Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

É sempre a maior....


Movida por emoções, sou capaz de me modificar quase toda. Impossível conseguir, em sua totalidade, que as emoções não mexam com o nosso físico, psíquico e social.
A vida e suas nuances. Os sentimentos nem sempre iguais. O tempo acarretando benefícios ou não. As pessoas e o mundo dando os seus giros. A gente, um dia sim e outro não.
Movida por emoções já tomei decisões precipitadas, já chorei por impulso, já tive arrependimentos, já cometi atitudes adversas e disse palavras que não seriam do meu vocabulário.
A maturidade me fez lapidar os meus poucos erros e me ensinou a usar mecanismos de defesa que passaram a controlar as minhas emoções, na medida do possível e, às vezes, do impossível.
Evidentemente, que existem aquelas emoções de tão grandes proporções que nos deixam perdidas no comando das próprias.
Hoje, vivencio mais um dia de luto. A morte de minha mãe me fez ficar inquieta e se alojou em mim uma angústia difusa que me deixa entristecida. E a emoção, mais uma vez, toma o maior lugar em meu ser e eu choro baixinho e convulsamente porque a dor foi forte demais.Não tem maturidade que sufoque a perda da figura materna, a impotência diante da orfandade ou a certeza de que partiu para nunca mais voltar.
Encontro-me na Universidade. Estou só e reflexiva. Dilacerante é a dor em meu peito. A insuportável sensação do vazio. O sofrimento e a lacuna tão grandes quanto dolorosas.
Movida por emoções já quase me tornei outra. O pior ou o melhor é que falta, por vezes, um entendimento do outro. E aí cabe a nós o consolo sozinha, abandonada, mas com fé.
Movida por emoções, vou vivendo e vou caminhando, fazendo do pior o melhor e do mal o bem.
Sinto, neste momento, que é hora de parar um pouco. A inspiração vai indo embora porque a emoção é sempre a maior...

domingo, 8 de setembro de 2013

E nem conto de Fadas...


"Eu pensava já ter visto tudo....mas....". Esta frase é de autoria da grande escritora Lya Luft e cada vez eu me toco mais com as nossas afinidades e a nossa forma de pensar bem parecida. A vida parece ser vista por nós duas sob um ângulo que se assemelha e se completa.
E daí , partindo de acontecimentos reais, nunca imaginados, neste momento, me surpreendo e vejo que o inusitado não é criação e nem conto de fadas.
Vivo um momento de luto por morte de minha mãe. Que os meus colegas deixem-me falar e desabafar. Acudam-me porque é meu esse instante. Não comparem. Cada um com cada qual. É UM MOMENTO ÚNICO, ÍMPAR NA MINHA FORMA DE VIVENCIAR.
Perdi o meu pai há vinte anos atrás.Não comparo e nem comparei em momento algum. O tempo foi outro, a dor foi cruel, mas hoje é diferente. Não em dimensão. É que eu mudei, a vida me deu ganhos e perdas, a afetividade não parece ser desigual, porém já tenho novos valores que não estavam arraigados naquela hora, numa idade diferente, num Rio cuja correnteza deu voltas.
Sinto-me fatigada física e mentalmente. Sentimentos que eu guardo na minha caixinha de segredos, tenho remoído. Para bem da verdade, estou irritadiça perante a morte e o morrer. Minha mãe me deixou uma lacuna incalculável. Quando o meu pai se encantou, ficou a minha mãe. Hoje não tem mais ela e nem tampouco ele. Há aí já um diferencial que, julgado, pensado e repensado não é a mesma coisa.
Permitam-me que eu desabafe uma , duas, seis vezes. Há uma escuridão em meus olhos. Desculpem-me se quero colo, mesmo de maneira forjada. A maturidade me deu muito e muita coisa, mas não me ensinou a ficar ÓRFÃ DE PAI E DE MÃE.
Meu pai era a figura que me acudia nos momentos quase sempre incertos. A minha mãe, um porto seguro, a certeza das maiores incertezas. A mulher das prendas do lar e a doação completa a nós todos, os seus rebentos tão seus.
O meu pai, o meu orgulho, querendo ou não, pela figura de Homem Público. Agora, nem pai e nem mãe...e então...
Vou me conformando aos poucos. Deem-me um tempo, deixem-me contar e recontar a sua morte. Tudo passa e fica a saudade.
Afinal, afinal "O Tempo é um Rio que corre." Este é o próximo livro da escritora Lya Luft. Aguardemos.....

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Saudades, Mamãe!!!!!!


Este talvez seja o texto mais difícil para eu escrever. A dor é grande e a saudade é sem dimensão. Você se foi, mamãe, sem que nunca quisesse eu aceitar a sua partida para não mais voltar.
Deixo que as minhas lágrimas molhem o meu rosto, revivendo toda a nossa cumplicidade, detalhada e intimamente reservada . Com certeza, as nossas conversas, tão nossas, haverão de ser terminadas um dia, quando nos reencontrarmos.
Paira em mim um mundo de recordações que me deixam absorta e contribuem para que haja uma dificuldade grande até em começar a escrever.
Difícil entender tanto amor devotado por minha mãe aos seus seis filhos. Com ela aprendi a ser boa, a ter solidariedade, a ter pureza, a não alimentar rancores e , principalmente, a perdoar.
Mãe extremamente dedicada, cuidou de cada um dos filhos, dando no momento oportuno o seu maior amor e a sua maior doação. Nunca me faltou nos meus momentos de alegria e na certeza minha de que encontraria nela o meu porto seguro. E sempre encontrei...
Inúmeras e inúmeras vezes foi a UPE, no meu ambiente de trabalho, para me confortar da forma como ela julgava fosse necessário. Foi uma mãe plural e única , de acordo com a hora propícia de cada um dos seus rebentos.
Era a pessoa que eu mais admirava. Linda pela própria natureza, ostentava uma simplicidade que lhe fazia sinônimo da sua falta de orgulho.
Da infância a idade adulta e à maturidade, tratou-me com muita ternura, não medindo consequências para me ver bem.
Falar de saudades neste momento é quase uma redundância do que já mostra a minha face entristecida, onde as lágrimas fizeram morada, desde o dia de ontem.
A minha infância de tanta segurança em minha mãe, a minha adolescência ajudada por ela nos mínimos detalhes, a fase adulta, o nascimento de minha filha e a maturidade, não poderiam ter sido tão boas sem o exemplo de minha santa mãezinha.
Mãe: não me preparei para viver sem você. O velho sobrado, arquivo vivo de nossas peraltices, de nossos namoros, de nossas alegrias, da tristeza com amores rompidos, tinha em você a figura principal e conselheira. Se nele fomos felizes, devemos , em grande parte, ao seu alento.
Como então me separar de você, minha mãe? Acho que ainda não cheguei à resposta desta pergunta: por que as mães morrem?

Repito este texto, estimulada pelos mais de oitenta e-mails recebidos de leitores, enaltecendo as minhas inspiração e emoção.Além de um grande número de elogios presenciais.
Texto feito por mim um dia após a morte de minha mãe. (Sexte feira, 30/08/2013.)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Rolo na cama...


Tento abrir o meu coração em pedacinhos,
Como se possível fosse.
Sozinha em meu quarto,
Rolo na cama
E sonho sonhos perdidos....
Tento abrir o meu coração em pedacinhos,
Sinto tudo que imagino,
Dias passados e outros futuros...
Penso e repenso,
Conteúdos reais, imaginados e impossíveis.
A vida é um enigma,
Tão bela quanto inusitada.
Tarde de amores perdidos,
Daqueles queridos e portos seguros.
Eu e os meus pensamentos,
Você que não pode vir
E eu que não lhe esqueço...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Lágrimas de saudades...


E o mês de setembro chegou, como haveria de chegar. Com sonhos, com flores, com o sol aparecendo e reaparecendo, para alegria de muitos e trazendo as esperanças daqueles que tanto esperavam.
E o mês de setembro chegou sem algumas sombras, mas com a realidade doída de quem não queria que assim fosse. Setembro chegou sem a minha mãezinha, trazendo-me a triste condição de órfã, para quem já esperava, porém não aceitava acreditar.
E o mês de setembro chegou. Quem me vê agora, vê em meus olhos uma tristeza manifesta, olheiras aparentes, choros convulsos que vêm inesperadamente. Já estava, na certa, escrito que o dia 29 de agosto levaria a minha mãe, encantada numa manhã de quase setembro. Esta bruxa malvada levou na mesma data, de anos bastante diferentes, a minha mãe e a minha avó paterna. Logo no mês do meu aniversário.Deixou-as vivas todo o mês , para levá-las para longe, antes que setembro chegasse.
Lembranças de tempos idos, da segurança que nunca me faltou, das mãos de minha mãe apertando as minhas nos momentos mais difíceis.
O horror da morte e do morrer, eu assisti lentamente, ou não, os apitos do oxímetro mostrando pouco a pouco as batidas do seu coração indo embora, até deixarem de existir....
Terrível sensação do nunca visto. Os seis filhos de mãos dadas rezando e dizendo a ela as últimas palavras. Meu Deus foi tristíssimo. Os filhos chorando e a minha mãe morta, para nunca mais voltar. O meu esposo e o meu irmão, médicos, auscultando o seu coração. Ela inerte, cianótica e largada, acarinhada pelos seus filhos.
Nunca vou esquecer este momento de quase setembro. Ando vagando sem destino. Para mim,não tem setembro e nem verão. Tenho lágrimas de saudades doídas , muito doídas...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"Pisca, pisca me chamando."


O cair da tarde
Parece que é sempre mais nublado,
Quando o coração está triste...
Lembranças e grandes recordações,
Conversas intermináveis,
Que aguardam o reencontro.
Hoje foi tudo mais sentido
A gente tem dessas coisas,
Que nem sabem explicar por quê.
A noite chega,
A lua desponta,
Uma estrela no céu brilha.
Penso tanto e sonho demais.
Perdi a minha mãe
E o meu porto seguro.
Tamanha dor,
Justificada saudade...
Acho que a estrela que brilha,
"Pisca, pisca me chamando."
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sábado, 31 de agosto de 2013

Mais uma vez, mamãe...


Dormi pensando em você
Acordei na inquietude de
De sua perda.
Inimaginável vontade
De lhe ver, de lhe sentir
E de saber.
Não existe mais nada de você,
A presença/ausência
Se faz viva no meu coração.
A tristeza da sua partida
Dói n'alma
E me deixa assustada.
Se antes, era você
Hoje, sou eu
Com a saudade
E uma tristeza angustiada.
Volta, mãe,
Para me dar a mão,
Mais uma vez...