
Quase não está me sobrando tempo para escrever. Ando às voltas com as obrigações do dia a dia. A gente vai encaixando uma aqui e outra acolá. De qualquer forma fica difícil buscar palavras, frases e textos neste corre corre, onde os dias são um sim e outro não....
Às vezes não é tão fácil ter inspiração e forças para vencer as intempéries da vida, conforme sabem os meus leitores mais chegados. Tenho lido menos e pensado mais nos intervalos que me são escassos.
A noite, hoje, com um céu azul de brigadeiro, visto de minha varanda, dá-me uma certa leveza e um certo rasgo de inspiração, onde me torno autora e protagonista.
Mais uma vez, descortino as ondas do mar e , embora sozinha, tenho uma sensação de relax. Deixo que a minha imaginação corra solta e vislumbro a vida tal qual ela me parece e me aparece, quando o anoitecer traz consigo a negritude do tempo.
Vida, vida minha, não gosto de lembranças insistentes e persistentes. Embora também nos sejam companhias, são também motivações, muitas vezes, de um ar de tristeza, na certeza de que não voltam mais. Bom seria que os momentos bons e edificantes não fizessem parte apenas de um tempo que é inexorável.
Volto ao meu quarto. Com algumas provações, encontro na minha cama e na alvura de meus lençóis o encanto que me faz falta em muitas horas. Deito e rolo sobre a cama, esqueço os fatos e me dispo para um banho energizante e quase delirante. E por que não?
Não sou das letras mais livres e nem de pornografias. Nunca fui. Agora, meus leitores, deixar de dar um toque sutil de uma sexualidade, seria um falso moralismo. E não costumo ter uma máscara que encubra o meu eu que sempre se manifesta....





