
Acordei-me cedo como tantos e quantos dezoito de agostos. Como sempre, os meus entes queridos em minha casa, tinham preparado o café da manhã, regado às frutas deliciosas, como manda o figurino.
Rezei o terço e assisti a missa. Não poderia deixar de agradecer por mais um ano, além de , mais do que nunca, pedir pela paz de minha Santa mãe. Que Deus olhe por ela e lhe dê o que ela mais precisa.
Mais um aniversário de tantos outros. Hoje tudo é diferente. Sem o pai que tinha sempre o seu presente nas mãos e sem os mimos de minha mãe que preparava a festa, a comemoração e o meu vestido novo. Lembro-me bem de tudo isso. E passou...
O tempo é inexorável. O mundo gira e a vida passa. Trilho hoje novos caminhos. Os presentes são do meu esposo e da minha filha querida. Sou a proteção e a confiança. Sou eu com as minhas perdas e ganhos. Sou eu sem o tanto que vivi e com o muito do que vivo.
Apesar de todos os pesares do momento, há uma casa preparada com muitas flores.Não poderia ser diferente. A gente chora por dentro e sorri um pouco por fora, pois não posso permitir que me deixe ser tão triste, neste dia de hoje. Tenho um núcleo familiar que me quer ver bem. Ainda mais depois do meu evento quase fatídico.
Mas, chove tanto nas minhas redondezas. O mar revolto é uma manifestação do tempo. A minha alma se deixa embalar por alguns sentimentos contrários...
Acordei cedo e rezei o terço. Hoje algo é diferente. Tenho um coração cortado e remendado. Uso em minha linguagem o simbolismo da hora. Teria que ser assim.
E o dia começa festejando dezoito de agosto. Debaixo de trancos e barrancos, ele existe. E o meu irmão lembra de mim: o telefone toca e eu sinto o meu coração muito alegre, batendo em rítmo cadenciado. Estou viva e presente no coração dele!!!!





