
Sexta feira costuma chegar com gosto de festa e com um saldo de fadiga pelo muito que eu fiz durante a semana. Isso tem sido um pouco constante nos últimos tempos, quando a gente alia responsabilidade à necessidade de ser a própria pessoa e , por vezes, fingir ser quase uma inocente num turbilhão de controvérsias advindas de gregos e, em algumas vezes, de troianos.
Mas, hoje me vesti de azul para me tornar exuberante e esconder os olhos marejados de muitas lutas. Bem que essa cor me deixa luminosa, sem contar ser a vestimenta de Nossa Senhora, a quem eu devoto a minha fé e as minhas preces. Nem tudo é sempre tudo.
Tenho me deparado com situações não mais inusitadas, mas difíceis quando as entrelinhas exigem um pouco de esforço para saber realmente a mensagem. Hoje saí de casa assim....será?
Estava tão fora do contexto de mim mesma, que cheguei a me debruçar no janelão da sala de trabalho de amiga minha. Fotografei com os olhos os movimentos das árvores e guardei no meu arquivo esta imagem. Parecia estar vendo pela última vez. Tive medo e outras reações que nem valem à pena serem digitadas.
Vida, vida minha. Cheguei em casa quase amolecida . Meu esposo e meu médico, tirou-me a pressão e me auscultou. É ele o meu Anjo da Guarda que protege em meu lar, as minhas lamúrias e os meus gritos de socorro.
Havia almoçado fora , quase a contra gosto. Na verdade, meu corpo queria cama, desabafo no meu cantinho, rezar, pedir as bênçãos dos céus, fechar os meus olhos e dormir. E foi isto que fiz quando aqui cheguei, sem contar o belo banho antes de todo esse ritual. Estava entregue à minha jaula. Aqui , eu pude chorar e conversar com o meu travesseiro, meu grande amigo de todos os dias e de todas as noites.
Agora desperta e procurando dar a minha guinada, examinei a casa toda e fiz do meu apartamento a minha salvação. Cada canto, um recanto. Cada riso, um perdão!!!!!!!!!!!!!





