Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Esqueço os fatos....


Quase não está me sobrando tempo para escrever. Ando às voltas com as obrigações do dia a dia. A gente vai encaixando uma aqui e outra acolá. De qualquer forma fica difícil buscar palavras, frases e textos neste corre corre, onde os dias são um sim e outro não....
Às vezes não é tão fácil ter inspiração e forças para vencer as intempéries da vida, conforme sabem os meus leitores mais chegados. Tenho lido menos e pensado mais nos intervalos que me são escassos.
A noite, hoje, com um céu azul de brigadeiro, visto de minha varanda, dá-me uma certa leveza e um certo rasgo de inspiração, onde me torno autora e protagonista.
Mais uma vez, descortino as ondas do mar e , embora sozinha, tenho uma sensação de relax. Deixo que a minha imaginação corra solta e vislumbro a vida tal qual ela me parece e me aparece, quando o anoitecer traz consigo a negritude do tempo.
Vida, vida minha, não gosto de lembranças insistentes e persistentes. Embora também nos sejam companhias, são também motivações, muitas vezes, de um ar de tristeza, na certeza de que não voltam mais. Bom seria que os momentos bons e edificantes não fizessem parte apenas de um tempo que é inexorável.
Volto ao meu quarto. Com algumas provações, encontro na minha cama e na alvura de meus lençóis o encanto que me faz falta em muitas horas. Deito e rolo sobre a cama, esqueço os fatos e me dispo para um banho energizante e quase delirante. E por que não?
Não sou das letras mais livres e nem de pornografias. Nunca fui. Agora, meus leitores, deixar de dar um toque sutil de uma sexualidade, seria um falso moralismo. E não costumo ter uma máscara que encubra o meu eu que sempre se manifesta....

terça-feira, 20 de agosto de 2013

E descrever miragens...



Gosto do meu jeito de ser. Os leitores já devem ter percebido que tenho em mim dois lados que atuam numa cumplicidade e na hora certa. Conservo o meu jeito infantil, porque a minha pureza sempre se faz presente.
A maturidade, por outro lado, me fez abrir os olhos para a razão e não só para a emoção. E é assim que ajo e me comunico.
Gosto do meu jeito de ser. Acho até que essa peculiaridade minha, faz-me agradar a uns e a outros.
Às vezes, me retraio e , por outras, me manifesto. Sou eu e minhas circunstâncias, como já disse autor dos melhores. Neste momento, sou assim e não sou tanto. Escondo tristezas e abro um riso maroto. Finjo não estar sendo agredido e me preparo para uma guerra surda. Daquelas inesperadas e das outras anunciadas.
Vida, vida minha, e se não fosse assim? Já fui vítima e já me acoei. Já fiz interpretações erradas e me surpreendi. Na maioria das vezes, conheço e reconheço o bem e o mal.
O escritor, por vezes, é um fingidor. Finge que não dói e mostra, nas entrelinhas, para os vivos e inteligentes, a sua dor cruel. Nada é tão característico no poeta. Quisera ser uma grande poetisa para imaginar coisa e descrever miragens...
Gosto do meu jeito de ser. Pior seria não me gostar. E o dia me traz essas verdades que do inconsciente falaram alto. Mais um dia neste mundão de meu Deus. A alegria brincando com a tristeza. O amor gritando os seus apelos. O meu trabalho sempre abençoado. O perdão na minha vida. O diálogo e o monólogo. Eu assim e nunca mais...

domingo, 18 de agosto de 2013

Mar revolto...


Acordei-me cedo como tantos e quantos dezoito de agostos. Como sempre, os meus entes queridos em minha casa, tinham preparado o café da manhã, regado às frutas deliciosas, como manda o figurino.
Rezei o terço e assisti a missa. Não poderia deixar de agradecer por mais um ano, além de , mais do que nunca, pedir pela paz de minha Santa mãe. Que Deus olhe por ela e lhe dê o que ela mais precisa.
Mais um aniversário de tantos outros. Hoje tudo é diferente. Sem o pai que tinha sempre o seu presente nas mãos e sem os mimos de minha mãe que preparava a festa, a comemoração e o meu vestido novo. Lembro-me bem de tudo isso. E passou...
O tempo é inexorável. O mundo gira e a vida passa. Trilho hoje novos caminhos. Os presentes são do meu esposo e da minha filha querida. Sou a proteção e a confiança. Sou eu com as minhas perdas e ganhos. Sou eu sem o tanto que vivi e com o muito do que vivo.
Apesar de todos os pesares do momento, há uma casa preparada com muitas flores.Não poderia ser diferente. A gente chora por dentro e sorri um pouco por fora, pois não posso permitir que me deixe ser tão triste, neste dia de hoje. Tenho um núcleo familiar que me quer ver bem. Ainda mais depois do meu evento quase fatídico.
Mas, chove tanto nas minhas redondezas. O mar revolto é uma manifestação do tempo. A minha alma se deixa embalar por alguns sentimentos contrários...
Acordei cedo e rezei o terço. Hoje algo é diferente. Tenho um coração cortado e remendado. Uso em minha linguagem o simbolismo da hora. Teria que ser assim.
E o dia começa festejando dezoito de agosto. Debaixo de trancos e barrancos, ele existe. E o meu irmão lembra de mim: o telefone toca e eu sinto o meu coração muito alegre, batendo em rítmo cadenciado. Estou viva e presente no coração dele!!!!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Não me peçam nada...



Não me peçam hoje palavras bonitas. Não me peçam que eu fale de alegria. Há em mim um silêncio perturbador e uma dor dilacerante. Nem sei o que dizer e porque dizer. Nem sei como digitar e falar da vida num momento de muita intranquilidade.
E o tempo mudou. Transformou-se no espaço e na razão de ser. Tento falar e a minha voz sai esmagada, dilacerada e angustiada.
Não me peçam que eu hoje seja tão eu. Não me peçam nada. Estou escrevendo tudo que o meu coração dita, sem nem sequer lapidar o meu pensamento.
Todos sabem que a finitude existe para cada um. Todos aprenderam que a morte é a maior das certezas. Difícil é a conformação e o tempo da vivência do final de ente tão querido, queridíssima.
Não me cheguem com palavras doces, se não consigo sorrir. Nem consigo dormir e ando solta feito um andarilho porque não poderia ser diferente.
Em meu quarto, neste momento, nada me apraz. O fantasma da bruxa maldita leva o ser humano a um sofrimento terrível e interminável.
Tantas mudanças e tantos desacertos. A infância perdida no adulto que ficará órfã. A fraternidade com e sem fraternidade. O imaginado e a realidade. Os valores aprendidos e esquecidos. Os pais tão pais quando os filhos viviam ao seu redor. A incógnita do futuro que foi tão bem preparado.
O silêncio e as verdades. Os sonhos sem realizações. A intranquilidade de quem se vai e a solidão de quem fica. O Porto antes tão seguro e hoje ameaçador. A união e a desunião brincando numa hora dessas.
Não, não me peçam nada. Amanhã poderá ser diferente. Hoje não. Quero entender o silêncio dos mortos e a vida de quem vive nesta dimensão terrena. Só...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Havia um encontro marcado....


Havia um encontro marcado. Havia uma expectativa em mim de que muito do que me atormenta, seria mudado. E modificado para bem melhor. Inimaginável sensação de desamor. Grande alteração em meu coração palpitante. Logo o meu coração mazelado e atravessado por tantas desavenças.
Não teria como mentir. Estou triste e sem destino. O porto seguro que , acho, já se foi há tempo, faz-me muita, muita falta.
E a chuva caiu forte neste dia, servindo de desculpas e de descaminhos. Parecia encomendada e recomendada. Não sei se choro ou se me mostro avessa à pesada cruz que antevejo. Queria que não fosse assim. Queria colo e uma palavra de conforto.
Alojei-me no trabalho. Este serve para dar o pão de cada dia e nos faz ficarmos ocupados, pelo menos nessa hora. Deus, meu Deus!!!!
Havia um encontro marcado, que não aconteceu. Imaginara tudo, menos a falta desse reencontro, pois um dia houvera o verdadeiro encontro, fruto de um amor abençoado e de uma doação plena.
Mais uma vez, encontro-me na Universidade, o meu refúgio e o meu prazer. A alegria encontrada no trabalho e a vontade de esquecer as mágoas que eu nunca tive, mas que um dia fui a própria vítima.
Chove lá fora, chove muito. Por certo, anuncia algo. Não estava previsto que chovesse. Havia uma alegria e uma tristeza n'alma, mas o encontro marcado seria a solução e a razão, o amor e a união seriam o meu encanto.
Estou um tanto alterada. Penso tanta coisa ao mesmo tempo. Peço graças e alimento esperanças, antes que o meu coração pare na hora em que não desejaria muito...
Havia um encontro marcado, havia uma luz eaperada e uma leveza no ar....Havia o tudo que eu esperei, já que um final não seria mais sem final...
Havia um encontro marcado. Havia sim...Só não havia a promessa de um desencontro e foi este que aconteceu...
Deus sabe o que faz!!!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Na negritude da noite...


E a gente vai vivendo como pode, debaixo de todos os atropelos e de todas as controvérsias.
Na negritude da noite, difícil se torna superar aqueles pensamentos que povoam a nossa mente e que nos parecem mais fortes quando a claridade se faz menor.
E a gente vai vivendo sozinhos ou acompanhados, porque a misericórdia Divina é o nosso sustentáculo maior.
Há um quê de silêncio em minha mente diante de sentimentos atordoados, como se houvesse um desenlace materno próximo e sofrido, muito doloroso.
E a tarde se vai sem um sol ardente, sem uma esperança no ar e sem a certeza de que tudo pode se transformar.
Escrevo frases curtas como se não pudesse fabricar palavras que dissessem de minha dor e dos meus apelos.
Na negritude da noite, quando a insônia insiste e persiste em nos assustar, rezamos o Terço e pedimos por quem mais amamos e por quem mais nos foi boa.
Sinto em mim um pensamento confuso, uma vontade de gritar mais alto, um pedido de socorro e uma crença de que poderemos continuar, como bem disse irmã, a trilhar os caminhos da vida.
A gente imagina coisas e se surpreende com outras. Não sabia a minha linda mãe como seria a proximidade de sua finitude e, muito menos, o sofrimento tão longo e tão inesperado. Dizem que a morte é a certeza das certezas. Essa premissa é mais do que verdadeira e muito mais uma suposta falta de conformação. A gente vai se acostumando porque não podemos mudar. Chega o momento em que a orfandade ameaça as nossas vidas e o instante em que a solidariedade se faz necessária.
Disse Thomas Merton que Homem algum é uma ilha.Que os nossos abraços de amor cristão nos elevem e nos façam menos sofridos.
Leitores: perdoem o texto atropelado. É o retrato da minha mente...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Difícil viver e conviver...

Difícil viver e conviver. Difícil acreditar e discernir o falso do verdadeiro. Já me vi e me declarei mudada. Outras vezes, achei que o meu lado frágil me fazia crer em palavras ouvidas e declaradas. E tudo se passava ou se passa num turbilhão de pensamentos, onde não me situo num lugar consolidado.
E a vida , e os dias, e as ilusões mudam num giro tão rápido, que me deixam atordoada. Alguém me manda beijos e se esconde novamente no silêncio e no mutismo que me deixa novamente na estaca zero.
Difícil viver e conviver. Deus me deu o dom de escrever aliada a um legado hereditário que me faz muito bem. Nesses momentos, fujo de verdades e idealizo sonhos. Sou eu apenas e sou eu imaginada. Às vezes, é necessário ser assim...
Estive ontem comemorando com a minha filha o Dia dos Pais. Excelente dia e muito bons lazeres. É quando a gente sai um pouco da rotina e atravessa os mares das realidades, fazendo-as por um tempo esquecidas. Dura pouco...
Julgo o outro no momento em que me procura. Julgo sempre para melhor. Depois vêm os enganos e os desenganos. Vêm as tristezas e os apelos. Penso coisas e concluo outras.
Sou eu sempre um anjo bom. Quisera entender as injustiças. Quisera não acreditar tanto no bem. Quisera sonhar com os pés no chão.
Difícil viver e conviver. Não devia ser assim. Comigo não. Mas, fazer o que se falo com o coração e não com a mente apenas?
Digo agora, como disse a grande escritora Clarice Lispector:" Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras."
Por enquanto, vou levando a vida assim!!!!