Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 18 de agosto de 2013

Mar revolto...


Acordei-me cedo como tantos e quantos dezoito de agostos. Como sempre, os meus entes queridos em minha casa, tinham preparado o café da manhã, regado às frutas deliciosas, como manda o figurino.
Rezei o terço e assisti a missa. Não poderia deixar de agradecer por mais um ano, além de , mais do que nunca, pedir pela paz de minha Santa mãe. Que Deus olhe por ela e lhe dê o que ela mais precisa.
Mais um aniversário de tantos outros. Hoje tudo é diferente. Sem o pai que tinha sempre o seu presente nas mãos e sem os mimos de minha mãe que preparava a festa, a comemoração e o meu vestido novo. Lembro-me bem de tudo isso. E passou...
O tempo é inexorável. O mundo gira e a vida passa. Trilho hoje novos caminhos. Os presentes são do meu esposo e da minha filha querida. Sou a proteção e a confiança. Sou eu com as minhas perdas e ganhos. Sou eu sem o tanto que vivi e com o muito do que vivo.
Apesar de todos os pesares do momento, há uma casa preparada com muitas flores.Não poderia ser diferente. A gente chora por dentro e sorri um pouco por fora, pois não posso permitir que me deixe ser tão triste, neste dia de hoje. Tenho um núcleo familiar que me quer ver bem. Ainda mais depois do meu evento quase fatídico.
Mas, chove tanto nas minhas redondezas. O mar revolto é uma manifestação do tempo. A minha alma se deixa embalar por alguns sentimentos contrários...
Acordei cedo e rezei o terço. Hoje algo é diferente. Tenho um coração cortado e remendado. Uso em minha linguagem o simbolismo da hora. Teria que ser assim.
E o dia começa festejando dezoito de agosto. Debaixo de trancos e barrancos, ele existe. E o meu irmão lembra de mim: o telefone toca e eu sinto o meu coração muito alegre, batendo em rítmo cadenciado. Estou viva e presente no coração dele!!!!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Não me peçam nada...



Não me peçam hoje palavras bonitas. Não me peçam que eu fale de alegria. Há em mim um silêncio perturbador e uma dor dilacerante. Nem sei o que dizer e porque dizer. Nem sei como digitar e falar da vida num momento de muita intranquilidade.
E o tempo mudou. Transformou-se no espaço e na razão de ser. Tento falar e a minha voz sai esmagada, dilacerada e angustiada.
Não me peçam que eu hoje seja tão eu. Não me peçam nada. Estou escrevendo tudo que o meu coração dita, sem nem sequer lapidar o meu pensamento.
Todos sabem que a finitude existe para cada um. Todos aprenderam que a morte é a maior das certezas. Difícil é a conformação e o tempo da vivência do final de ente tão querido, queridíssima.
Não me cheguem com palavras doces, se não consigo sorrir. Nem consigo dormir e ando solta feito um andarilho porque não poderia ser diferente.
Em meu quarto, neste momento, nada me apraz. O fantasma da bruxa maldita leva o ser humano a um sofrimento terrível e interminável.
Tantas mudanças e tantos desacertos. A infância perdida no adulto que ficará órfã. A fraternidade com e sem fraternidade. O imaginado e a realidade. Os valores aprendidos e esquecidos. Os pais tão pais quando os filhos viviam ao seu redor. A incógnita do futuro que foi tão bem preparado.
O silêncio e as verdades. Os sonhos sem realizações. A intranquilidade de quem se vai e a solidão de quem fica. O Porto antes tão seguro e hoje ameaçador. A união e a desunião brincando numa hora dessas.
Não, não me peçam nada. Amanhã poderá ser diferente. Hoje não. Quero entender o silêncio dos mortos e a vida de quem vive nesta dimensão terrena. Só...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Havia um encontro marcado....


Havia um encontro marcado. Havia uma expectativa em mim de que muito do que me atormenta, seria mudado. E modificado para bem melhor. Inimaginável sensação de desamor. Grande alteração em meu coração palpitante. Logo o meu coração mazelado e atravessado por tantas desavenças.
Não teria como mentir. Estou triste e sem destino. O porto seguro que , acho, já se foi há tempo, faz-me muita, muita falta.
E a chuva caiu forte neste dia, servindo de desculpas e de descaminhos. Parecia encomendada e recomendada. Não sei se choro ou se me mostro avessa à pesada cruz que antevejo. Queria que não fosse assim. Queria colo e uma palavra de conforto.
Alojei-me no trabalho. Este serve para dar o pão de cada dia e nos faz ficarmos ocupados, pelo menos nessa hora. Deus, meu Deus!!!!
Havia um encontro marcado, que não aconteceu. Imaginara tudo, menos a falta desse reencontro, pois um dia houvera o verdadeiro encontro, fruto de um amor abençoado e de uma doação plena.
Mais uma vez, encontro-me na Universidade, o meu refúgio e o meu prazer. A alegria encontrada no trabalho e a vontade de esquecer as mágoas que eu nunca tive, mas que um dia fui a própria vítima.
Chove lá fora, chove muito. Por certo, anuncia algo. Não estava previsto que chovesse. Havia uma alegria e uma tristeza n'alma, mas o encontro marcado seria a solução e a razão, o amor e a união seriam o meu encanto.
Estou um tanto alterada. Penso tanta coisa ao mesmo tempo. Peço graças e alimento esperanças, antes que o meu coração pare na hora em que não desejaria muito...
Havia um encontro marcado, havia uma luz eaperada e uma leveza no ar....Havia o tudo que eu esperei, já que um final não seria mais sem final...
Havia um encontro marcado. Havia sim...Só não havia a promessa de um desencontro e foi este que aconteceu...
Deus sabe o que faz!!!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Na negritude da noite...


E a gente vai vivendo como pode, debaixo de todos os atropelos e de todas as controvérsias.
Na negritude da noite, difícil se torna superar aqueles pensamentos que povoam a nossa mente e que nos parecem mais fortes quando a claridade se faz menor.
E a gente vai vivendo sozinhos ou acompanhados, porque a misericórdia Divina é o nosso sustentáculo maior.
Há um quê de silêncio em minha mente diante de sentimentos atordoados, como se houvesse um desenlace materno próximo e sofrido, muito doloroso.
E a tarde se vai sem um sol ardente, sem uma esperança no ar e sem a certeza de que tudo pode se transformar.
Escrevo frases curtas como se não pudesse fabricar palavras que dissessem de minha dor e dos meus apelos.
Na negritude da noite, quando a insônia insiste e persiste em nos assustar, rezamos o Terço e pedimos por quem mais amamos e por quem mais nos foi boa.
Sinto em mim um pensamento confuso, uma vontade de gritar mais alto, um pedido de socorro e uma crença de que poderemos continuar, como bem disse irmã, a trilhar os caminhos da vida.
A gente imagina coisas e se surpreende com outras. Não sabia a minha linda mãe como seria a proximidade de sua finitude e, muito menos, o sofrimento tão longo e tão inesperado. Dizem que a morte é a certeza das certezas. Essa premissa é mais do que verdadeira e muito mais uma suposta falta de conformação. A gente vai se acostumando porque não podemos mudar. Chega o momento em que a orfandade ameaça as nossas vidas e o instante em que a solidariedade se faz necessária.
Disse Thomas Merton que Homem algum é uma ilha.Que os nossos abraços de amor cristão nos elevem e nos façam menos sofridos.
Leitores: perdoem o texto atropelado. É o retrato da minha mente...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Difícil viver e conviver...

Difícil viver e conviver. Difícil acreditar e discernir o falso do verdadeiro. Já me vi e me declarei mudada. Outras vezes, achei que o meu lado frágil me fazia crer em palavras ouvidas e declaradas. E tudo se passava ou se passa num turbilhão de pensamentos, onde não me situo num lugar consolidado.
E a vida , e os dias, e as ilusões mudam num giro tão rápido, que me deixam atordoada. Alguém me manda beijos e se esconde novamente no silêncio e no mutismo que me deixa novamente na estaca zero.
Difícil viver e conviver. Deus me deu o dom de escrever aliada a um legado hereditário que me faz muito bem. Nesses momentos, fujo de verdades e idealizo sonhos. Sou eu apenas e sou eu imaginada. Às vezes, é necessário ser assim...
Estive ontem comemorando com a minha filha o Dia dos Pais. Excelente dia e muito bons lazeres. É quando a gente sai um pouco da rotina e atravessa os mares das realidades, fazendo-as por um tempo esquecidas. Dura pouco...
Julgo o outro no momento em que me procura. Julgo sempre para melhor. Depois vêm os enganos e os desenganos. Vêm as tristezas e os apelos. Penso coisas e concluo outras.
Sou eu sempre um anjo bom. Quisera entender as injustiças. Quisera não acreditar tanto no bem. Quisera sonhar com os pés no chão.
Difícil viver e conviver. Não devia ser assim. Comigo não. Mas, fazer o que se falo com o coração e não com a mente apenas?
Digo agora, como disse a grande escritora Clarice Lispector:" Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras."
Por enquanto, vou levando a vida assim!!!!

sábado, 10 de agosto de 2013

Mamãe!!!


Mamãe,

Estou triste
O sofrimento seu é tão grande.
Inusitado e prolongado destino
Pregou-lhe uma peça.
Inimaginável pensar o quanto
A dor lhe é grande.
A sua voz calou,
E o seu choro ficou impossível,
Deixando-nos pesarosos.
Rezo hoje a sua desenganada vida,
O seu final tão perto....
Lembranças de você, mamãe,
Tão linda e tão doada, quando boa.
Marcou toda a minha vida,
Hoje sem despedidas.
Não dá para você dizer mais nada,
Nem mesmo um beijo trocado.
Choro o meu pranto
E rezo o seu final.
Sozinha, quase sem você....( Eliana Pereira )

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nossos cúmplices....



Confesso , leitores, que havia uma vontade e uma inspiração para eu escrever ontem. Estava, no entanto, cansada depois dos afazeres domésticos e da a minha Agenda Profissional. Tudo isto me deixou mais para dormir do que para escrever.
Encontro-me na Universidade e numa pequena pausa, aproveito a leveza da hora para digitar algumas palavras, contanto que eu mate o desejo de escrever.
Tenho o fiel dever de agradecer a todos vocês que, pacientemente, leem os meus textos, numa cumplicidade notória e uma gratificação minha muito grande em relação ao fato de estar sendo lidas as minhas crônicas. O escritor é, pode-se dizer, vaidoso quando sabe que agrada. Verdade seja dita, ainda que esse agrado possa gerar polêmicas e discordâncias. Tudo isso é bom, muito bom...
E mais um dia se vai, pondo término a uma semana atribulada, onde eu me sinto contente pela certeza do dever cumprido. A maturidade me deu perdas, mas muito mais ganhos, entre eles o meu trabalho que eu faço com o maior prazer, tanto quanto os meus vinte e oito anos, já passados há um bom tempo. Difícil ser assim, mas sinto em ordem crescente toda esta minha energia no decorrer dos anos.
E a sexta feira, mais uma sexta feira de tantas outras, dá sinais de final de semana. Existem os passeios planejados, o descanso programado e a real leveza de momentos agradáveis em patamares diferentes.
E a vida vai tecendo os seus caminhos num verdadeiro samba do crioulo doido, removendo montanhas e preparando caminhos ou atoleiros, que aprendemos a atravessar, ainda que debaixo de trancos e barrancos. A maturidade me ensinou tudo isso e mais terei que aprender numa vida de várias nuances, onde os gregos ou os troianos haverão de ser nossos cúmplices!!!!
Deixo o texto mais interessante para o amanhã que vem depois...