Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Nem sempre estou no alto!!!!


Tirei os meus óculos, fechei os olhos e deixei que não só o ano de 2013 passasse em minha mente, como também quase que a minha vida por inteira. Percebi, mais do que nunca, o quão foi grande a participação de meus pais na minha vida. A eles devo toda a minha formação, a minha pureza d'alma, a minha maneira de ser, a minha integridade e os meus valores. Com eles aprendi tudo que eu sou e que me faz, por vezes, admirada. Do meu pai, herdei o intelecto, a impetuosidade e todos os impulsos para escrever....
Aqui em meus aposentos, que quase falam de tanto eu referi-los, tirei os óculos e fechei os meus olhos. Momentos de reflexão como estes não são raros , mas também não são o meu dia a dia. Mais uma vez em meu quarto, vinda de um dia extenuante e prazeroso, estava precisando deste aconchego. Deitei-me e rolei sobre os azuis lençóis de cetim, já tomada o meu banho não estresse de água puro verde.A minha camisola florida era tudo que queria....afinal, afinal, o dia começou cedo. Com um mar quase em minha porta, fiz uma grande caminhada e mergulhei fundo, físico e espiritualmente, em águas de cor verde oliva. Energizada, passei em casa e fui desfrutar de um bom almoço no Café Ferreiro. Já na orla, passeei, desta feita, no meu carro. Vi o céu e o mar se contrastando um com o outro em diferentes belezas naturais.
Evidentemente, leitores, que me encontro fatigada e com todo o conforto de que desfruto neste momento, não consigo dormir. Há em mim uma excitação provocada pelo dia vivido e , agora, revivido...
Andei toda a casa. Mesmo não sendo tão pequena, deixei-me inebriar por alguns cantos e recantos, entre eles a minha varanda que me faz tão bem.
Novamente, pensamentos mil povoaram a minha mente. Fiquei a imaginar tanta coisa e tantas surpresas tolas, que preferi voltar ao quarto, onde escrevo tudo que sinto e que me vem à cabeça.
Amanhã cedo trabalho. E as voltas e reviravoltas, que aconteceram em minha vida,continuam a se deixar presentes no meu consciente, nessa época propícia e recheada de sentimentos interrogados.
E você, amigo, aparece mais uma vez e eu deixo que fique no meu inconsciente tudo que teria direito de pensar. No meu jardim de tantas rodas gigantes, nem sempre estou no alto!!!!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ficou na lembrança...


Mas, o dia hoje se prolongou de tal forma, que parece até que está durando mais de vinte e quatro horas. Às vezes é assim. De outras, é tão curto, apesar de fazermos de um tudo para fazer parar o tempo.
Confesso, leitores, que não gosto muito de fazer balanço do que foi o ano que se vai e , muito menos, de criar expectativas em torno do ano que nasce. Além do mais, tem sido tão diferente a minha vida, os meus relacionamentos e as minhas atividades, que o inusitado e as surpresas advindas de cabeças meio esquisitas, já me deram a certeza de que os pensamentos sobre o futuro nada valem e de importância ficam as interrogações. Melhor assim do que de outro jeito.
A vida é o próprio ensinamento. 2013 se vai, deixando poucas saudades. Vivi momentos de muita satisfação e de perdas irreparáveis, cujas sequelas continuam até hoje. Como sempre, um dia sim, outro não.Parei de fazer especulações. Conformei-me com as adversidades, aprendi a ter paz na solidão e busquei, nas minhas longas conversas com a minha filha, assimilar o muito da sua experiência de jovem, superando a minha vida de maturidade. Incrível tudo isso...
Para mim, já não há vestido branco e nem festas programadas. A ausência de minha mãe foi fatídica diante de tantas e tantas mudanças. Às vezes, penso que de onde estiver e se puder, encontra-se de joelhos, pedindo a Nossa Senhora que a harmonia na terra se restabeleça. Por certo, sofre com o atual que nunca ensinou, que nunca pensou, que nunca foi cúmplice. Mamãe: descansa em paz. Aqui ficou tudo bem. Cada um no seu canto e diferentes comportamentos não imaginados, mas comportados.
Noite de estrelas e de lua quarto minguante. Eu , no quarto sozinha, deslumbrada com os meus lençóis de cetim tão brancos, onde eu me deito do jeito que me convém e me atrevo. O banho regado a não estresse e a camisola verde água me deixam bem. Sei tirar proveito da minha sensualidade estética e do meu narcisismo aguçado, que me faz admirar no espelho, ainda que as distorções sejam apenas criações. Ouço uma música suave. É hora de adormecer.
Nem sei se ainda escrevo neste ano. Ele, já deu muito de bem e de mal. Que os sinos toquem forte no passar deste ano, mesmo que as luzes, nem todas acesas, sejam tão diferentes daquelas de antigamente.
Acabou. E o que passou, ficou na lembrança...

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Fiz o que pude...


Mais um Natal de tantos Natais. E lá se vai passando o período, não importam as presenças, as ausências sentidas, os grandes banquetes, os descamisados e esfomeados. E o nascimento de Cristo é comemorado de mil e uma maneiras, alguns encarando a festa como reflexões sobre a caridade, a humildade, a solidariedade, a união , o perdão e a harmonia. Outros no seu canto choram o seu pranto, morrem de fome e de vontade de ver Papai Noel.... Terríveis sentimentos contraditórios.
E lá se vai o Natal de tantos e tantos Natais. Para mim, o encontro marcado dos familiares, o primeiro ano sem a minha mãe, o bom e o sofrido na mais oculta de minhas imaginações e no vazio imenso que eu choro sozinha com muita tristeza.
Muitas mensagens de Felicidades por e-mais, o telefone mudo porque a harmonia quase se foi, eu e o meu Natal, onde a minha filha é o meu presente maior.
Dia de comilanças, nem sei se tantas.... Existiram pobres de amor e outros por falta da roupa nova, do presente pedido que ficou somente na carta a Papai Noel. A gente vive o mundo que nos foi destinado, há quem fale em humildade que, por vezes, são falácias que se perdem na falta de ação e na negação de um ombro amigo que, pelo menos, consolasse nesta noite de Natal...
Sabemos que o Natal é tempo de questionamentos e de perguntas sem respostas. E onde ficaram a solidariedade, a falta da soberba, a caridade e o perdão? Fomos cúmplices ou não dessa falta de sentimentos? Pregamos ou praticamos? Postamos nas redes sociais e cumprimos?
Havia pensado em não escrever sobre o Natal, sobre a comemoração do nascimento de Cristo, mas num impulso inusitado coloco aqui a minha reflexão, a qual não podia calar.
Evidentemente, que não fui tudo que deveria ter sido. Também, desligaram os telefones, se omitiram de falar, mas o meu Natal foi bom, muito bom. E o dos miseráveis? Fiz o que pude...

domingo, 22 de dezembro de 2013

Isto é verdade!!!!!!


Recebi este ano muitas e muitas mensagens de Boas Festas. Não é preciso dizer que todas chegaram com um toque de amizade ou de carinho. Entre elas, através de e-mail, me chegou uma bastante lúcida e verdadeira. Dizia que temos nós em nossas vidas , sempre, um momento de parada, seja por uma perda, por uma doença ou algo mais. O natal é uma época de reflexões, de zangas e de raivas largadas longe. Enfim, que é preciso perdoar aos outros e a si mesmo...
Confesso, leitores, que se pudesse faria minhas essas palavras. Usei-as aspeadas ou nomeando o autor. Afinal, afinal, havia tocado a minha alma profundamente. E tocou...
Mas, o ano se vai levando momentos vividos sejam de alegria ou de tristezas. Cá, do meu cantinho, provei do bem e do mal. Sufoquei dores e sorri por nada ou, talvez, por tudo. O meu aposento foi o meu cúmplice de tantas paradas, de tantos questionamentos, de choros contidos e manifestos, de alegrias inusitadas, de expectativas, de decepções, de muita solidão e de companheirismo.
E o ano de 2013, de passo em passo, com rapidez mais do que imaginada, dá quase o seu adeus. E o tempo se faz triste um dia, alegre um outro. Inexplicável sensação do que se passa comigo. Há uma quase incógnita. O meu ser parece indefinido. Quem me vê passar, não sabe um terço de quem sou eu. Por vezes, me escancaro e , por outras, uso a boa máscara da alegria redobrada, de realizações irrealizadas, de inexistentes solidões. A vida é um palco e os atores fingem mais do que se mostram.
Mais um domingo de tantos outros. De qualquer forma, pesando, somando e subtraindo, A VIDA É BELA...
Mas, leitores, o melhor de tudo é ser autêntico. É de Roberto Schinyashikl: "Chore a sua dor quando tiver vontade, mas aproveite esse pranto para limpar sua alma de toda envolta. E procure, no momento seguinte, celebrar a vida que continua."
Isto é verdade!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

No coração dos pequeninos!!


O período natalino nos instiga a crer no amor , na solidariedade e "no perdão a si mesmo e aos outros." Recebi já um grande número de cartões e de e-mails alusivos a essa época. Anotei em minha mente, num arquivo sobrecarregado de tantas felicitações, e fiz uma nova leitura e outras interpretações, quando se fizeram necessárias. Alguns, deixei no porão do meu inconsciente. Talvez um dia, ainda se manifestem...
Do meu varandão, de onde descortino o céu e o mar, admirei mais uma vez a noite, as estrelas e até mesmo as ornamentações do Natal. Lindas como sempre, fechei os olhos e me deixei levar por todas as verdades.Pedi a Deus e aos céus que não me fizessem acreditar que todas as palavras de fé, de caridade e de paz fossem palavras que o vento leva.... Que o estereótipo de amor, em forma de cartões,não fossem teoria e, sim, muita prática.
A tarde estava diferente pelo tempo nebuloso e por tantos pensamentos que permeavam em minha mente, mantendo-me afastada de tudo que poderia significar estresse. Há tres anos virei a página do meu livro e, devagarinho, tornei-me uma nova mulher. Essa minha transformação veio para melhor. Se houveram perdas, ganhei em dobro a satisfação de fazer uma triagem nas mensagens que recebo, na vida que levo e, mais que tudo, na atração que passei a exercer pela força de um magnetismo pessoal. Cresci como gente e como mulher.
E lá vem a noite de passo em passo, adentrando o mundo todo. Gosto dela pelo tom de beleza que enlaça a negritude do tempo . Faço sempre o meu trivial, não esquecendo o meu relax em meus aposentos e o meu belo banho, onde eu creio me transformar depois que coloco a minha linda camisola de seda. Sem luxo e sem vontade de me fazer notada, sou um pouco do narcisismo de que tanto se caracterizou Oscar Wilde. Na maturidade, ainda me olho no espelho, tentando ver alguns sinais de uma juventude inventada e reinventada, só para mim.
A noite chega perigosa para os amantes. A essa altura, "fico com a inocência das crianças", acreditando que esta ainda existe, pelo menos nos corações dos pequeninos!!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Há de ser bela....


Já passam das vinte e duas horas. O meu corpo pede cama e a minha mente insiste e persiste em produzir pensamentos e mil e uma imaginações. Penso fatos diversos, alguns confusos que se misturam com a realidade distorcida ou não. Estou pronta para dormir, fazendo uso de minha bela camisola de seda verde que me deixa mais ou menos encantadora. Pelo menos, aos olhos de alguém suscito esse sentimento de Boas vindas...
Sento na beira de minha cama, numa atitude de quase timidez. Pareço querer esconder sentimentos guardados e resguardados. Vou além das estrelas. Aqui eu me remonto ao passado e afasto de mim aquelas agruras que impossível seria não terem acontecido. Penso no hoje , onde o passado existe por força de sua própria existência. É Filosofia e é Psicologia num jogo de confrontos. Á noite, tudo é quase possível....
O dia foi atribulado e permeado de bons momentos. A minha mãezinha parece ter vindo me ver em forma de Helena. Sentada num banco de shopping, uma senhora de noventa anos conversou comigo, quase me afagou com palavras. O seu rosto era quase o da minha mãezinha. Fiquei perplexa. Voltei para casa pensando em mamy. O que representava tamanha semelhança? Por que gostou tanto de mim. Por que me disse que queria novamente me ver? por que?
Em mim, se misturaram sentimentos de muita saudade com as possíveis razões de ter me acontecido esse encontro. À tarde, dormi um pouco e deixei-me relaxar, conforme minha mãe gostaria de ver-me. Tão amante do meu bem estar, haverá de estar rezando por mim.
Mas, já é bem noite. Permaneço na beira da cama. Não sei se estou triste ou se me deixo embalar pela alegria de tantos momentos bons.
Hoje, aprendi mais uma: " A nuvem sempre tem as suas bordas prateadas." A vida há de ser bela...

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Triste menina alegre...


Mil pensamentos em minha mente,
Recordações do bem e do mal,
Algumas experiências
Que me amadurecerem e me elevaram.
Triste menina alegre...
As duas faces brincando do faz de conta.
Quem diria fosse verdade,
O que se passava
E o que era.
Triste menina alegre,
Chorava a alma,
Sorriam os lábios.
Enganos e desenganos...
Tantas verdades camufladas,
Lembranças boas e outras não,
Eu atriz e você ator...