Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sábado, 19 de outubro de 2013

E uma esperança presente...


É preciso saber a hora de silenciar e a hora de falar. Acho que demorei muito a aprender. Foram conversas trocadas e outras rejeitadas. A gente vai aprendendo devagarinho que o tom da voz do interlocutor, o mutismo, os monossílabos, as desculpas esfarrapadas e muito mais, desarmam a nossa intenção e fazem diminuir as buscas do outro e a insensatez das procuras.
Sábado de tantos outros. Sempre procuro diversificar os programas e não deixar que o tédio vazio venha a se apoderar. Devagar e sempre, aprendi muita coisa. Hoje sou uma mulher diferente de tantos outros momentos. Isso me fez bem e afastou as mazelas criadas sem razão de ser.
Mas, lá fora há um sol que brilha e cá dentro um brilho nos meus olhos. É um momento de paz e de relax. É um instante de reflexão amena e um descortinar de sensualidade estética. Os meus aposentos sempre os meus aposentos. Há uma música tocando que inebria o meu ser por inteiro. Amo este local, talvez mais do que muitos outros.
Sábados de tantos outros. Espero a hora do passeio e o tempo de me aprontar. Estou induzindo em mim tudo que já planejara. Quero amar o próximo para me sentir bem. Quero dar carinho para se acariciada. Quero o amor mais lindo e mais puro. A inocência da criança se debatendo contra toda e qualquer maldade.
E o mundo gira. E o mundo ensina devagarinho que a dor da alma também pode ser curada. Vida , vida minha...
Deixo que as palavras se debatam e se encontrem numa cumplicidade que, por muitos, é ignorada. Sempre o amanhã vem depois. E é este amanhã que se avizinha, que eu preparo de vestes trocadas, de palavras transformadas, com um amor maior e uma esperança presente...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Leve e fagueira...


Há uma vontade dizendo que sim e outra dizendo que não. Difícil discernir entre estes opostos totalmente diferenciados quanto ao escrever ou não nesta tarde de tanto verão. O conflito é sempre um tanto atormentador. Em minhas aulas de Psicologia, aprendi que este sentimento nos incomoda de forma considerável, verdade seja dita...
Em se tratando de filigranas como esta, bem que o incômodo é pequeno e passageiro. Em outros casos, leva o indivíduo a pensar muito e a repensar. O melhor seria sempre uma decisão precisa, nada que faça o indivíduo mergulhar nas dúvidas e possíveis consequências e inconsequências.
Mas, a tarde de verão até que foi o divisor de águas em minha decisão de escrever, de postar o mínimo de atraente que seja. Afinal, afinal, sempre haverá de servir de passatempo para gregos e, talvez, não para troianos.
O sol chegou com muita garra, enchendo o horizonte de muita luz. Há por vezes um calor insuportável. Procuro assimilar o bom e a leveza de tudo, para que a minha luz brilhe sempre e transmita ao meu próximo todo o amor que eu devoto, ainda que este próximo seja sempre tão senhor de si e de tudo.Valha-me Deus....
Acho que venho aprendendo a me tranquilizar, levada pelas Dinâmicas de grupo a que venho me submetendo. Ou a gente assimila o que nos transmitem as palavras doces ou a vida tende a se tornar mais enfadonha.
Vida, vida minha. Pensamentos leves norteiam a minha mente nesta tarde de pleno verão. O tempo também interfere no nosso bem estar e na condução de nossas reações.
E a noite chega, e as estrelas apontam e o calor dos meus aposentos me transportam ao melhor do que eu esperava. É que estou leve e fagueira...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

De todo "coração...."


A noite de segunda feira foi mais comprida do que muitas outras. Os fantasmas da meia noite ou das duas da madrugada fizeram pouso no meu quartinho, ou melhor dizendo, em minha mente.
Fiz de tudo para adormecer. Rezei, contei carneirinhos, perseverei o meu pensamento no que é bom e nada serviu para que o sono novamente chegasse.
Danado mesmo foi ter que trabalhar no dia seguinte. Sofri pra caramba os efeitos da noite insone e dos medos criados que apareceram fantasmagóricos.
Valha-me Nossa Senhora da Conceição. Sabes bem das minhas dúvidas e dos meus pesadelos, dormindo ou acordada.
Já é noite de dois dias depois e eu ainda sinto os efeitos da ressaca, guardados nos porões do meu inconsciente e manifestos na consciência alerta e bem acordada.
A vida e suas nuances. O inusitado se contrapondo com a certeza que nunca foi verdade. Os preparos e os cuidados sendo vencidos pelo contrário do que nunca pensei tivesse a caminho.
Perdoem, leitores, se hoje não me escancaro e conto o fato da insônia encoberto pelo mistério pessoal que um dia também nos faz morada. Difícil neste momento saber a quem contar. A ausência de minha mãezinha me deixa impotente perante a falta de alguém que a substitua. Nunca será possível....
Noite hoje de muitas estrelas. Eu cá de minha varanda, descortinando um céu e um infinito, que eu vislumbro com quase todos os meus sentidos.
Às vezes imagino tanta coisa e faço castelos no ar, carregado de detalhes e de fantasias. Umas me fazem bem e outras me deixam em estupor. A vida tem dessas coisas. As experiências positivas nos regozijam e as negativas nos fazem crescer..... E é com esse pensamento que vou caminhando. Parar é que não posso, não devo e peço a Deus, ainda, muitos anos de trajetórias....Valha-me Deus, de todo 'coração.'
Entendam quem souber decifrar a incógnita do meu viver!!!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Que os Santos digam Amém...


Que os Santos digam Amém. Que os sinos da Capela batam mais forte. Que a minha fé faça-me suportar alguns dissabores. Que a esperança esteja sempre presente. Que eu nunca deixe de crer no meu Tercinho. Que eu reze todos os dias.
E a tarde se vai sem compasso de espera. E o mundo girando dá as suas voltas, sem que nada as detenha.E o inusitado, e o descaminho, e as reviravoltas aparecem sem avisar.
Os dias se passam numa velocidade galopante, às vezes, sem tempo de planejarmos e de sonharmos os nossos sonhos.
Espero a noite chegar, Esta se avizinha com um céu estrelado, uma estrela aqui , outra acolá. O palco de minhas lembranças e do meu pensamento é sempre o meu quarto, lugar onde eu me refugio e consigo relaxar e me entregar aos devaneios.
Por vezes, no meio da noite, na penumbra,onde só a televisão ilumina o meu recanto, penso segredos e espero alguém que já se foi. Tenho esperança que isto aconteça. E me vão as noites e os dias. Não consigo segurá-los.
A vida sempre a vida. O tempo não deixando parar certos fatos e acontecimentos. Gente pura e gente altiva. As caídas e recaídas ensinando a todos e aprendendo quem assim quer...
Tem horas que são benfazejas e outras alucinantes. Durante a noite, tudo é quase delírio, encapsulado ou não. Tudo é mais pesado e os temores mais frequentes.
Tenho medos e pesadelos ao raiar do dia. Aprendemos a nos policiar , mas o superego não age a toda hora...
Que os Santos digam Amém. Que os sinos da Capela batam mais forte!!!

sábado, 12 de outubro de 2013

A chuva e os chuviscos...



Fui e voltei à minha varanda , inúmeras vezes. Esperava-se, como quase sempre acontece, um Dia das crianças de muito sol. Lá, fiquei a olhar a chuva e os chuviscos. Recordações várias passaram em minha mente. Algumas que valeriam retornar ao tempo presente, outras ausências muito sentidas e que eu não conseguia vivê-las e revivê-las, sem derramar uma lágrima.
Fui e voltei à varanda, inúmeras vezes. Estava inquieta, insuportavelmente inquieta. Já começara o dia muito cedo, como acontece quase todos os dias. Havia uma expectativa e um futuro desenhado em mim.Penso que os escritores, mesmo sendo amadores, têm uma sensibilidade aflorada e aguçada.
Sinto que fiz, mesmo, muitas mudanças. Algumas programadas , outras impostas. Acabara a infância , já se faz muito tempo, Não havia mais o pensamento juvenil e chegara a maturidade, trazendo suas "perdas e ganhos."
As transformações vão acontecendo de forma lenta e a gente , um dia, sente que não é nada do que já foi...Isso, às vezes, dói e ,às vezes, traz contentamento. Há sempre um meio termo, ou não, mesmo que o binômio de tais sentimentos exista de forma impossível de ser debelada.
Comecei o dia rezando o Terço. Fiz Prece a Nossa Senhora da Aparecida e senti, neste momento, que estava tendo ações que pertenciam à minha mãe. Lembro até que ao fazer as suas Orações e Novena, tinha sempre o hábito de tomar banho antes e colocar vestido bem limpinho. Pessoa santificada, tinha todos os pudores arraigados à sua pessoa. Tive ímpetos de fazer tudo igual. Confesso, leitores, que não fiz. Não tomei o banho e permaneci com a minha camisola rendada, sabendo estar muito limpinha...
Fui e voltei à varanda, inúmeras vezes. Quase tudo mudou. Saí de um mundo totalmente diferente ao hoje dos dias. O casamento me trouxe muitas mudanças. A vida me impôs várias coisas. O tempo me transformou em quase Madame. O trabalho me ensinou a exercer a profissão e a lidar com pessoas diversas, algumas boas de relacionamento e outras avessas à benevolência do humanismo. Valha-me Deus , tomei total conhecimento de que sou outra, resultado do tempo, do meu crescimento pessoal , das ausências de entes muito queridos e porque teria que ser assim...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Com o sabor do meu saber...


Aquele meu velho costume de sentar ao cair da tarde para escrever, levou-me quase que automaticamente ao recinto. Ainda que a inspiração falte e me abandone, tento descrever qualquer coisa. Há um impulso emocional mais forte do que a própria razão justificada.
Penso em meu pai. Todos os dias escrevia as suas Notas Avulsas, tão bem colecionadas por mamãe. Eram escritos que foram publicados diariamente no Jornal do Commércio. E lá se vão anos....
Sem comparações admissíveis, acho que papai tinha inspiração para dar e vender. As palavras saíam rapidamente, as frases eram eruditamente formuladas e as letras brincavam de tanta intelectualidade.
Mas, é assim. Às vezes, o meu impulso é tão irresistível, que não sei como controlá-lo. Ponho-me a dedilhar sei lá o que, contanto que saia o texto e pelo menos um ou dois leitores se deliciem com o sabor do meu saber.
Eita tarde cansativa danada. Acordei-me muito cedo em busca de Documentos, cumprindo a minha missão de mãe, ainda que a filha, já advogada, tenha passado de tenra idade e já tenha em si os compromissos da fase.
Chegada eu da Universidade, deitei e rolei na cama, tentando tirar de mim o peso de tanto enfado. Dormi mais do que imaginava. Sonhei e desenhei na minha mente, uma vez acordada, um monte de castelos coloridos, ao mesmo tempo que deixava esquecer as verdades do nunca mais.
Difícil dimensionar o sofrimento de cada um perante traumas e perante o quase inusitado. Cá em meu cantinho, tenho a solidão de dias. Não imaginara tanta coisa. A infância lúdica e a adolescência vivida com tantos entes, parentes e aderentes, apontavam para um final bem diferente....
Abro mais uma vez o meu janelão, leitores. Desculpem vocês a repetição dos fatos, mas essa é a minha vida e o meu blog gira muito em torno do meu cotidiano, sentimentos e pensamentos.
Procuro mudar a temática, faço um esboço dos meus textos e, de repente, volto-me aos meus aposentos porque é nestes que os meus sonhos são realizados, a minha paz é maior e a vida gira ao meu favor, como se possível fosse ser sempre a mulher plena em todas as realizações...


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cor da chita...


Não é que tem muita gente enganada com a cor da chita. Às vezes, se pudesse, entraria na seara de muitos e me revelaria tal qual penso e entendo. Finjo-me de alienada, procurando até agradar a gregos e a troianos. Valha-me Deus...melhor seria ou será assim...
Tarde de um azul de brigadeiro briga com a noite, que se aproxima. E lá vou eu, cantando as glórias da bondade, pois não quero manifestar a verdadeira cor da chita. Ignorar é tão melhor quanto mais sensato.
Não consigo me separar dos ensinamentos que me deram o curso de Psicologia. Calo-me, no entanto, quantas vezes necessário for e falo o que quero tantas vezes o interlocutor me provocar.
Tem muita gente enganada com a cor da chita. Enxergar de forma micro não é para todo o mundo não. Fui chegando a esta conclusão, levada pelo dia a dia e pelas noites mal dormidas.
Digo sempre: a maturidade me ensinou muita coisa, muito mais do que esperava . A realidade é realidade e dela ninguém foge. Já dizia Fernando Pessoa: A realidade não precisa de mim.... Verdade seja dita e repetida, leitores.
Escolhi esse tema nem sei por quê. O meu inconsciente vem mandando tanta mensagem que fugir de uma ou de outra, é difícil, dificílimo.
Gosto desses temas um tanto abstratos. Tenho um modo de escrever que me faz ser sempre eu. Jamais alguém duvidará da veracidade de minha autoria. Aí seria o cúmulo da falta de percepção.
E lá cai a noite, tão devagarinho como nem sempre acontece. Ando novamente a casa toda e termino nos meus aposentos, retocados da pessoalidade de minha forma de ser e da minha perfeição tão minha.
Parece que chegou a hora do meu banho. Esse ritual caracteriza cada dia do meu viver. Quem me encontrar sem cheiro de lavanda e de bons sabonetes, atirará a primeira pedra.
Interessante ou não, vou vivendo e revivendo tantos momentos que me foram valiosos. E neste binômio, ou não, ninguém me tira a certeza de que há muita gente que se engana com a cor da chita....