
E lá vem a saudade tomando conta de mim. Já fiz um poema que, de tanto procurar no meu blog, terminei deixando para lá. Trata-se de mais uma inspiração minha, talvez a minha quase obra prima do blog.
Conheço tão bem de saudade que quando tenho de falar nela, meu coração aperta e algo em mim fica em estupor. Paralisa a alma e a mente...
Costumo guardar as minhas saudades tão bem escondidinhas, que escancará-las, não se torna tarefa fácil.
Creio eu que a minha mais recente saudade é a da minha mãe que faleceu no dia 29 de agosto último e me deixou uma perda que não tem tamanho. Era o meu porto seguro, o meu ouvir, a proteção, o alento e a certeza de um amor desmedido, incondicional em sua essência e que nunca me faltou. Deus dos céus, pego-me buscando o telefone e quase discando para ela. Quisera ter o número de onde está, se possível fosse, para escutar a sua voz que continua presente em todos os meus segundos. Morreu sem saber da minha maior dor...
Meu pai, ai meu pai, quando lhe perdi, fiquei obcecada. Não tinha experiência do que era ser órfã. Buscava-o em tudo que lhe pertencia. Não podia crer na sua ausência, se tudo que era seu, continuava em seu devido lugar. Foi uma dor terrivelmente insuportável...
E vieram as saudades contidas e outras veladas. Escondidas, mas muito sofridas. A dor e a saudade grandes de acabar um namoro, quando o amor estava presente em todo o meu ser e me fazia suspirar e passar noites em claro..
Saudade de minha infância, de minha adolescência e de minha juventude, onde mesmo com mais responsabilidade, foi amena ou quase em paz.
Tive e tenho saudades inexplicáveis. Saudades de quem não conheço ao vivo, saudades de momentos alucinados, saudades de sonhos não realizados. Difícil falar de todas as saudades. Alguém já disse que Saudade é o amor que fica. Não sei, mas conheço bem a SAUDADE DA SAUDADE QUE EU NÃO PUDE TER...






