
Fiz uma pequena pausa no meu blog. Acostumada a escrever quase que diariamente, ocupei-me com a leitura de livros, abrindo um espaço, também, para meditar. Nada mais que justo, necessário.
Às vezes, nem sempre, temos que refletir e mudar o cotidiano, nos refazendo do sempre de todo dia. E a vida, o maior e melhor dos nossos livros, vai passando sorrateiramente, discretamente, mas não para.
Parece que a temporada de verão vai se indo de passo em passo, dando vez à chuva, um pouco de frio e a leveza de ares ventanosos.
Lembro bem que no ano passado, nesta mesma época, fiz tantas crônicas, que vou deixando registradas para possíveis leituras futuras, nem sei se tão próximo quanto não parece.
A vida e suas nuances. E o mundo gira e eu alterno momentos de fortaleza e de certa fragilidade, perceptíveis ou não aos olhos de quem me vê e de quem me escuta.
Mudando, eu mesma, o meu foco, registro aqui que em conversa hoje sobre a maturidade, falava às minhas amigas de tudo que ganhei nesta fase. Admiradas, estas ouviam o que eu dizia. Eram mais novas e escutavam, atentamente, como e quando comecei eu a falar com os olhos do coração.
A esperança renascida, o amor a dois tomando ares de amor profundo e a ausência de qualquer rancor, mesmo quando a vida mostrava o lado avesso da afetividade.
Aprendi tanto nesta fase que o inacreditável se tornou verdade. Os meus sentimentos foram mudando e eu me tornei a realidade e a certeza de que é possível dar uma guinada e viver o que se tem de melhor. Sem mágoas, sem tristezas, carente de afetos que se foram e, mais do que nunca, na renúncia do que já foi passado...





