
É um final de tarde de muitas peripécias. Vai terminando o domingo, desta feita muito preenchido por passeios e conversas fiadas.
Eita caminhada boa, fez o dia começar saudável e esplendoroso. O mar azul, de uma beleza transparente, me fez nadar e tomar banho. Estava na hora de resgatar velhos tempos de criança e de me ver mais jovem, nestas andanças de muito tempo.
Final de semana de Restaurantes, de salão de Beleza, de compras e de planos suaves. A família reunida no sábado fez desse dia um deslumbramento, já que posso descortinar a vida sem precisar ir muito longe. Sou daquelas que aprendi com a maturidade a tirar os ganhos necessários, de sentir o sabor dos dissabores, de enfrentar a solidão e de suportar a saudade que me dói. É que esta mesma saudade termina sendo uma fiel e grande companheira.
Mas, a praia estava no ponto. Com muita areia, mar seco e pessoas de todas as idades. Tinham as crianças na sua inocência, os jovens na sua exuberância e sensualidade, os maduros que não deixam a peteca cair e os idosos de frente neste mundão de meu Deus.
Boa Viagem, desculpem os outros, é o local mais nobre para se morar. Isso, no meu entendimento. Afinal, afinal, curto esse Bairro e de mim ninguém tira a forma de sentir.
Pude imaginar que com todos esses prazeres, restava-me uma vitalidade que ainda não tinha ido embora de mim. Encantador eu me sentir assim. Poder lidar com a vida sem tantos desesperos. Esquecê-los e fazer mudanças que esta própria vida me deu.
De volta ao final do dia, em meu quarto, lapidado de tantos encantos, olhei-me no espelho , como nunca faço, tão minuciosamente. Ainda estava bem. Existiam resquícios de atração e um físico que se concatenava com o espírito. Vesti a minha camisola de seda e fui deitar. A minha tez bronzeada me fazia mais viva e mais charmosa. Que bem entendam os meus leitores: suave, pura, mas delirante, estava eu...
Seria um sonho???





