mostrar algo que não se passava comigo. Hoje eu caminho altiva e quem me conhece, sabe quem sou eu. Conhece o meu passado, a minha integridade e o meu potencial. Não preciso viver agradando a gregos e a troianos. Quero também ser estimada.
Hoje eu penso tão diferente , que para se conviver comigo, é preciso entender primeiro que eu mudei e muito. Virei a página do meu livro que eu havia construído e escrito, pensando ser o melhor para mim. O tempo me mostrou que permanecer estática diante do espetáculo da vida, seria uma inércia fabricada e dolorosa.
É evidente que a maturidade me deu muitos ganhos. A grande escritora Lya Luft que o diga quando fala de suas perdas e ganhos.
Hoje eu falo o que penso, sem ferir. Hoje eu silencio o que quero e dou de mim só o que acho que posso e devo dar. Não existem mais aqueles medos do outro e de enfrentar a vida como eu nunca gostaria que fosse.
Mudei e mudei muito, meus leitores. Era necessário para mim e para vocês. Hoje eu escancaro o que quero e o que a minha censura não deixava antes. Hoje eu digo a mulher que sou com os meus desejos por mais descabidos que pareçam ser. Acabei com amarras e me deixei desnudar o que é consciente e o que eu guardei sob sete chaves. Somando e subtraindo, repito o que mais ou menos disse Mário de Andrade
em uma de suas poesias: Sou mais passado do que Futuro. E que se danem os apegados à moralidade em desuso...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Voam soltos....(.Thoughts fly free )


Dei uma pausa em meus escritos. O tempo tem dessas coisas. Existem dias de inspiração, outros de busca de inspiração e aqueles em que a ausência/ presença acontece quase sem querer.
Amigos leitores, alguns sentiram a minha falta eu e sei disso. Também estava com saudades. É um cantinho tão suave que as pessoas começam a sentir saudade...É a vida, a vida e suas nuances.
Tenho estado reflexiva, talvez mais do que devesse. Interditar nossos pensamentos, é tarefa difícil. Eles voam soltos.
E a vida continua, sob pressão ou sob devaneios. Já vivi tanta coisa, que procuro repousar um pouco, quando o fardo não é pesado, mas me faz morada e me descabela, e me põe quase indolente.
E a noite cai, e as estrelas aparecem, e a lua resplandece. Neste meu quarto, jaula de tantos e tantos momentos, que já abrigou as minhas dores, que me deu guarida em momentos efusivos, que me viu chorar e foi cúmplice de minhas alegrias, sou capaz de gritar todos os meus sentimentos. Ademais agora, que me encontro só. Já ouvi dizer que a solidão é uma conquista e esta, eu já conquistei...
Pesadelos acordados são difíceis de acontecerem e mais ainda de serem debelados. Na maturidade, aprendi a dominá-los. É nesta fase onde eu busco me satisfazer com tantos ganhos e uma grande vontade de viver.
Ando, mais uma vez, a casa toda. Ela me parece diferente pelas novas decorações que, se não foram muitas, pelo menos me fizeram ver todo um panorama diferente. Detalhista e quase perfeccionista, tenho o ambiente que pedi a Deus. Mais , me incomodaria pelo excesso descabível. Os nossos sonhos não precisam ser desenfreados. O consumismo exagerado está até na desordem do dia.
Vou à varanda, palco de muitas ilusões, hoje frequentes em minha vida e abomináveis em suas consequências.
E o banho me espera. É SUA HORA. Busco a camisola que combina com o meu dia. Fecho a porta e me deixo perder nas águas que me refrescam...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Saudade sem tamanho!!!!!!!!!!!!!


E lá vem a saudade tomando conta de mim. Já fiz um poema que, de tanto procurar no meu blog, terminei deixando para lá. Trata-se de mais uma inspiração minha, talvez a minha quase obra prima do blog.
Conheço tão bem de saudade que quando tenho de falar nela, meu coração aperta e algo em mim fica em estupor. Paralisa a alma e a mente...
Costumo guardar as minhas saudades tão bem escondidinhas, que escancará-las, não se torna tarefa fácil.
Creio eu que a minha mais recente saudade é a da minha mãe que faleceu no dia 29 de agosto último e me deixou uma perda que não tem tamanho. Era o meu porto seguro, o meu ouvir, a proteção, o alento e a certeza de um amor desmedido, incondicional em sua essência e que nunca me faltou. Deus dos céus, pego-me buscando o telefone e quase discando para ela. Quisera ter o número de onde está, se possível fosse, para escutar a sua voz que continua presente em todos os meus segundos. Morreu sem saber da minha maior dor...
Meu pai, ai meu pai, quando lhe perdi, fiquei obcecada. Não tinha experiência do que era ser órfã. Buscava-o em tudo que lhe pertencia. Não podia crer na sua ausência, se tudo que era seu, continuava em seu devido lugar. Foi uma dor terrivelmente insuportável...
E vieram as saudades contidas e outras veladas. Escondidas, mas muito sofridas. A dor e a saudade grandes de acabar um namoro, quando o amor estava presente em todo o meu ser e me fazia suspirar e passar noites em claro..
Saudade de minha infância, de minha adolescência e de minha juventude, onde mesmo com mais responsabilidade, foi amena ou quase em paz.
Tive e tenho saudades inexplicáveis. Saudades de quem não conheço ao vivo, saudades de momentos alucinados, saudades de sonhos não realizados. Difícil falar de todas as saudades. Alguém já disse que Saudade é o amor que fica. Não sei, mas conheço bem a SAUDADE DA SAUDADE QUE EU NÃO PUDE TER...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A qualquer hora...


Difícil interditar os pensamentos,
Eles voam alto e me trazem quase angústias.
De quando em quando
Vêm á mente e me deixam presa.
Insensatas palavras e despudorados fatos.
Fiz tudo para interditar os pensamentos.
Madrugadas insones e dias amordaçada.
Quem inventou a prisão espiritual,
Não terá sido em noite de estrelas.
Difícil interditar os pensamentos,
Eles chegam e se vão a qualquer hora.
Livres e soltos dão a sua volta.
Eu, entregue, sou abrigo e sou prisioneira...(Eliana Pereira )

domingo, 26 de janeiro de 2014

Fui criança e fui adulta...


Acordei muito cedo hoje. Ainda era madrugada. Confesso, leitores, que até um pouco atordoada. Acho que amanheci antes dos galos cantarem. Pensei em tentar dormir de novo ou vestir o meu traje de banho de mar. Fiquei em conflito. Venceu o segundo pensamento.
Fui até à sala e abri o meu varandão. O céu ainda nublado e as minhas dúvidas aumentando. Felizmente, acabei na praia.
O sol abriu esplendidamente brilhante. Fiz a minha caminhada, deslumbrei-me com o mar que de pacato passou a ter ondas volumosas que insistiam em mudar o panorama marítimo. Fui criança e fui adulta...
Em minhas caminhadas, lembrei-me do tempo de outrora, onde eu apanhava mariscos e juntava para brincar com eles em minha casa. Um era o pai, o outro a mãe e o restante os filhinhos. Esta volta ao passado , não me levou a sair caçando mariscos, mas bem que vontade não me faltou.
Adulta e em tempos de mulher madura, caminhei e deixei que os pensamentos voassem depois sobre muitas e muitas circunstâncias, sobre os meus desejos e até os meus anseios escondidos nos porões do inconsciente, que agora eu fazia ressurgir vivos e bem vivos. A vida tem dessas filigranas. A gente sonha a realidade possível e até o proibido, independente de tais e quais consequências. Ainda bem que não pomos em prática, arraigados pelos valores que falam mais alto. Deixamos os desejos sublimados e o nosso lado do certo aprendido e reaprendido. Largar-se sem pensar e escancarar sentimentos é difícil para quem aprendeu o bê a bá, de frente para trás e de trás para frente...
O melhor da manhã foi a minha observação direcionada a um pássaro branquinho, que em cima das pedras , com um mar já revolto, permaneceu por longo tempo, voando baixo quando a onda batia em seus pés. Deus dos céus, temi que caísse na imensidão do mar. Mas, o danado fez todas as estrepolias e permaneceu nessas trelas um bom tempo. Quando"percebeu" que estavam fortes demais essas ondas, voou alto e partiu. Não sei se tinha destino ou não. O fato é que esse espetáculo,nunca tinha assistido. Cada dia uma visagem e uma lição de experiências e de vivências.
E assim se vai o dia. Almocei no Ferreiro Café, meu Restaurante na ordem do dia. Já em meus aposentos, com uma tez um tanto bronzeada, vesti a minha camisola rendada e caí na cama livre, leve e solta. Afinal, afinal, o dia foi curtido e já estava pronta para cantos e encantos...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

De tantos sentimentos...



A solidão tem me ensinado muito mais do que eu pudera imaginar. Quando me vejo só por razões diversas e nunca adversas, sei tocar no meu corpo e na minha alma de forma que me deixa enriquecida. Não é brincadeira, leitores, que a carência afetiva me acompanha e me faz morada. Isso é fato. Só não me perguntem o porquê. Teria muito pouco a responder. Talvez, o meu inconsciente estivesse mais apto a dar tal e qual resposta.Quem sabe?
A solidão e a maturidade me ensinaram muito. Hoje sei, mais do que nunca, onde mora o proibido e onde residem os meus limites. Ainda sou capaz de me atrair por alguém e por algo, como perfazer o caminho de volta, como se o compasso e o descompasso fizessem mesmo parte do cotidiano de tantos sentimentos.
Quem me vê passar, altiva e quase orgulhosa aos olhos de quem vê, não sabe que em mim estão alojadas a humildade, a gratidão, o respeito e o perdão.
Fortes dores de cabeça vêm me acompanhando já se faz um tempinho. Não descobri a causa. Nem eu e nem a Medicina e nem o meu esposo, médico de nome e de renome. Já fez História e tem um trajeto de muita eficiência no saber e nos seus sentimentos. Humano acima de tudo. Quando se for, ganhará o céu pela Medicina....
E lá se vai a tarde, sentimentos agonizando e dores de cabeça nascendo e renascendo. A varanda é um espetáculo á parte. Faço com que ela dispa as minhas mais enclausuradas emoções e me ensine o caminho da volta. Não pretendo ter saudades numa época, onde os dias de maturidade são maiores do que as ilusões da adolescência . Não pensava nesta volta ao tempo, mas tenho consciência de que a solidão, como companheira, é maior do que os insensatez dos impensados. Mexem e tiram o corpo fora.. Acho que sou ponderada em grau mínimo, mas uso a razão em intensidade máxima. As emoções podem ser vividas e não revividas, pois o tempo não é tempo delas....
Deixa que eu viva a maravilha de uma vida tal qual eu já vivi...

domingo, 19 de janeiro de 2014

Tudo era possível...


Estava ontem pela manhã bastante inquieta. Fechei os meus olhos e deixei,na medida do possível, a minha mente ausente de todo e qualquer sentimento que me deixasse perturbada. Não seria possível imaginar uma volta aos meus vinte e tres anos, quando eu ainda tinha sonhos, paixões e insônias...
Estava me desconhecendo. Vi que tudo era possível. Até o retorno à juventude e a uma quase adolescência. O pior de tudo era dominar esses impulsos e sofrer calada a dor de uma quase possível desilusão. Acredito que sentimentos de solidão sejam capazes de produzirem um estopim dessa natureza.
Estava bastante inquieta. Fechei os meus olhos e rolei na cama. Rezei e pedi a Deus nem que fosse uma conformação. Algo que parasse os meus pensamentos e os meus danos mentais, provocados por quase nenhuma razão de ser. Havia algo errado e muito a dominar. Não tenho me sentido maravilhosamente bem. As dores de cabeça têm sido frequentes e os impulsos aflorados incompatíveis com o meu estado de ser. Saí neste momento. Impossível permanecer confinada no apartamento por mais aprazível que me seja. Com certeza, alguma crise existencial havia me pegado de surpresa e eu tinha que fugir para matar a saudade. Mas, saudade de que?
Algo indefinido me tomava por inteira. Sinto que escancaro a minha alma e me deixo ler como um livro aberto na página de minhas maiores sensações, daquelas impossíveis de serem imaginadas. Precisava fugir e desde este momento não paro. De festinhas à praia e às caminhadas. De almoços e jantares fora, ando eu percorrendo uma romaria que me deixe longe de todo e qualquer sentimento contrário ao meu estado de ser.
Busco lugares estranhos àqueles onde me bate a saudade e a inquietação motora e mental.
Volto agora aos meus aposentos. Procuro fazer mil ocupações. Eu só não quero voltar e retroagir no tempo, qual bailarina que rodopia no palco por longos e tantos anos. Valha-me Deus!!!!