
E lá se vão tempos e tempos. Lembranças e recordações seletivas, que eu passo a vivenciá-las na medida do possível e, principalmente necessárias.
Já disse que não sou muito adepta de inúmeras lembranças. Em sua maioria, me fazem falta os afagos, a união e muitos bons momentos. E que momentos.
Sinto que a maturidade me tornou uma mulher muito realizada na vida. Não importam as perdas, os ganhos foram maiores. Aproveito e recomendo o Livro de Lya Luft: Perdas e Ganhos. Já fiz a leitura e posso dizer, de cátedra, que a escritora é ímpar em seu estilo...
Mas, mudando, talvez, de ares para bugares, gosto de fazer muitos devaneios. Sinto e pressinto uma tendência minha em me calar, mesmo que escreva tanto e me escancare verbalmente dentro dos limites dos meus limites.
Há um silêncio que me faz morada. Ele se instala , essencialmente, quando a necessidade mais do que me obriga, exige. Quem bem me conhece, reconhece essa minha forma de agir. É como se o falar pudesse despertar tantas controvérsias que a maturidade, por mais que trabalhada, não suporta mais.
Ao contrário de muitas ocasiões, falo tanto que, penso eu, acabo por incomodar. Que o mundo se torne avesso aos meus comentários, mas que a minha vida seja da maneira que eu desejo...
Com todas estas confabulações, admito que o meu maior momento é o do silêncio. E que as minhas lembranças não permaneçam sempre em latência. Grande Kierkegaard com a sua Filosofia e o seu existencialismo. É dele o pensamento: "A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente." Que eu saiba pesar o antes e o depois E TIRAR AS CONCLUSÕES CERTAS...
E que o meu silêncio seja sempre na hora certa. Aí poderei dizer: O MEU SILÊNCIO SE FEZ ELOQUENTE!!!!





