Especial!!

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Linda!!!!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Do que já foi passado...


Fiz uma pequena pausa no meu blog. Acostumada a escrever quase que diariamente, ocupei-me com a leitura de livros, abrindo um espaço, também, para meditar. Nada mais que justo, necessário.
Às vezes, nem sempre, temos que refletir e mudar o cotidiano, nos refazendo do sempre de todo dia. E a vida, o maior e melhor dos nossos livros, vai passando sorrateiramente, discretamente, mas não para.
Parece que a temporada de verão vai se indo de passo em passo, dando vez à chuva, um pouco de frio e a leveza de ares ventanosos.
Lembro bem que no ano passado, nesta mesma época, fiz tantas crônicas, que vou deixando registradas para possíveis leituras futuras, nem sei se tão próximo quanto não parece.
A vida e suas nuances. E o mundo gira e eu alterno momentos de fortaleza e de certa fragilidade, perceptíveis ou não aos olhos de quem me vê e de quem me escuta.
Mudando, eu mesma, o meu foco, registro aqui que em conversa hoje sobre a maturidade, falava às minhas amigas de tudo que ganhei nesta fase. Admiradas, estas ouviam o que eu dizia. Eram mais novas e escutavam, atentamente, como e quando comecei eu a falar com os olhos do coração.
A esperança renascida, o amor a dois tomando ares de amor profundo e a ausência de qualquer rancor, mesmo quando a vida mostrava o lado avesso da afetividade.
Aprendi tanto nesta fase que o inacreditável se tornou verdade. Os meus sentimentos foram mudando e eu me tornei a realidade e a certeza de que é possível dar uma guinada e viver o que se tem de melhor. Sem mágoas, sem tristezas, carente de afetos que se foram e, mais do que nunca, na renúncia do que já foi passado...

domingo, 21 de abril de 2013

Minha maior produção!!!


Tentativas várias me deixam sem muita inspiração para escrever esse texto. Melhor seria não digitar as palavras que insistem e persistem em se misturarem com o sentimento de saudade.
A casa, um tanto vazia, me faz recordar um Artigo de papai intitulado A casa vazia, escrito em suas crônicas diárias no Jornal do Commércio. Lá se vai um tempo...
Com certeza, não faltou inspiração ao meu pai, mestre nas palavras e no saber.
Essa sua crônica referia-se a minha partida de casa, quando fui abençoada com o matrimônio. De uma prole de seis filhos, fui a última a casar. Ocupei, por pouco tempo, o lugar de filha única. Este período não abriu espaço em minha história de vida, como não sendo bom. Muito pelo contrário.
Os filhos crescem e alçam voos. Perdoem, leitores, se faço dessa postagem um espaço pessoal. É que saudade também dói.
As viagens turísticas nos dão um treinamento e uma certeza de que a vida a dois tem um recomeço.
Viagens turísticas de filho nos deixam, também, saudosos. A prole, por menor que seja, faz falta pelos ares de amor, convivência , de alegrias e de jovialidade.
Saudade de filha minha, ímpar na sua essência, bela na sua maneira de ser. Maravilhosa, por ser minha maior produção!!!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Rompi com as grades...


Não, não foi fácil. Estar entre duas encruzilhadas, é necessário ser forte e muito atento para estabelecer metas e escolher como enfrentar as consequencias da escolha. Não, não foi fácil.
Existiram muitas interrogações rodeando a minha mente. Se agia de uma forma, me magoava e se me habituava a sofrer, não conseguia. Foram vários tropeços e muitos atoleiros. O meu sistema bio químico agindo e reagindo. Por vezes me sentindo presa entre grades ao invés de desfrutar de uma liberdade aprendida.
Mudei o foco. Nem posso dizer se foi para melhor ou para pior. No meu "achismo", penso que ganhei. Se vivo algumas perdas, não estou sozinha. Há um lado que fez mudanças , mas há um outro lado em quem plantei alguns sentimentos, por certo, confusos.
Em mim, pairou um momento de certa paz. Havia algo incomodando, enquanto se iniciava 2013. Foi como se não tivesse certeza do que estava sentindo. Tudo sem "ineditismo", mas interrogado.
Rompi com as grades. De acordo com o filósofo Wilhelm Reich, "É possível romper as grades de uma prisão,desde que primeiro admita que está dentro dela."
Falo por metáforas. Fica claro que o meu texto aborda mais o emocional do que mesmo o físico. Grades que me prendiam de forma emocionalmente desequilibrada. Mas, se não rompi, fiz mudanças. E que todos entendam o esgotamento que me levou a fazer mudar...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Da maneira que eu desejo....


E lá se vão tempos e tempos. Lembranças e recordações seletivas, que eu passo a vivenciá-las na medida do possível e, principalmente necessárias.
Já disse que não sou muito adepta de inúmeras lembranças. Em sua maioria, me fazem falta os afagos, a união e muitos bons momentos. E que momentos.
Sinto que a maturidade me tornou uma mulher muito realizada na vida. Não importam as perdas, os ganhos foram maiores. Aproveito e recomendo o Livro de Lya Luft: Perdas e Ganhos. Já fiz a leitura e posso dizer, de cátedra, que a escritora é ímpar em seu estilo...
Mas, mudando, talvez, de ares para bugares, gosto de fazer muitos devaneios. Sinto e pressinto uma tendência minha em me calar, mesmo que escreva tanto e me escancare verbalmente dentro dos limites dos meus limites.
Há um silêncio que me faz morada. Ele se instala , essencialmente, quando a necessidade mais do que me obriga, exige. Quem bem me conhece, reconhece essa minha forma de agir. É como se o falar pudesse despertar tantas controvérsias que a maturidade, por mais que trabalhada, não suporta mais.
Ao contrário de muitas ocasiões, falo tanto que, penso eu, acabo por incomodar. Que o mundo se torne avesso aos meus comentários, mas que a minha vida seja da maneira que eu desejo...
Com todas estas confabulações, admito que o meu maior momento é o do silêncio. E que as minhas lembranças não permaneçam sempre em latência. Grande Kierkegaard com a sua Filosofia e o seu existencialismo. É dele o pensamento: "A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente." Que eu saiba pesar o antes e o depois E TIRAR AS CONCLUSÕES CERTAS...
E que o meu silêncio seja sempre na hora certa. Aí poderei dizer: O MEU SILÊNCIO SE FEZ ELOQUENTE!!!!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Surpresas Agradáveis!!!!



Tantas e quantas palavras gostaria de escrever, mas o meu super ego censura e eu me vejo uma mulher quase de aço, contanto que não permita que estas palavras de amor e de carinho sejam levadas ao vento. Incrível essa verdade, por mais autêntica e real seja ela...
Penso que nos bastidores estão muitos dos meus amigos. São aqueles que de longe me amam e me apreciam. São outros que dia sim, dia não, abrem o meu blog, leem e, por vezes, releem as minhas postagens. Inimaginável essa verdade...
E assim lá se vai o meu viver. Há sempre uma crença de que os amigos existem e estão nos bastidores, lindos bastidores. E essa doce imaginação ou cruel ilusão dão a mim um sentimento de que não estou só. Difícil seria estar, ou não?
Tantas afirmativas e quantas interrogações vão embalando o meu viver. Entremeando o meu comportamento, dou lugar, algumas vezes, a um mutismo. E esse silêncio fala, porventura, muito mais alto do que tantas palavras que deixo , hoje, o meu coração se emocionar, permitindo que não me feche num mundo de tantos mundos.
Amanheci muito cedo. Faço, agora, uma pausa, evitando que o estresse deixe que o meu coração sinta e ressinta o que não aguenta mais e nem pode, por mais que esteja sendo bombeado pelo que há de melhor. Interessante, não é? quem bem me conhece, sabe....
Faço essa escolha de tema sem nenhuma justificativa. São assuntos que chegam, sem pedirem licença e me intimam a escrever. O texto é feito em frações de segundos, mesmo sabendo que irá agradar a gregos e , talvez, não a troianos. E por que não aos dois? A vida é tão cheia de surpresas agradáveis!
Aí está a minha produção.Leiam,hoje, se puderem. O amanhã só vem depois.....

domingo, 14 de abril de 2013

Permitam-me sem medos....


Permitam-me que eu saia um pouco do convívio de muitos convívios. Permitam-me que eu siga o meu caminho sem atropelos e sem desafetos. Permitam-me que a minha solidão seja compartilhada por quem gosta de mim. Permitam-me isto e muito mais....
Há momentos em nossa vida que não são fáceis. Existem muitos outros suaves e bastante encantadores. A vida não é sempre a mesma, por mais que nossas escolhas briguem com a realidade.
Como dizia Fernando Pessoa: "A realidade não precisa de mim." Basta meditar sobre este pensamento para que nos convençamos que nem tudo sairá como escolhemos, ou sim?
Permitam-me que eu siga e prossiga e não se voltem para mim com filigranas de tantas faltas de amor , com a ausência de um carinho que me faria tão alegre.
Acordei-me com mil pensamentos que, com certeza, virarão idéias. A vida e suas nuances. A descoberta de um caminho que , por mais que tenha demorado, foi achado.
O meu texto não traz explicações. São reflexões que se tornaram reais.
A gente erra quando não se deixa crescer. Quando se torna adulta, matando a nossa criança, deixando de lado um sorriso, um abraço e o desejo de ser solidário.
Permitam-me que eu, agora, seja eu e meus ganhos, Sonhados e realizados.
Permitam-me sem medos e sem arrependimentos...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A penúltima lágrima...


Naquele dia, eu derramei a minha penúltima lágrima. A última lágrima, eu não me permiti chorar e nem divulgar a que pertencia.
Como disse KIERKEGAARD, o desespero humano não se deriva da depressão, mas da alienação do eu. Não estava desesperada. Havia uma decepção rolando em mim e uma saudade enrustida e instigante, daquela que nos aparece inusitadamente e que se instala sem pedir licença.
Devia estar um tanto frágil e um tanto vulnerável. O choro é uma das formas de expressão de que algo não vai bem e que é necessário nos situar na nossa condição de ser.

Derramei a penúltima lágrima. Não tive como me conter e deixá-las sufocadas. Estive aliviada quando isto aconteceu.
Foi nesse dia que pedi quase socorro aos céus e às estrelas. Poderia ter sido num dia esperado, mas foi tudo tão preparado, sem que eu ,também, pudesse reagir de outra maneira. Teve que ser assim.
Dei um tempo em meu cotidiano. Foram tantas reviravoltas que seria necessário ter uma mãe sadia e muito viva para me aninhar em seus braços e cantar para mim. Mas, os tempos passaram.
A vida é bela, mas é curta. E a última lágrima fora guardada como alternativa para que eu não secasse quando na hora exata.
O tempo quase parado me tirou de qualquer ação/reação. Às vezes, a gente para o tempo para não se desesperar. Grande Kierkegaard.
Tudo acontecera assim. Estou me acostumando com o certo e o incerto, com o afeto e o desafeto, com o bem e com o avesso da bondade...mas, derramei até a penúltima lágrima...
* Kierkegaard: Filósofo e teólogo dinamarquês.(05/05/1813 a 11/11/1855 )