
Movida por emoções, sou capaz de me modificar quase toda. Impossível conseguir, em sua totalidade, que as emoções não mexam com o nosso físico, psíquico e social.
A vida e suas nuances. Os sentimentos nem sempre iguais. O tempo acarretando benefícios ou não. As pessoas e o mundo dando os seus giros. A gente, um dia sim e outro não.
Movida por emoções já tomei decisões precipitadas, já chorei por impulso, já tive arrependimentos, já cometi atitudes adversas e disse palavras que não seriam do meu vocabulário.
A maturidade me fez lapidar os meus poucos erros e me ensinou a usar mecanismos de defesa que passaram a controlar as minhas emoções, na medida do possível e, às vezes, do impossível.
Evidentemente, que existem aquelas emoções de tão grandes proporções que nos deixam perdidas no comando das próprias.
Hoje, vivencio mais um dia de luto. A morte de minha mãe me fez ficar inquieta e se alojou em mim uma angústia difusa que me deixa entristecida. E a emoção, mais uma vez, toma o maior lugar em meu ser e eu choro baixinho e convulsamente porque a dor foi forte demais.Não tem maturidade que sufoque a perda da figura materna, a impotência diante da orfandade ou a certeza de que partiu para nunca mais voltar.
Encontro-me na Universidade. Estou só e reflexiva. Dilacerante é a dor em meu peito. A insuportável sensação do vazio. O sofrimento e a lacuna tão grandes quanto dolorosas.
Movida por emoções já quase me tornei outra. O pior ou o melhor é que falta, por vezes, um entendimento do outro. E aí cabe a nós o consolo sozinha, abandonada, mas com fé.
Movida por emoções, vou vivendo e vou caminhando, fazendo do pior o melhor e do mal o bem.
Sinto, neste momento, que é hora de parar um pouco. A inspiração vai indo embora porque a emoção é sempre a maior...






