
Abrir as crateras do nosso inconsciente não é fácil. Muitos dos conteúdos escondidos e obscuros aparecem tão manifestos, quanto nem sempre é o nosso desejo. Oxalá, tenha eu feito isso na hora exata em que havia em mim todo um preparo físico e espiritual para tanto.
Lembrei-me desta fase de minha vida , onde muitas coisas e outros fatos rolavam em minha mente de forma incompreensiva. Foi até um período um tanto nebuloso, embora vencido pelas escolhas que fiz e que não me arrependo.
Verdade seja dita, eu aguento muito até certo limite. Há sempre um limiar em que faço e dito conclusões finais e as ponho em prática, sem temores de errar. No mais das vezes, dá certo. Poucas vezes não coincidem com o que esperava.
Mas, abrir as crateras do inconsciente não é fácil. Apelei para isso, quando foi o jeito que daria jeito. Havia uma tempestade e o meu "inverno emocional" me sufocava.
Há fatos e controvérsias que atravessam em nossa vida obscuramente perante uns e outros. Um dia, não sei, irei abrir as portas do meu coração/ amor e fazê-los entender o tanto que já passei .
O dia de hoje, em pleno mês de julho, com trombadas d'água me faz lembrar este "inverno psíquico", quase cruel em sua essência.
A vida e suas nuances. O mundo girando sem pensar. As pequeninas amarguras e os mistérios em nossas mentes. A alegria de um e de outro dia. A vontade, por vezes, de fazer parar determinados momentos , que me emocionaram até às lágrimas. Como se a"festa" tivesse acabado. Como se eu fosse Alice no País das Maravilhas....e o "inverno emocional" não existisse mais...





