Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Como fantasmas assustadores...


Quase madrugada. Perdi um pouco o sono. Há algo que toma conta de mim, sem que eu consiga superar. Lia um livro e me distraí a ponto de me perder nas linhas e nas entrelinhas. Não gosto muito do que não é diretivo. O meu intelecto a todo vapor é capaz de captar o que queria ler e o que não queria. Depois, ficam as dúvidas e as explicações que tratamos de achar para justificar o que foi dito nas entrelinhas.
Quase madrugada. A escuridão da noite me atrai e, por vezes, me causa repulsa. Tudo parece mais forte do que poderá ser. Já vivi noites de horrores. De insônias pensadas e de solidões povoadas.
Passei a minha vida dedicando-me aos livros. O estudo sempre foi o meu maior prazer e a minha maior obrigação. Enveredei por caminhos tortuosos que me levaram aos vales dos pequenos insucessos.
Mas, o sono foi embora. Tamanha dor e conflituosos pensamentos quase me atormentam, guardados a mil chaves sem o carinho de mãe mais ausente, como nunca fora.
Imagino que ando muito á deriva. Penso e me calo. Tenho segredos que me aparecem durante a noite como fantasmas assustadores. Quisera mudar o mundo e fazer da solidariedade o meu melhor prato.
Na maturidade, tive que achar amigas para substituírem um pouco o vazio que não dá para não ser.
Madrugada de outras madrugadas.Difícil ser assim em pleno início de uma quarta feira. Preocupo-me com o meu trabalho, tão acordada ainda, cultivando uma falta de energias para viver o amanhã.
A vida e suas nuances.O mundo girando e as pessoas, muitas vezes, alienadas. Grande e terrível sensação e percepção do futuro. Os sintomas e os prognósticos. Eu , numa encruzilhada de interrogações. Sozinha na escuridão e a incognita de uma equação que não é fácil.
Paro por aqui. Tenho medo e medos. Melhor será a ilusão ainda que venha a ser uma verdade. Rezemos todos.

domingo, 28 de julho de 2013

Quase hora do almoço....


Quase hora do almoço e de me aprontar para curtir um bom Restaurante. Faz parte de um domingo de vários domingos.
Aproveitei a minha manhã para arrumar a minha casa, a minha vida e o meu eu. Para tanto, refleti e me deixei embalar pelo bem estar do meu lar.
Estou sempre a postar uma matéria aqui e outra acolá sobre o mundo intangível da mente humana. Essas reflexões advém da minha formação em Psicologia e das minhas excelentes leituras de obras escolhidas e selecionadas.
Sempre faço uma comparação da Psicologia com a Psiquiatria. Isto, por sempre ser indagada sobre essas duas ciências. Em sua maioria, há uma sensibilidade, ou um equívoco, em se considerar a Psiquiatria como preponderante.
Conversando em roda de psiquiatras, estes comentavam a injustiça em não poderem os psicólogos prescreverem medicamentos. Falavam da urgência do tratamento psiquiátrico em alguns casos, abordando que o médico psiquiatra conhece mais o cérebro humano e o psicólogo a personalidade. Talvez os efeitos dos medicamentos fossem menos duradouros do que a terapia do psicólogo. AS DUAS CIÊNCIAS ANDAM DE MÃOS DADAS.
Nas minhas leituras de Augusto Cury, encontrei um dos protagonistas registrando que a Psiquiatria deveria ser especialidade psicológica e não médica. Isso, falado por jovem psiquiatra.
Mas, deixemos essa polêmica para os interessados. Afinal, afinal o mais necessário , talvez, seja cuidar da depressão, o mais dramático sofrimento humano. Deixarmos a nossa inércia de apenas assistir o deprimido como simples espectador do que sente.
Pensamos, às vezes, que não somos doentes, quando o que existe é que , como profissionais da área, conhecemos as nossas doenças.
Mas, conversa vai e vem, passemos a viver o nosso domingo como rezam as regras do dia.
Ontem, mesmo, abstive-me de postar um texto , falando sobre a morte, situação esta que passei bem juntinha. Quem já passou sobre estes vales, sabe bem como é esse sentimento tão sofrível.
Indagaria ontem sobre o assistir desse espetáculo comigo, se assim posso chamar.... Como seria a reação de quem se afastou de mim em vida? Sentimentos de culpa ou indiferença?
Também tenho direito a pensar....Respondam, se quiserem. No mais, um excelente Dia Santificado, cumprida a Cultura do encontro, como disse o nosso Grande Papa FRANCISCO!!!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

De conversas fiadas...


Os ventos do mês de agosto já se anteciparam e apareceram, com força, neste mês de julho. Não sou muito fã deste fenômeno da natureza, mas curto porque assim terá que ser. Não adianta lutar contra eles. Seria um estresse a mais e deste eu corro léguas.
A tarde da sexta feira tem sempre um ar de sexta feira. Semana acabando. Novos planos e outros lazeres, já que a semana pertence ao trabalho.
Em meus devaneios, dedico-me sempre à varanda, ainda que fria e com ventanias. Este lugar é , na maioria das vezes, propício para deixar que o meu pensamento voe longe. Há inclusive uma visão de quase infinito, onde há tempos, persevero em quase única imaginação. Vou a São Paulo e volto. É um segredo meu, tão meu, que deixei escondido nos porões da minha memória. Vez ou outra volta, tomando um grande vulto. E olhe que nem sou demasiadamente chegada a tantas recordações.
Conversa vai, conversa vem, tenho andado ás voltas com novas amigas. O shopping center me proporcionou tal acontecimento. Chega um momento em nossa vida que muitas mudanças se fazem necessárias. Não pensei que fosse assim. E foi...
O café Koppenhagem é quase um ponto de encontro. Conversamos , rimos, de lá saímos para caminhar e a diversão se modifica cada dia mais. Que maravilhosos esses nossos encontros quase fraternais, já que alguns conflitos me afastaram um pouco dos meus. Terrível sensação de falta, que eu procuro suprir como posso. Isso , se deve talvez pela distância geográfica. Deus sabe o melhor.
Hoje foi dia de confabulações, de conversas fiadas, de desabafos, de risos disfarçados ou verdadeiros.Amo a vida quando ela me sorri. Não sou mais aquela que um dia caiu na armadilha de um evento tão cruel...
Vida, vida minha. Substituo o que foi pelo que é. Que mal há nisso?

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ainda persista....


E a vida vai tomando os seus destinos, enquanto traçamos os nossos planos, paralelos ou não à realidade do aqui e agora. Estive sonhando, numa verdadeira fuga, ou não, do que é real.
O imaginário haverá de estar sempre presente em nossas mentes. Às vezes, fugimos e outras enfrentamos a certeza mais que certeza.
Lembrei-me hoje de Clarice Lispector, grande escritora e pensadora. Acho que, como disse ela, idealizo verdades inventadas, fazendo a minha vida mais amena, criando e realizando sonhos, ainda que não passem de invenção do meu eu.
Fiz uma pausa no meu trabalho na Universidade, concentrando-me, ou tentando concentrar-me, na beleza da vida, que, nem sempre, é tão bela. Que seremos nós se vivenciarmos apenas as verdades nuas e cruas, sem direito a reinventar os nossos desejos á moda de nossos caprichos e suaves devaneios?
já disse e repito: A vida e suas nuances. As amarguras jogadas ao vento, as desventuras transformadas e as ilusões se tornando parte de uma verdade só nossa, só minha....
Aqui em minha sala , vivo um momento de total silêncio, onde este fala mais alto do que muitas e numerosas falas. Sou capaz de pensar mais, de inventar verdades, de abandonar idéias e de me enriquecer com essa experiência. Falácia ou não, tento me acostumar ao que vivencio, quando impossível se torna me fazer acompanhada. Nessa situação, resta a mim criar certezas, ainda que sejam as mais incertas possíveis.
E lá se vão os meus devaneios. Uns que se tornam verdadeiros, outros que são levados ao vento. Reitero que sou uma mulher bem modificada. As inusitadas situações me deram o saber de ser mais eu. Sem amarras e sem máscaras, mesmo que a dor do coração ainda persista...

terça-feira, 23 de julho de 2013

A minha vida sem retoques...


Pensei um pouco. A minha última crônica foi tão prestigiada, que tive medo de não saber escrever outra. É até hilário, mas verdadeiro. Quando a escrevi em frações de segundos, não imaginei todos estes aplausos. Uma vontade instigante me levou a digitar esse texto. Só Deus sabe o que desta feita, serei capaz de abordar.
Mas, o dia andou vagarosamente, levando-me a uma sonolência que se fez maior antes de chegar em casa. Já no meu aconchego, o meu melhor lugar, tomei um banho e me deixei levar pela leveza do recanto. Lençóis brancos de uma alvura quase pura, deixou-me extasiada. Descobri que era tudo que mais desejara. Sonhos imaginados e devaneios ao sabor dos ventos...
Não me perguntem sobre estes meus devaneios. Há algo neles que eu escondo a sete chaves, deixando me resguardar dos comentários maléficos, dos quais não sou eu isenta.
Vida, vida minha. Tantos momentos de alegria e outros de insatisfação. As surpresas tão surpresas, maiores quando finda o ano. Negação de um passado inusitado e a afirmação de meu carater íntegro. Os competidores usando as suas armas. A falsidade muito bem representada. A minha inocência que devia ter me deixado anos atrás. Eu e ele, sem escrúpulos e sem temores.Minha face molhada de lágrimas, antes de secarem. A solidão e a distância de quem não sabia ainda o que viria.
A certeza de um futuro maravilhoso e os giros da vida tecendo os seus caminhos. O inesquecível sendo ultrapassado. A maturidade com os seus ganhos. Os coitados de agora, outrora prepotentes.
Tento filosofar e deixo escondidos os momentos de intimidade. A minha jaula sendo o meu cantinho. A obra se vestindo e a minha vida sem retoques....O meu livro prefaciado por um grande escritor, amigo de longas datas. A surpresa de quem será. Até nisto, guardo um segredo. Escolhi a dedo, pois amigo, quando amigo, não decepciona...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Quase demais....


Pensando bem, acho que mudei muito, até demais. O tempo, a vida, a maturidade, os amigos e os quase inimigos, os perseguidores e os afetuosos, me fizeram grandes mudanças. A gente chega a um patamar e a um limite em que ou nos transformamos, ou nos tornamos seres que não se enquadram na sociedade.
Acho que mudei quase demais. Foram bons momentos e outros avessos ao meu bem querer. Enfrentei glórias e percalços, sofri e me alegrei, derramei lágrimas em tão grande abundância, que sinto as minhas lágrimas como se tivessem secado. E secaram mesmo. Não há quem me encontre mais com choros convulsos. Se tenho mágoas, difícil eu as ter, deixo que o meu coração mazelado se encarregue de chorar, mais uma vez.... Nestes momentos, chego a ter pena de mim. Atravessadores em minha vida me levaram ao enfarte, em plena madrugada, quando os pássaros cantavam, anunciando , por certo, que tudo teria um final feliz. E teve. Prefiro pensar assim...
Houve quem viesse a me chamar de cardíaca, esquecendo a vida e os seus giros. Rezo por esta pessoa para que Deus lhe faça melhor e lhe conceda o Perdão.
Haveria eu de escancarar, um dia, este fato. A gente esconde tanto , mas acaba num desabafo.
A noite vai chegando. Havia acordado pela manhã, descortinando o meu janelão. A luz do dia é sempre o primeiro brilho em nossas vidas. Tento, por vezes, esconder a dor e ,outras vezes, não gosto de proclamar a alegria. Estranho ou não, esta sou eu.
A noite vem chegando. Da varanda, eu consigo ver um céu quase azulado. Não existem estrelas e a lua está escondida. Nas minhas mudanças, arrumei a minha mente, mudei a minha aparência, ignorei alguns e afaguei a outros. Mudei porque foi necessário.Fazemos coisas que não estavam em nossos projetos. Se tudo estava escrito, não sei. Mas, sou hoje uma outra mulher, resolvida e trabalhada. E que os Anjos dos céus digam Amém!!!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Foi-se a tempo e a contento...


Acordei-me hoje um tanto atordoada. Estava em sono profundo, quando o meu esposo me despertou, lembrando que já era hora de ir para a Universidade. Imaginem, leitores, que estava tendo um pesadelo, onde eu remontava aos tempos da adolescência e chorava muito pelo rompimento de um namoro. Era só o que me faltava... Se pudesse voltar aos tempos de Freud, Pai da Psicanálise, iria consultar-me em busca de maiores interpretações. Só ele poderia desvendar todos os mistérios. E haja mistério...
A trancos e barrancos, ainda cheguei cedo no meu trabalho. Aprendi com o meu pai a cumprir os meus deveres de forma rígida e competente. Modéstias à parte, tenho uma trajetória na Universidade que me dá muitas glórias. Tenho obrigação de reconhecer, pois , como narcisista extrema, amo muito a mim mesma. E que se oponham aqueles que não concordam por motivos por mim conhecidos, em sua maioria.
O sol desponta, trazendo ares de muita luz. Como sempre digo e imagino, é um dia sim e outro não. Ontem choveu por ontem e por hoje. Valha-me Deus com o meu "inverno emocional." Foi-se a tempo e a contento. Já era hora...
A inspiração quando aparece, deixa-me com um impulso danado. Ou eu escrevo ou não consigo dormir. Isso tem me acontecido com frequencia. Prefiro atender a estes impulsos do que saborear a insônia, que de boa nada tem. Além do mais, as palavras brincam em minha mente. Tenho que juntá-las e delas fazer um texto.
Sinto que, apesar do pesadelo, estou serena e ocupada. Posto um texto em meu blog e trabalho as manifestações. O bom é que vim parar num lugar muito hospitaleiro. Quando a gente não agrada a grego, nos damos bem com troianos.
Ainda penso num passado que me dá pena. Coitados dos intrigantes. Estavam pensando muito superficialmente. Não imaginavam quem era eu, com as minhas perdas e ganhos..."