Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sábado, 31 de agosto de 2013

Mais uma vez, mamãe...


Dormi pensando em você
Acordei na inquietude de
De sua perda.
Inimaginável vontade
De lhe ver, de lhe sentir
E de saber.
Não existe mais nada de você,
A presença/ausência
Se faz viva no meu coração.
A tristeza da sua partida
Dói n'alma
E me deixa assustada.
Se antes, era você
Hoje, sou eu
Com a saudade
E uma tristeza angustiada.
Volta, mãe,
Para me dar a mão,
Mais uma vez...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Saudades, mamãe!!!!


Este talvez seja o texto mais difícil para eu escrever. A dor é grande e a saudade é sem dimensão. Você se foi, mamãe, sem que nunca quisesse eu aceitar a sua partida para não mais voltar.
Deixo que as minhas lágrimas molhem o meu rosto, revivendo toda a nossa cumplicidade, detalhada e intimamente reservada . Com certeza, as nossas conversas, tão nossas, haverão de ser terminadas um dia, quando nos reencontrarmos.
Paira em mim um mundo de recordações que me deixam absorta e contribuem para que haja uma dificuldade grande até em começar a escrever.
Difícil entender tanto amor devotado por minha mãe aos seus seis filhos. Com ela aprendi a ser boa, a ter solidariedade, a ter pureza, a não alimentar rancores e , principalmente, a perdoar.
Mãe extremamente dedicada, cuidou de cada um dos filhos, dando no momento oportuno o seu maior amor e a sua maior doação. Nunca me faltou nos meus momentos de alegria e na certeza minha de que encontraria nela o meu porto seguro. E sempre encontrei...
Inúmeras e inúmeras vezes foi a UPE, no meu ambiente de trabalho, para me confortar da forma como ela julgava fosse necessário. Foi uma mãe plural e única , de acordo com a hora propícia de cada um dos seus rebentos.
Era a pessoa que eu mais admirava. Linda pela própria natureza, ostentava uma simplicidade que lhe fazia sinônimo da sua falta de orgulho.
Da infância a idade adulta e à maturidade, tratou-me com muita ternura, não medindo consequências para me ver bem.
Falar de saudades neste momento é quase uma redundância do que já mostra a minha face entristecida, onde as lágrimas fizeram morada, desde o dia de ontem.
A minha infância de tanta segurança em minha mãe, a minha adolescência ajudada por ela nos mínimos detalhes, a fase adulta, o nascimento de minha filha e a maturidade, não poderiam ter sido tão boas sem o exemplo de minha santa mãezinha.
Mãe: não me preparei para viver sem você. O velho sobrado, arquivo vivo de nossas peraltices, de nossos namoros, de nossas alegrias, da tristeza com amores rompidos, tinha em você a figura principal e conselheira. Se nele fomos felizes, devemos , em grande parte, ao seu alento.
Como então me separar de você, minha mãe? Acho que ainda não cheguei à resposta desta pergunta: por que as mães morrem?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Estou viva...


O não que eu não pedi,
A solidão que eu não plantei,
A busca incessante de amigos fraternos.
Eu me amando mais,
Novos caminhos,
Jogado fora tudo que me faz mal...
Eu e a minha solidão,
Às vezes boa companheira,
Em outras, algo que não sei lidar.
Noite, noite minha,
Coloquei no lixo a agressão desmedida,
Esqueci o desprezo
E busquei a esperança,
Que bom que foi em tempo...
Que bom que estou viva...( Eliana Pereira )

Mais uma vez....


E a noite calou,
A travessia terminou,
Os sentimentos, mais uma vez,
Deram uma nova guinada.
Perdão, que é abençoado,
Não permite falar alto.
E a noite calou,
Surgiram luzes e o brilho,
Que eu assimilei.
Esqueci tudo,
Em prol de tantos sentimentos bons.
Já é dia,
Parto para outros patamares.
Quem não perdoa,
Não verá o Reino dos Céus.
E a noite calou.
Mais uma vez....( Eliana Pereira )

sábado, 24 de agosto de 2013

Narcisista e sensual...



Nem sempre é fácil atravessar a noite. A negritude do momento faz os fatos se tornarem exacerbados. Eu diria que em tempos idos, eu deitava para dormir. Hoje, por vezes, eu deito para pensar.
A vida e suas nuances. O dia e a noite, cada um com as suas características especiais. O céu de brigadeiro e o céu com a sua lua, vislumbrando a madrugada, onde fantasmas se tornam reais pelos amedrontadores pensamentos noturnos. Já vivi e revivi tanta coisa. A maturidade fez com que eu tivesse vivenciado muitos momentos, alguns prazerosos, outros resquícios de um dia um pouco complicado. E as idas e vindas aos Restaurantes e bares da vida. E as turras e os sorrisos verdadeiros.
Nem sempre é fácil atravessar a noite. Em um barco à deriva, sonhamos acordados e vivenciamos o inusitado com as lágrimas manifestas, difíceis de serem contidas. Ainda bem que as minhas secaram.....
Sábado de muitos sábados. Os almoços em Restaurantes, os shoppings que de atraentes levam o nosso dinheiro. A família reunida e unida. O descanso, por vezes, cansativo e a casa no brilhantismo de nossos caprichos.
Gosto de escrever casos mirabolantes e até de inventar verdades. Faz parte da índole do escritor, sem culpas e sem premeditações.Criamos momentos mágicos, quando tentamos vivenciá-los de forma quase lírica.
Gosto de falar da maturidade porque esta me faz bem. Há quem pense o inverso do que eu sinto. Que tem até pena das vivências e mais vivências. Não se lembram que a vida é uma estrada e muito bom será quem se divirta em cada fase e dela tire o seu maior proveito.
A noite chegou. Quando vier a hora de deitar, os meus lençóis de cetim e de rosas poderão ser a motivação para um bom sono.
Quase setembro. A praia já se anuncia e eu espero de braços abertos.
Mas, nem sempre é fácil atravessar a noite. Eu que o diga. Atravessei a trancos e barrancos, em certa noite, e sou hoje a certeza de uma bela vida. Á la Oscar Wilde, vou vivendo: narcisista e sensual....

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Esqueço os fatos....


Quase não está me sobrando tempo para escrever. Ando às voltas com as obrigações do dia a dia. A gente vai encaixando uma aqui e outra acolá. De qualquer forma fica difícil buscar palavras, frases e textos neste corre corre, onde os dias são um sim e outro não....
Às vezes não é tão fácil ter inspiração e forças para vencer as intempéries da vida, conforme sabem os meus leitores mais chegados. Tenho lido menos e pensado mais nos intervalos que me são escassos.
A noite, hoje, com um céu azul de brigadeiro, visto de minha varanda, dá-me uma certa leveza e um certo rasgo de inspiração, onde me torno autora e protagonista.
Mais uma vez, descortino as ondas do mar e , embora sozinha, tenho uma sensação de relax. Deixo que a minha imaginação corra solta e vislumbro a vida tal qual ela me parece e me aparece, quando o anoitecer traz consigo a negritude do tempo.
Vida, vida minha, não gosto de lembranças insistentes e persistentes. Embora também nos sejam companhias, são também motivações, muitas vezes, de um ar de tristeza, na certeza de que não voltam mais. Bom seria que os momentos bons e edificantes não fizessem parte apenas de um tempo que é inexorável.
Volto ao meu quarto. Com algumas provações, encontro na minha cama e na alvura de meus lençóis o encanto que me faz falta em muitas horas. Deito e rolo sobre a cama, esqueço os fatos e me dispo para um banho energizante e quase delirante. E por que não?
Não sou das letras mais livres e nem de pornografias. Nunca fui. Agora, meus leitores, deixar de dar um toque sutil de uma sexualidade, seria um falso moralismo. E não costumo ter uma máscara que encubra o meu eu que sempre se manifesta....

terça-feira, 20 de agosto de 2013

E descrever miragens...



Gosto do meu jeito de ser. Os leitores já devem ter percebido que tenho em mim dois lados que atuam numa cumplicidade e na hora certa. Conservo o meu jeito infantil, porque a minha pureza sempre se faz presente.
A maturidade, por outro lado, me fez abrir os olhos para a razão e não só para a emoção. E é assim que ajo e me comunico.
Gosto do meu jeito de ser. Acho até que essa peculiaridade minha, faz-me agradar a uns e a outros.
Às vezes, me retraio e , por outras, me manifesto. Sou eu e minhas circunstâncias, como já disse autor dos melhores. Neste momento, sou assim e não sou tanto. Escondo tristezas e abro um riso maroto. Finjo não estar sendo agredido e me preparo para uma guerra surda. Daquelas inesperadas e das outras anunciadas.
Vida, vida minha, e se não fosse assim? Já fui vítima e já me acoei. Já fiz interpretações erradas e me surpreendi. Na maioria das vezes, conheço e reconheço o bem e o mal.
O escritor, por vezes, é um fingidor. Finge que não dói e mostra, nas entrelinhas, para os vivos e inteligentes, a sua dor cruel. Nada é tão característico no poeta. Quisera ser uma grande poetisa para imaginar coisa e descrever miragens...
Gosto do meu jeito de ser. Pior seria não me gostar. E o dia me traz essas verdades que do inconsciente falaram alto. Mais um dia neste mundão de meu Deus. A alegria brincando com a tristeza. O amor gritando os seus apelos. O meu trabalho sempre abençoado. O perdão na minha vida. O diálogo e o monólogo. Eu assim e nunca mais...