
Ainda dá tempo para escrever, enquanto o jogo não começa, enquanto me vejo no espelho e faço a minha maquiagem...
É isso, leitores, várias tentativas fiz para dar uns retoques em minha vida e em meu viver. Usei máscaras e me escancarei por inteira. Tudo, durou muito pouco.
Descobri que a minha transparência sempre me conduzia. Sempre fui eu por inteira.
E a vida continua , armando ou não as suas voltas e reviravoltas.
Na infância, já pensei que o palhaço sempre era feliz. Total engano de quem acredita que a pintura disfarça sempre as marcas do sofrimento. Descobri tarde que muitos palhaços são amargurados.
Eu sou eu sem retoques, sem faces dissimuladas e sem artifícios que iludam a mim e ao outro.
A vida engana a Arte e vice-versa. Terrível sensação de inversões. Duraram pouco as minhas tentativas de retoques.
A maturidade me deu a certeza de que a minha transparência fala alto, mesmo quando o outro me assedia e me transtorna.
lá se vai a tarde. O jogo deixa o povo ansioso, menos eu. Estou naquela de escrever e terminar o meu livro: Minha vida sem retoques!!!





