Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tomasse conta de mim...


Absorta em mil pensamentos, deixei que o tempo tomasse conta de mim. Talvez quisesse que o mundo girasse sem que eu precisasse interferir nos acontecimentos e nos fatos do dia a dia.
Descobri ou redescobri que a fé, a esperança e a caridade são mais fortes do que o expectador que se deixa levar pela simples e total observação.
Absorta em mil sentimentos, fiz um pouco dos meus dias envoltos na quietude de verdades, onde só Deus fica sabendo.
Não existiam fantasmas e nem criações em minha mente, as verdades rolavam e deixavam as suas marcas quase angustiantes e inquietadoras.
Mais um final de tarde, onde a solidão povoa a minha mente, mas não castiga a minha maneira de me conduzir.
O sol se põe e os meus pensamentos acompanham este momento, no mesmo palco, na mesma hora de sempre, no mesmo cantinho de quase todos os dias.
Sinto uma paz um tanto parcial. Com certeza, se desfazer de tudo não é fácil. E eu prossigo, dou um salto para frente e outro para trás. Descubro neste caminhar o quão necessário se faz seguir, sem abandonar a fé, a esperança e a caridade.
Procuro refazer as minhas energias. Mais uma vez, observo o meu lar em cada canto e recanto. Crio coragem e me inebrio sobre os meus lençóis tão bem forrados e majestosamente decorados. Às vezes, tenho a impressão que o leitor se perde em devaneios, com tantas divagações. Isso é bom. Talvez, se deixem relaxar nessas imaginações.
Preciso me deixar levar por um sonho bom. E é neste instante que eu mudo os meus ares e me preparo para o meu belo banho, tão falado por mim, que até, por certo. dê vontade de fazer o mesmo....

* A semana está repleta de atividades. Participo de um Congresso sobre OUVIDORIAS, no Tulip Hotel, aqui mesmo em Boa Viagem.Trata-se de um Congresso nacional e até internacional, onde todas as Ouvidorias públicas e privadas, universitárias, Judiciárias e de Saúde estão envolvidas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Não dura uma eternidade...


A vida já é , por vezes, tão complicada, que dá vontade de voltar ao lúdico das coisas. É um desejo freado e difícil de ser concretizado. Mas, às vezes, também penso que sonhar pode ser quase uma realidade , quando sonhamos com muito fervor.
Sem ter de quê, lembrei-me hoje de minha bonequinha tão querida que desapareceu de minha vida, levando com ela a infância dos meus dias. Escrevi uma crônica, Onde ficou Elisa, que bombou. Não imaginara que agradaria a tanta gente, a gregos e a troianos, amantes, por certo, dos tempos que se foram, porque a infância não dura uma eternidade. Era o meu amor de criança. Recordo até que a minha irmã, Beatriz, tão prendada nas confecções de roupas de sua boneca Ceci, fez para Elisa um vestido cor de rosa à moda balão....Foi um orgulho para mim. Ela nem soube o quanto eu fiquei alegre...
Nem sou de tantas reminiscências, mas tudo que marca muito, fica em nosso inconsciente para aflorar quando menos se espera. Tinha muita vontade de ter uma boneca de cabelo, loirinha e graciosa. Um dia ganhei uma, que era tão pequenina, mas que fiz dela a minha filha, quase filha. Não sabia que um dia iria ter uma filha tão bela para mim.
Mas, o tempo voou. Tomou ares de passado e não me lembro, com certeza, onde ficou Elisa.Hoje, lembrei-me dela sem saber de quê... A vida tem dessas coisas. Passam por nós e passaram tantos fatos e tantos acontecimentos, difíceis de sabermos a hora em que ressurgirão das cinzas...
Dei uma volta ao passado. Minha mãe e meu pai, meus irmãos e tantas brincadeiras. Brigas fraternais que o vento sempre levava. Não temos como retroagir, mas de vez em quando, bem que dá vontade de brincar tal qual criança inocente, que nunca imaginou as voltas que o mundo poderia dar.
E lá se vai o dia. Chega de recordação. O presente me chama. O tempo das lembranças se perpetua apenas nas lembranças. Aqui em meu porão, arquivei tudo que pude. Hoje, porém, só queria saber Onde ficou Elisa?

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Em todas as suas nuances...


E a noite enfeitiça e toma ares de sedução. Quanto mais adentramos na escuridão da noite, os sentimentos afloram com gosto e sabor de mel.
Estrelas brilham e reluzem. Há um ar de pureza escondida, dando lugar a desejos manifestos, agora mais do que nunca.
Não há idade para o amor e para o amar. Vemos que enquanto uns se fazem notar, outros se escondem na escuridão, tão ávidos uns e outros.
Existia no grande escritor Oscar Wilde um grande medo de envelhecer. Para ele a beleza superava tudo. Talvez por isso tenha morrido cedo. São coisas de um narcisismo exagerado, um tanto ou quase doentio, se extremado.
Sou daquelas que amadureci com tantos encantos aprendidos, que colhi desta fase muito mais do que muitos haveriam de supor.
E a noite chega mais sedutora , com tudo que se refere ao sensual se tornando mais belo e mais arrebatador. Lençóis de uma alvura inebriante se confundem com os lírios trazidos da relva.
A linda brejeira usa os seus artifícios de mulher e as lindas quase princesas descobrem os seus mantos para os seus grandes amantes. A noite é enfeitiçante....
Quantos sonhos acordada e tantos desejos reprimidos, passando do inconsciente para o consciente.
E o texto sai com jeito de malícia, mas com o controle de quem sempre teve em si um super ego desenvolvido e que grita muito alto....
Sempre gostei do anoitecer. Este me faz ver o mundo mais bonito e exuberante. Tudo isto me faz bem, principalmente quando da minha varanda descortino um céu cor de anil, uma lua crescente e as estrelas despontando.
Se poetisa fosse, hoje seria menos púdica para fazer o leitor ler e reler o quão belo pode ser o amor em todas as suas nuances...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aceito tudo ou quase tudo...


Cheguei das minhas andanças que se iniciam muito cedo da manhã. A labuta diária que é o meu trabalho e as obrigações que a mim competem, dia sim, dia não também me atordoam. Valha-me Deus!!!!.
Cheguei com o corpo cansado e com a mente esperançosa. Depois de trancos e barrancos, de alegrias passadas e de atoleiros reivindicados, o meu coração e o meu ser por inteiro já não aguentam as injustiças e os descaminhos em meio a tantas caminhadas.
Agora aceito tudo ou quase tudo. Melhor será assim do que sofrer os inusitados eventos e certas ciladas armadas em meio a um ciclo de tanto amor.
Em meu canto, virada e revirada em meus aposentos, evito pensamentos profundos e rezo o Terço para alcançar as minhas graças. Também tenho acontecimentos brilhantes e fantasmas que povoam a minha mente, ainda que não pudesse ter.
Por essas e por outras, não me venham mais contar histórias que me deixem tristes. Agora já não penso tão profundamente e aceito tudo ou quase tudo.
Às vezes me sinto só, uma solidão que não me dói mais e muito menos constitui um incômodo. Mudei tanto, que tenho a leve impressão que, para uns e para outros, sou outra mulher.
O meu espelho me mostra as marcas da maturidade, mas também me faz ver o quanto luto contra o tempo e contra as adversidades. Acho que a minha consciência genuína me faz ter compaixão e ser sempre uma pessoa do bem.
E a paz sonhada, será difícil ser tirada de mim. Agora aceito tudo e mais alguma coisa.
Quem me conhece de perto, quase me conhece por inteiro. Deixo brincarem em minha mente o bem e o satisfatório das coisas. Mudei tanto que, por vezes, me desconheço mais do que aquele que me vê passar.
E a noite chega. Com o corpo cansado e a mente esperançosa, entrego-me a um desejo de dormir e de sonhar.
Mas, meus leitores, antes de tudo vou fazer uma leitura diária, como sempre faço. O livro de Ana Beatriz Barbosa Silva me espera: Mentes perigosas: O psicopata mora ao lado.
Depois falo sobre essa obra tão oportuna, quanto erudita....

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Para virar pelo avesso...


Mais uma vez em meu quarto. Sozinha, deixo que os meus pensamentos tomem conta de mim todinha. Há sempre algum leitor que sente a minha falta. Que sente e não diz. Cada um ou quase todos preferem guardar para si todo e qualquer juízo de valor. Respeito e glorifico a atitude dos que calam. Melhor será, talvez, assim...ou não...
Mais uma vez sozinha diante de um janelão, deixando me levar pelo panorama de uma noite que começa com a sua escuridão tão sua. Sinto toda a tranquilidade do momento e a inquietação do meu ser. O instante se contradiz com o que imagino. Alguns fantasmas povoam a minha mente, enquanto sonhos adormecidos insistem em me fazer acordar os desejos e as vontades. A realidade e o abstrato de minha mente.
Como sempre, ando a casa toda e me dirijo á varanda, quase indiscreta. Vejo de tudo e mais alguma coisa. Somente um tampão nos olhos impediria que isto acontecesse. Somente um lapso de memória não faria recordar o inusitado de palavras duras em plena manhã de uma segunda feira. Ou a gente se trabalha para o inusitado ou a decepção com alguns nos levariam ao ápice de um estresse, quando tanta coisa precisa virar a página.
Mais uma vez sozinha. É neste momento que eu sinto que muito precisa ainda mudar. Imaginara estar tão modificada e vejo agora o quão importante ainda tenho para virar pelo avesso. Interessante é a vida enquanto a morte não chega...
Valha-me Deus com tantos pormenores. O metafórico da coisa e o que poderia escancarar , não fosse o pudor da privacidade e o receio de causar mil e uma surpresas. Penso que esse abrir de sentimentos vem um dia, no dia que está destinado a causar espantos, a suscitar remorsos e a mostrar verdadeiramente o íntimo de minhas intimidades mentais...
Mais uma vez sozinha. Não há incômodo e nem mesmo medo desta solidão. Esses momentos são sempre desejáveis aqui no meu cantinho. Tiro as minhas vestes, uso o meu roupão e me entrego ao banho de corpo e espírito. Lavo a minha alma e todo o meu corpo, pois sozinha não tenho pudor e nem receios!!!!!!!!!!!

sábado, 2 de novembro de 2013

A vida tão amada por ela...


Quase não durmo esta noite, pensando em mamãe. Fui me deitar absorta em mil pensamentos. É como se tivesse deixado que muito de sua vida em nosso convívio passasse em minha mente. Momentos de muita alegria, a vida tão amada por ela. Os seus passeios e idas ao Shopping Tacaruna para almoçar e as festas de final de ano na casa de meu irmão. Quis que muitos dos nossos momentos se perpetuassem em mim. Fui dormir confusa e atordoada. O ano passado, dia 02 de novembro, com ela aqui em sua casinha. Não consegui pregar olhos.
Acho que as dores e as alegrias têm que ser vividas em seu tempo. De nada adiantaria fugir deste dia, se outros viriam, quase com certeza, e a dor seria maior, e mais sentida, e mais doída , e talvez mais arrependida...
Já era eu órfã de pai e agora de mãe. Só eu sei o que é viver sem o amor dela, sem o sentimento de proteção e sem o porto seguro nas horas mais certas e incertas de minha vida. Hoje , mãe, quase não durmo. Estava muito inquieta. É como se o Dia de Finados fosse um dia ao qual não podia esconder todo o meu sentimento. Nem sob os lençóis , este sofrimento seria sublimado.
Acordei, de um pouco que dormi, chorando. Papai dizia que o Dia dedicado aos mortos tinha que ser respeitado. Nada de vermelho e nem de passeios. Nunca entendi tamanha colocação. Agora sei que por ter ele perdido muitos dos seus entes queridos, a dor era bem maior do que eu alcançaria compreender.
Mãe: hoje vou fazer igual a você. Tomar meu banho, vestir a roupa bem limpinha e rezar o terço. Só não quero lembrar do lugar onde lhe deixei pela última vez. Aquele pedaço de terra não poderia ser o seu...
Às vezes, fico pensando: por que Dia dos mortos se eles já ganharam a eternidade?....

terça-feira, 29 de outubro de 2013

As orquídeas brincam em minha cama...


A vida me ensinou muita coisa. Também pudera já ando vivenciando a idade madura e os caminhos percorridos não foram poucos.
Nesta trajetória, conheci a alegria, a tristeza, os sucessos, as decepções e os descaminhos. Conheci gente muito boa, gente fina , de bom caráter, digna, pura, inocente e gente que ainda espera conhecer melhor o que é a vida e os giros que ela dá. Valha-me Deus. MELHOR SERÁ NÃO TER CONHECIMENTO...
E a tarde voa, e o tempo passa, e a noite chega. Já andei toda a minha casa, como sempre faço ao entardecer. No meu quarto, quase uma jaula, deixo me despir de pudores e observo todo o ambiente. Leitores, meus leitores, o cenário é sempre quase o mesmo. Mas, que fazer se a solidão me bate sempre a mesma hora, sem me provocar o tal medo moderno do estar só??
Acho que em lugar como este , não poderia sentir a solidão de forma amargurada. Muito pelo contrário, as orquídeas brincam hoje em minha cama e me chamam para eu ignorar o tempo da saudade, envolta na pureza que sempre adorna o meu viver. Isto, aprendi com mamãe. As decepções na minha vida foram em grau considerável, pois quem tem um coração regado à inocência, não acredita na maldade alheia.
A lua está linda, radiante e esplendorosa. Todo esse panorama me fascina sempre. Não podia viver sem ela. Desde pequenina , peço a ela que realize os meus desejos e ainda hoje acredito que ela atenda tudo que eu peço. E não é que a Dindinha Lua me faz ganhar muito do que lhe venho pedindo. Vida, vida minha.
Tenho alguns rituais que me fazem muito bem. Lembram vocês que agora é também a hora do meu belo banho, onde eu me preparo como se Rainha fosse, para deitar na minha cama tão size que até parece...
Percebo aqui e acolá que os sonhos são o alento da minha vida e me deleito com eles , mesmo de olhos bem abertos. A vida me ensinou muita coisa...