Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sem ilusões....


Havia ontem uma vontade muito grande em fazer algo que viesse fugindo do habitual dos meus últimos dias. Completava um mês da morte de minha mãe e eu já havia chorado mais do que o meu coração permitia. Mais do que as minhas lágrimas suportavam cair em meu rosto.
Foi um dia atípico. Saí pela praia de Boa Viagem, caminhando sem destino, ao mesmo tempo que lembrava dela e rezava muito. Impossível fugir de pensamentos quando estes alçam voo e permanecem em nós, como se possível fosse sairem de nossos pensamentos. Contradições que se tornam avessas ao real sentido dos mesmos.
Deixei me iludir com o lúdico da minha infância e comecei a apanhar mariscos, repetindo tudo que fazia na minha infância. Era uma forma e uma maneira de fugir da realidade, fato este por quem o meu coração chorava e se mantinha apertado, dando receios de possíveis consequencias. Medo de cair no ostracismo da tristeza que uma vez já me levou quase à morte.
Com todos esses detalhes insistentes e persistentes, consegui fazer do mar e das areias de praia, o momento propício para não cair num estresse grande, que muitos duvidam, sem se darem conta de que em pensamentos dos outros, não existe quem consiga decifrar. E daí começam as discussões sem fundamento, sem justiça e muito mais.
A criatura humana é, talvez, muito complexa e até inconsequente. Que continue do jeito que lhe convier. Já me afastei de certas minúcias e de certas faltas de querer bem.
Esse texto terminou sendo uma miscelânea de assuntos, por mais que a Literatura assim não recomende. Faz de conta que gosto sempre de mudar de alhos para bugalhos, com toda a minha liberdade de escrever, sem atingir nenhum dos meus convívios ou não...
Escrevo de forma tumultuada em meu trabalho, visando sair da mesmice de muitas mesmices. Das responsabilidades que são muitas. Havia uma inspiração ainda atormentada e quando assim estamos, é preciso tomar uma solução. Ou então, nos conformemos com a realidade sem ilusões...

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Acordes da vida...


Sozinha em meu quarto, alheia aos acordes da vida, sinto-me diferente e domino com relativa dificuldade o sentimento que se instala em mim, indefinível e silencioso.
Também pudera, o estar só já é um estado de espírito que , se não entristece, pelo menos dá vez ao imaginário de nossas mentes.
Sozinha em meu quarto, tento me deleitar com o aconchego do canto/recanto, ornamentado de flores e de lençóis azuis acetinados. Pelo menos, a solidão não consegue fazer com que os meus olhos não sintam a beleza deste esplendoroso quarto, preparado com as mãos do perfeccionismo e da sensualidade.
Estou só fisicamente. O meu esposo e a minha filha se encontram ausentes na labuta de seus dias.
Penso em tudo e em quase nada. Preencho as lacunas com temas sérios e outros um tanto fúteis. Ouço Maria Betânia e me deixo transportar pelas letras de seu repertório.Ai de mim se não tivesse tantos aparelhos que dão ao meu quarto, quase"jaula", um toque de magia e de fuga...
A vida e suas nuances. Um dia sim e outro não. A união desfeita e os mecanismos de defesa atuando de forma inevitável.
Sinto saudades e perdoo o tempo que chegou quase devagarinho, arrebatando laços que, talvez, nunca se tornaram nós. Por isso desataram na continuidade do nunca foi.
A Filosofia toma o lugar de minhas palavras e permaneço calma e inquieta, ao mesmo tempo. Sentimentos contrastam e se amarram. Difícil entender o que sinto. Vida, vida minha.
Fui me tornar escritora, ou não, em tempo muito diferente da existência de meu pai, herdando a sua intelectualidade em grau mínimo, mas fazendo jus a esta Genética.
A noite cai e a lua aparece iluminada. Ainda estou só, no meu canto/recanto, fazendo de mim uma mulher mais destemida. E que venham os sonhos e a certeza de que estou mudada...Difícil, mas não impossível, meus amados leitores

domingo, 22 de setembro de 2013

E de sonhos irreais....


A madrugada me deixou acordada. De olhos abertos na escuridão, deixei os meus pensamentos soltos e perdidos em cenas que já foram vividas e revividas. Já disse que em noites assim, tudo parece mais pesado e até mais fantasmagórico.
Pedi a Deus e aos Santos que me dessem o sono da madrugada, mas enfrentei-a com resignação e sofreguidão. Imaginei de tudo , do antes ao depois. Pensei muito em minha mãe. A dor da perda era inconformável. De luto recente, esqueci ou fiz esquecer os últimos tempos dela em tamanho sofrimento, para deixar que a saudade tomasse conta de mim. Não há como esquecer todos os seus mimos, a sua dedicação materna, a sua proteção e o Porto Seguro que foi para mim. Tamanha dor e uma saudade sem dimensão.
De olhos abertos, queria lhe ver e conversar. Falar de tudo , de sua ausência e do meu padecer. Madrugada insone de tantos pesares.
Depois vieram as outras cenas futuras, imaginadas e vividas como se pudéssemos viver um futuro apenas inventado e reinventado, apontado pelas situações atuais que podem mudar como um dia que ficou tão diferente....
Senti saudades do antes e do depois. Daquilo que é real e presente, elevado hoje para uma vida que ainda está por vir. Madrugada insone de tantos pesadelos, acordada. Existem imaginações que se tornam quase fatos e que nos levam a vivê-los por força de tanto poder.
Em lençóis de cetim, coberta e de olhos abertos, pude ver as sombras que, mesmo na escuridão, eram sombras. Madrugada boa e adversa. Não houve plenitude. Foi uma madrugada de sonhos, de lembranças, de medos, de alegrias e de pensamentos, numa miscelânea de sentimentos. Não foi madrugada de horrores. Foi de saudades contidas e de sonhos irreais....

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Da minha varanda...


Da minha varanda,
Espero ansiosa
Oh amada lua cheia,
Anunciada e almejada.
Lua, iluminada e resplandecente.
Passou para mim
O tempo dos enamorados,
Mas ainda permanecem as chamas do amor infinito...
Oh amada lua cheia,
Iluminaste as minhas noites,
Quando a juventude era tão bela.
Hoje, na maturidade,
As chamas acesas
Ainda são o meu alento
De um amor perene,
De um desejo íntimo e profundo!!!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ai de mim, neste momento...


Coloquei os meus óculos. Não havia luz e o tempo era ermo. Acendi a vela e peguei a lamparina, lembrando tempos de antigamente, como já havia lido em livros. Tinha eu plantado rosas e colhido espinhos. Absorta em meus pensamentos, indagava-me silenciosamente o porquê do acontecido.
Talvez não me fosse surpresa esta dor , mas se constituía quase um pesadelo acordada. Estava com frio , pois aquilo que não se espera, arrepia...
Teci os meus pensamentos, um a um, na certeza ou quase certeza de uma caminhada tortuosa , onde tudo poderia ser mudado. Ai de mim, neste momento.
Voltei ao passado e deixei de lado as fotografias, prova maior do que aquilo que se passava no meu eu. Estava quieta estes dias, mesmo sendo vítima de uma agitação explicável, mas não aceita....
Apelei para o meu Tercinho. Ele sempre me faz companhia. Trago-o comigo e nunca perco a fé junto a ele. Este foi o meu consolo. Fiz das minhas Orações a última esperança.
Coloquei os meus óculos. Era necessário assim fazer. Não havia luz e o tempo era ermo. O telefone sem razão de existir mais, permanece mudo. Tenho , por isso, sentimentos avessos a minha ternura tão incorporada desde criança. Esta criança que, por certo, me deixou, quando a inocência me abandonou. O mundo se encarregou de me mostrar a maldade, a injustiça e, agora, os espinhos...
Estava quieta em meu cantinho. Uma força interior me impulsionou ao meu blog. Não sei se fiz bem ou se fiz mal. Quando a dor é tão doída, é necessário uma solidão inerente ao peso do fato.
E vocês, meus leitores, assíduos na busca de mais um texto, ficam hoje perdidos num turbilhão de incógnitas. Já escancarei muita coisa. Mas, agora não. Perdoem o meu momento. Ele haverá de passar. Já perdoei a muita gente, deem-me agora o aperto dos seus abraços. Estou um tanto carente de vocês, também...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nem Rei e nem Rainha...


Precisava escrever este texto, nem que ficasse mais de dez dias sem escrever uma linha. Há momentos em que nos sentimos pequeninos, fragilizados e necessitados de uma mão amiga e de um abraço apertado. Nesse instante não existem Rei e nem Rainha, Príncipe e nem princesa. Terrível engano dos onipotentes, a insensatez do sempre igual. A vida mudando em frações de segundos. Parece até a nossa pressão arterial que em tres minutos está diferente. Esta comparação, tão a grosso modo, reflete um pouco do meu estado de espírito. Oxalá, consiga eu um pouco de paz.
A vida e suas nuances. Os mistérios e a realidade. A certeza andando lado a lado com a incerteza. A felicidade plena que acho nunca existiu. O dinheiro se transformando em fome. Os carinhosos e os frios de ânimo. Eu menor do que os menores.
O mundo dos pequeninos, a miséria dos descamisados, os pseudo castelos tão transitórios. O mundo muito pequeno para me sustentar neste instante. A perda do chão e a dificuldade para caminhar. O passado esquecido e a ingratidão tomando conta do nosso presente. A lágrima contida e a saudade apertada...
Vida, vida minha. Tamanha é a dor e pequenas as palavras. Escassas palavras. Mimos ausentes. A dor do outro sendo apenas a dor alheia. A ilusão do sempre igual. A eternidade longínqua. O infarto inusitado e a morte fulminante. Tanta beleza substituída por desespero. O Deus dos que têm fé e daqueles que são agnósticos. A medalha e o seu reverso. O riso e o pranto tão perto um do outro...
A noite substituindo o dia. A escuridão que substitui tanta luz. O medo e a falta de temores. O ser humano esquecendo de sua condição. Momentos de fragilidade e o mundo girando. Eu assumindo o lugar do outro e o esquecimento do outro de que nada somos....

Antes que lhe fizesse estragos...


Aos poucos, vamos mudando as nossas condutas e as antigas atitudes ficam para trás. Aos poucos, esquecemos as insistências nossas, os desprezos sofridos, as negativas frequentes do nosso vizinho e começamos a entender que o tempo é outro e que existem alternativas para trabalharmos os nossos caminhos. Há coisas e até pessoas que não nos pertencem mais. Há um limiar em nossos comportamentos. Existe um eu amargurado que pede mudanças... E o cotidiano, antigo hábito, se transforma e sofre mutações várias.. É a vida!
Não, não foi fácil. Rezei muito e insisti mais do que poderia ter feito. Tenho um perfil que comporta muito amor, solidariedade, uma dose de inocência e, acima de tudo, o perdão.
Em meio às tempestades, sofri um bocado, talvez aquilo que merecesse sem saber por quê. Às vezes, sinto-me perdida e , em outras, cultivo em mim um sentimento de conformação e de maior bem estar. Impossível me machucar tanto e chorar as lágrimas da injustiça. Isso dói e dilacera.
Vida, vida minha. Em meu quarto, procuro me aconchegar, deito e rolo, penso tudo que quero refletir, faço castelos no ar, vou tecendo mecanismos de defesa, faço leituras, vejo a televisão suportavelmente.
O tempo me ensinou muito. Aprendi a calar e falei menos. O silêncio em mim se fez maior e notório. Não tenho mágoas e nem rancores. Fiz muito do que mandou o meu coração e este nunca envia mensagens avessas e agressivas.
Aos poucos, descobri-me outra. Ainda que tivesse abafado a minha liberdade de falar, achei melhor assim.Que os meus leitores compreendam as minhas mudanças. A vítima não se tornou protagonista,

mas acompanhou o tempo, antes que este lhe fizesse estragos....