Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 6 de outubro de 2013

Estava eu...


É um final de tarde de muitas peripécias. Vai terminando o domingo, desta feita muito preenchido por passeios e conversas fiadas.
Eita caminhada boa, fez o dia começar saudável e esplendoroso. O mar azul, de uma beleza transparente, me fez nadar e tomar banho. Estava na hora de resgatar velhos tempos de criança e de me ver mais jovem, nestas andanças de muito tempo.
Final de semana de Restaurantes, de salão de Beleza, de compras e de planos suaves. A família reunida no sábado fez desse dia um deslumbramento, já que posso descortinar a vida sem precisar ir muito longe. Sou daquelas que aprendi com a maturidade a tirar os ganhos necessários, de sentir o sabor dos dissabores, de enfrentar a solidão e de suportar a saudade que me dói. É que esta mesma saudade termina sendo uma fiel e grande companheira.
Mas, a praia estava no ponto. Com muita areia, mar seco e pessoas de todas as idades. Tinham as crianças na sua inocência, os jovens na sua exuberância e sensualidade, os maduros que não deixam a peteca cair e os idosos de frente neste mundão de meu Deus.
Boa Viagem, desculpem os outros, é o local mais nobre para se morar. Isso, no meu entendimento. Afinal, afinal, curto esse Bairro e de mim ninguém tira a forma de sentir.
Pude imaginar que com todos esses prazeres, restava-me uma vitalidade que ainda não tinha ido embora de mim. Encantador eu me sentir assim. Poder lidar com a vida sem tantos desesperos. Esquecê-los e fazer mudanças que esta própria vida me deu.
De volta ao final do dia, em meu quarto, lapidado de tantos encantos, olhei-me no espelho , como nunca faço, tão minuciosamente. Ainda estava bem. Existiam resquícios de atração e um físico que se concatenava com o espírito. Vesti a minha camisola de seda e fui deitar. A minha tez bronzeada me fazia mais viva e mais charmosa. Que bem entendam os meus leitores: suave, pura, mas delirante, estava eu...
Seria um sonho???

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais instigante...


Confesso, leitores, que a fadiga hoje bateu em mim com força. Acordada desde cedo, enfrentei os batentes do trabalho, num final de semana que havia se iniciado.
É como sempre digo e repito, um dia sim e outro não. Cheguei da rua esmaecida. O banho serviu para me deixar aninhar na cama, forrada conforme manda o meu figurino. Em lençóis de um rosa acetinado, era tudo que queria para me deleitar e curtir o sono. Não precisa dizer que sonhei e que a saudade me fez morada.
O panorama de meu quarto faz com que eu possa curtir a beleza, tal qual manda a minha sempre e digna sensualidade estética.
Do janelão deste recinto, vejo o sol se por. Fotografo e me deleito com a paisagem de pura beleza. A praia e o mar me fascinam. Moro no lugar que sempre sonhei. Um dia teria que se tornar realidade, como se tornou.
Vida, vida minha. A estrelas ainda escondidas, o escurecer da noite sendo esperado. Eu sozinha mais uma vez...
A alegria de descortinar e de me deliciar com a minha casa. Eu e meus sonhos realizados.
Mudanças e mais mudanças. A maturidade trazendo a explicação de fatos, justificando o injustificável e me dando forças nos momentos mais diferentes, nas horas mais difíceis...
É, leitores, fiz quase um Diário. A inspiração ,nem sempre, voa alto. Vale deixar para amanhã uma crônica mais instigante e até sensual. Esperem e vejam...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Acordo com os galos...


Costumo dizer que acordo com os galos. Cumpridora de minhas obrigações, chego muito cedo na Universidade, não importando se faz frio ou se faz calor.
Nesse momento, encontro-me no trabalho, fazendo uma pequena pausa para um lanche e dando espaço para um relax. É que, cumpridas tantas atribuições, ninguém é de ferro nesse mundão de meu Deus. E a vida continua, como haveria de continuar.
Tenho feito várias mudanças, necessárias e oportunas. Se não guardo tantas lembranças da tenra juventude, quanto mais da infância que se foi, faz tanto tempo.
O que foi bom e alvissareiro interferiu na formação de meu caráter e o que passei por motivos injustificados, joguei longe com medo de ser incorporado a minha pessoa.
A vida e suas nuances. O mundo que não é mais aquele de antigamente. As rosas que falam e as que emudecem perante as inconsequencias de tantos insensatos.
E o mundo que não é mais o mesmo. E tantos mecanismos de defesa que eu pus em prática e consegui, através deles, a paz que procurava em tempos que não foram tempos, jogados fora e levados ao sabor das ventanias.
Há em mim um encontro marcado com as novas metas que venho traçando depois que aprendi mais, depois que a maturidade se tornou melhor do que qualquer outra fase. Incrível acreditar, mas a verdade maior de todas as verdades.
Aqui reina um silêncio que quase fala. Sozinha, me surpreendo com o toque do telefone, pois até este constitui uma companhia em determinados momentos. Acho até que convivo com o estar só, muito melhor do que em tempos de falta de amadurecimento.
Vejo gente no blá , blá , blá das conversas infundadas e em tempos atuais, me interrogo o porquê de tanta confabulação. Tenho a impressão que preenche o tempo e lhes faz felizes.Assim sendo, que cada um construa o seu castelo.
E a vida não para. Mesmo no silêncio, os pensamentos tomam o lugar das insensatas palavras que se perderam sem eco e sem resquícios.
E lá me vou, pois o trabalho me chama. Essa escola é o esteio do meu dia....

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Olho-me no espelho...


E o meu quarto continua sendo, no anoitecer, palco de minhas inspirações. Passado o dia de muitos compromissos, é nele que descanso o meu corpo cansado e , muitas vezes, traído pelos dissabores de algumas poucas mazelas.
E glorificado e maravilhoso foi o início da tarde. Essas minhas amigas vêm me dando momentos de muito prazer, de conversas jogadas fora, de desabafos e de acompanhamentos pecaminosos que constituem o café de cada dia. Não fosse esse canto tão acolhedor, como é a Kopenhagen, talvez não tivéssemos um lugar de tanta paz. Lá esquecemos tudo. Até das angústias fabricadas e pré fabricadas.
Mas,aqui da minha varanda onde descortino o mar, posso ver um mundo mais colorido, de um azul iluminado pelas luzes que dão brilho ao céu de cada noite. Lá, as estrelas brilham, a Lua aparece e reaparece e os pensamentos fazem morada em minha mente, tão puros de tão trabalhados.
Atravessados os caminhos tortuosos, as curvas perigosas e as estradas sem quase final, pareço ter encontrado a maneira mais certa e mais prazerosa de curtir a vida, pois assim se fazia mais do que necessário, exigente....
Acostumei-me com os carinhos das palavras alheias, com os abraços apertados, com os sonhos alimentados, com o procurar de minhas vaidades. Estas andavam perdidas, em tempos de chuvas e de neblinas do dia a dia. Só não existe a plenitude da paz, pela falta de minha mãe, pelo atropelo que me deixou mais do que saudosa, triste demais.
Contradições são contradições. Faço brilhar a paz, antes que o impossível da volta materna me faça perder os sentidos.
Outra vez, ando a casa toda e me vejo inebriada olhando os quadros e me perdendo no encanto de tantas decorações que as mãos de arquiteto são capazes de fazer.
Olho-me no espelho. Não gosto muito de me deparar com a prova do tempo que aparece em meu rosto. Mas, hoje, me acho bem. A pele sem rugas, com a elastina presente, me dá a certeza de que o tempo passou , me deixando resquícios de juventude cuidada. E aí me deixo relaxar!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O amanhã que vem depois....


As madrugadas frias são sempre adversas aos nossos pensamentos, quando perdemos o sono e embarcamos no terreno de nossas mentes, trazendo, muitas vezes à tona o inconsciente guardado nos mais profundo porão.
Eram duas da matina. Excitada por emoções, preocupações e muito mais, fui vítima ou não, da famosa insônia, razão de tantas imaginações.
Ainda bem que a pílula do esquecimento existe para essas horas tão sombrias, frias e estranhamente intolerantes. A nossa sensação e a percepção dos fatos se confundem neste momento, fazendo morada prolongada, quando o estímulo não é vencido nem mesmo pela terapia medicamentosa.
Vida, vida minha. Tantas nuances e quantos giros. O mundo dando as suas voltas e os momentos se modificando a cada passo de nossa caminhada.
Tenho lido muito, o bastante para ter uma bagagem intelectual que faz de mim uma quase estrela.Será?
Sem maiores pudores, sem convencimentos e sem amarras, este meu dom de escrever, herdado e lapidado, faz de mim uma pessoa ímpar no meu personalismo, já que de geral não tenho muita coisa...e nem pudera querer ter. Perdi essa sensibilidade, injustificada, incompreendida e machucada pelas mãos das próprias criaturas.
E o tempo passa aqui e lá fora. E a vida ensina os prós e os contras. A gente vai vivendo e aprendendo. A certeza da morte e o indivíduo cada vez menos humano. O Poder como sustentáculo e o efêmero de tudo. O homem se deixando enganar e a surpresa do inusitado. Vida, vida minha.
Há um frio na sala de trabalho e um sol ardente no campo. Uma pausa no trabalho e a saudade que não me deixa. O real e o metafórico. Os conscientes das verdades e os alheios à realidade.
A maturidade me dando lições e me proporcionando ganhos, como bem disse a escritora Lya Luft. Procuro e não encontro as razões e as proporções de tamanhas dores. O lado sutil da verdade e as consequencias geradas pelos impensados. O medo do arrependimento e o esquecimento da vida extra terrena.
Um olhar perdido na multidão, ignorando os que têm fome e os descamisados. A falta da crença em Deus e a possibilidade ou a certeza do julgamento Divino. A gente diante de Deus. O ontem, o hoje e o amanhã. As interrogações sem respostas. Os alienados sempre alienados. O amanhã que vem depois....

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sem ilusões....


Havia ontem uma vontade muito grande em fazer algo que viesse fugindo do habitual dos meus últimos dias. Completava um mês da morte de minha mãe e eu já havia chorado mais do que o meu coração permitia. Mais do que as minhas lágrimas suportavam cair em meu rosto.
Foi um dia atípico. Saí pela praia de Boa Viagem, caminhando sem destino, ao mesmo tempo que lembrava dela e rezava muito. Impossível fugir de pensamentos quando estes alçam voo e permanecem em nós, como se possível fosse sairem de nossos pensamentos. Contradições que se tornam avessas ao real sentido dos mesmos.
Deixei me iludir com o lúdico da minha infância e comecei a apanhar mariscos, repetindo tudo que fazia na minha infância. Era uma forma e uma maneira de fugir da realidade, fato este por quem o meu coração chorava e se mantinha apertado, dando receios de possíveis consequencias. Medo de cair no ostracismo da tristeza que uma vez já me levou quase à morte.
Com todos esses detalhes insistentes e persistentes, consegui fazer do mar e das areias de praia, o momento propício para não cair num estresse grande, que muitos duvidam, sem se darem conta de que em pensamentos dos outros, não existe quem consiga decifrar. E daí começam as discussões sem fundamento, sem justiça e muito mais.
A criatura humana é, talvez, muito complexa e até inconsequente. Que continue do jeito que lhe convier. Já me afastei de certas minúcias e de certas faltas de querer bem.
Esse texto terminou sendo uma miscelânea de assuntos, por mais que a Literatura assim não recomende. Faz de conta que gosto sempre de mudar de alhos para bugalhos, com toda a minha liberdade de escrever, sem atingir nenhum dos meus convívios ou não...
Escrevo de forma tumultuada em meu trabalho, visando sair da mesmice de muitas mesmices. Das responsabilidades que são muitas. Havia uma inspiração ainda atormentada e quando assim estamos, é preciso tomar uma solução. Ou então, nos conformemos com a realidade sem ilusões...

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Acordes da vida...


Sozinha em meu quarto, alheia aos acordes da vida, sinto-me diferente e domino com relativa dificuldade o sentimento que se instala em mim, indefinível e silencioso.
Também pudera, o estar só já é um estado de espírito que , se não entristece, pelo menos dá vez ao imaginário de nossas mentes.
Sozinha em meu quarto, tento me deleitar com o aconchego do canto/recanto, ornamentado de flores e de lençóis azuis acetinados. Pelo menos, a solidão não consegue fazer com que os meus olhos não sintam a beleza deste esplendoroso quarto, preparado com as mãos do perfeccionismo e da sensualidade.
Estou só fisicamente. O meu esposo e a minha filha se encontram ausentes na labuta de seus dias.
Penso em tudo e em quase nada. Preencho as lacunas com temas sérios e outros um tanto fúteis. Ouço Maria Betânia e me deixo transportar pelas letras de seu repertório.Ai de mim se não tivesse tantos aparelhos que dão ao meu quarto, quase"jaula", um toque de magia e de fuga...
A vida e suas nuances. Um dia sim e outro não. A união desfeita e os mecanismos de defesa atuando de forma inevitável.
Sinto saudades e perdoo o tempo que chegou quase devagarinho, arrebatando laços que, talvez, nunca se tornaram nós. Por isso desataram na continuidade do nunca foi.
A Filosofia toma o lugar de minhas palavras e permaneço calma e inquieta, ao mesmo tempo. Sentimentos contrastam e se amarram. Difícil entender o que sinto. Vida, vida minha.
Fui me tornar escritora, ou não, em tempo muito diferente da existência de meu pai, herdando a sua intelectualidade em grau mínimo, mas fazendo jus a esta Genética.
A noite cai e a lua aparece iluminada. Ainda estou só, no meu canto/recanto, fazendo de mim uma mulher mais destemida. E que venham os sonhos e a certeza de que estou mudada...Difícil, mas não impossível, meus amados leitores