Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quinta-feira, 7 de março de 2013

E que o amanhã seja outro dia....



Há uma ansiedade rolando no ar e, como tal, sentimentos confusos se misturam e dão um sentimento que abala o meu ser.Não é todo dia que me deixo levar por uma pré-angústia, mas quando ela chega, procuro os mecanismos de defesa no intuito de dar a minha pessoa um melhor bem estar.
Tenho às vezes a impressão que no final de semana, quando me afasto da Universidade, instala-se em mim uma metade satisfação e outra metade conflituosa, indecifrável e sem classificação consolidadas.
O ambiente de trabalho me faz bem. Trabalhamos ao som de uma música suave que nos deixa extasiados e estimulados nas decisões.
Mas, há uma ansiedade rolando no ar. Isso me incomoda e me perturba, ao mesmo tempo que me impulsiona a deixar rolar os sentimentos que me incomodam na medida exata, sem exacerbações dignas de registro.
Quando fiz a minha graduação em Psicologia, aprendi o suficiente que me levou a um patamar de maiores facilidades para me conduzir na vida.
Prometi a mim mesma abordar temas mais amenos. Perdoem leitores se hoje faço um tanto diferente. É que há uma ansiedade rolando no ar e eu, como nós todos, temos o direito de vivenciar n sentimentos. Ao escritor, não é fácil. Na sua versatilidade, muda de foco e acata a inspiração que está na ordem do dia. E que o amanhã seja outro dia....

quarta-feira, 6 de março de 2013

Passara desta fase...


Era um olhar enigmático e uma fisionomia que denotavam tensão, sem que os músculos da face dessem qualquer sinal de movimento.E o que seria?
Naquele instante, naquela noite, esta situação me incomodava
e me provocava uma certa inquietação motora. Não via como me sair desta situação e tudo isto era perturbador, nada a mais que me tirasse dos meus limites. Com todo este panorama, conseguia me manter segura. É uma forma minha, trabalhada e conquistada a passos lentos , mas consolidados.
Por fim, acabou todo esse espetáculo e eu dormi quase o sono dos justos. Dizem que tudo passa. Acho que, debaixo de pau e de pedra, pode ser verdade.
Há momentos em que sinto e alucino determinados pensamentos e observações que, se não me fazem tão bem, também mal demais não fazem.
Era um olhar enigmático naquele instante. Neste momento de incômodo, estava quase paralisada. Houve um instante de estupor meu, até que tirei de mim essa vontade de visualizar o que não queria ver e nem sentir.
A maturidade me fez diferente. Sinto o indevido e trabalho em cima da razão, deixando que as lágrimas corram apenas pelo coração. A vida mudou. Bem, que se transformou em melhor, mas naquele momento havia um olhar enigmático. Saí de mim, espiritualmente e de muitas formas. Não podia me perder em sentimentos e em percepções. Acho que passara desta fase...

domingo, 3 de março de 2013

Abracei-me a mim mesma...


Naquele dia e hora,abracei-me a mim mesma. Não havia como ser diferente. O local não comportava amigos, parentes e nem aderentes. Cada um se virava só, numa proteção a si mesma. Desabara um temporal no sentido de tempo e, metaforicamente, os nossos âmagos recebíam uma descarga que, inusitadamente, dera uma reviravolta sem que quiséssemos dessa forma.
Tudo acontecera sem sinais e sem premeditãções.Nem mesmo os mais perceptivos, haviam sido espiritualmente avisados. Houve um preparo físico e outro espiritual, só depois...
Naquele dia, abracei-me a mim mesma. Não havia como ser diferente. Apertei-me com tanta força, clamando por pessoas que já desapareceram de minha vida. Terrível sensação de busca de afeto e a ilusão de que tudo voltaria a ser como antes.
A vida, às vezes, é inusitada e inoportuna. O tempo muda e chove. A alma clama e chora.Somente aqueles de sensibilidade, desapegados do bem material, sentem com o outro. E, naquele instante, o meu olhar fora contemplativo. Pensei ser capaz de obter cumplicidade nesta forma de ver e de sentir com o outro. Fora em vão a minha súplica. Mas, o meu abraço apertado me deu energias e poder inimagináveis. Abominei alguns seres e falei alto. Tudo pareceu ser o melhor,naquele instante.Estou sempre refletindo e partindo para a luta.


Abracei-me a mim mesma. Não estavam parentes, amigos e nem aderentes. Percebi que, muitas vezes, nos bastamos a nós mesmas, ainda que contrariando a célebre frase de Thomas Merton: HOMEM ALGUM É UMA ILHA.
Não posso discordar desse grande escritor, mas , naquele dia, abracei-me a mim mesma e fui capaz de vencer os obstáculos....
Meus leitores são muito astutos e sabem que estou em paz...

sexta-feira, 1 de março de 2013

O infinito terá, um dia, o seu final?


E o mês de março vai chegando de mansinho,trazendo ares de inverno e algumas reviravoltas que correspondem ou não às nossas expectativas.
Lá se vão alguns sonhos roubados e alguns desejos alucinados.Tudo isso faz parte da vida , da vida e suas nuances.
Acordo um tanto em conflito,nada que possa ir além do esperado. Começo a estabelecer novas metas e a planejar, se é que posso, uma guinada que me traga de volta um espaço para me expandir nos estudos e na cultura. Tudo que , sem levar em conta a minha maturidade, continua vivo em mim....
Interessante é a vida. Já a meio caminho, penso em novos valores e sonho outros desejos. Não paro no tempo.Penso que não é coisa fácil e nem possível de não ser assim....
Ainda nos meus aposentos, tenho em mim, como disse Fernando Pessoa, grande escritor e poeta, "Todos os sonhos do mundo."
E a vida vai seguindo o seu trajeto e nós, seres humanos, vamos à deriva ou não, martelando em nossas mentes todas as alternativas para sermos sempre mais gente e mais solidários. Tristes serão aqueles que em seu apego material, não se lembram que a vida não passa de um suspiro. Às vezes imagino: para onde iremos nós? O infinito tem , um dia, o seu final?
Perguntas sem respostas e a insensatez do descompasso e da falta de reflexão.
Vinha sem escrever no meu blog. Metaforicamente, ou não, digito um texto na certeza de que vivo mais um dia em que a esperança fará de mim o que sempre fui, com mudanças que chegam para acrescer. Isso é bom, meus leitores.
Mudar para melhor, mesmo numa solidão aprendida e numa aprendizagem adquirida!!!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ver o invisível...


Algumas tardes parecem intermináveis. Interessante esta percepção do tempo que, na verdade,sempre é o mesmo. Quando isto acontece,dedico-me sempre à leitura de livros.Afinal é um passatempo enriquecdor e o meu lazer predileto.
Venho lendo e relendo o Livro O que realmente importa, de Anderson Cavalcante. De leitura agradável e leve, constitui um chamamento às necessidades de o indivíduo se comportar, de ser sempre quem é e de ter a dignidade como a premissa máxima.
É verdade que ,como disse o autor,As coisas que realmente importam têm custo zero.
Tenho visto, já na maturidade, que muitas pessoas se imbuem de um comportamento que não lhe é inerente,tornando-se outra pessoa, usando uma máscara que, se por muito tempo, termina colando no rosto. Independente de todas as fragilidades e vergonhas de serem quem são, o que importa à criatura é ser realmente quem é...
O livro referido abre caminhos para esta abordagem e nos desperta para as condutas que , de fato, acho eu, são as que devem ser.
Nessas tardes intermináveis, como assim sinto, tenho me detido em alguns conceitos e refletido sobre eles. Exemplo disto é saber e entender que Integridade é coerência entre pensamento, sentimento e comportamento.
Mas a vida é surpreendente. Por mais que procuremos planejá-la, ela nos surpreende o tempo todo. É isso que faz o mistério e a beleza da vida.
Chego á conclusão, ainda, que é preciso ver o invisível. Disse Sêneca: O vento não sopra a favor de quem não sabe para onde ir.
É isso aí, leitores, a tarde continua interminável. E eu reitero: é a vida e suas nuances...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma solidão aprendida....


São muitas variáveis independentes agindo em nossas vidas. Por outro lado,também, o próprio amor que mexe com o nosso ser,que se instala, que nos faz atrelados e que nos provoca proteção e saudades.
A vida é cheia de pedacinhos e recheada de aqui e de acolá. Nós mudamos e nos aventuramos, tentando sempre, assim espero, a alegria de viver,que nos impulsiona e nos mostra uma realidade dentro dos parâmetros da plenitude.
Parece que a tarde anda se arrastando,trazendo um montão de pensamentos que ,em forma de trocadilhos, traz a mim uma vontade de escrever que ainda não foi focalizada dentro dos meus interesses.
Escrevo quase numa nota só, mas mudo o tom e dou ênfase ao que mais me toca no momento. Valha-me Deus com tantas sintonias,procurando entrar no âmago de meus leitores.
Acho que já me tornei internacional com este blog,indo da Europa aos Estados Unidos.Isso me contenta e me gratifica.Afinal, afinal, não são muitos que mantém este público internacional fiel.
Hoje já encaro a vida com o espírito de muita modernidade. Foram quedas e atoleiros pelos quais passei,que me fizeram mais amadurecida.Já não tenho pensamentos expectantes que me levem a grandes desafetos.
Há uma solidão aprendida e uma solidariedade adquirida.Foram muitos percalços e muitas estradas . Engatinhei e andei.Que não se iludam os inocentes!!!!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Roubando a cena da calmaria...


Havia um silêncio sepulcral que contracenava com um frio que se fez intenso esta noite, não sei por quê. Procurei ficar envolta em meus lençóis, mas a ausência de qualquer voz, falava mais para mim do que calava. Incrível esta percepção alucinada, difícil de ser explicada. Quase impossível.
Estive um bom tempo sem sono. Deus dos céus!!!!!! sinto hoje a ressaca da insônia e, pior que tudo, encontro-me na Universidade desde cedo da manhã. São os ossos do ofício....
Além de tudo, uma cachorrada nas redondezas começou a latir minutos depois do silêncio, roubando a cena da calmaria, que de calmaria nada tinha.
Difícil este momento que mexeu com o meu sono e me deixou tendo que apelar para os mecanismos de defesa ou, caso contrário, eu terminaria a noite sem pregar os meus olhos. Assim sendo, permaneci ausente de qualquer pensamento, bloqueando-o até onde pude e onde usei a minha força de controle.
A vida e suas nuances. E assim vamos aprendendo todos os dias e horas, tirando de cada experiência um resultado e uma aprendizagem que, de uma forma ou de outra, enriquecem o indivíduo.
Mais uma noite sem muita tranquilidade, mas o melhor é que, geralmente, nada disso existe. Constituiu uma quase exceção e isso a gente tira de letra. Registrei no blog porque mexeu comigo. Pouco, mas mexeu....e aí, leitores, fica mais um texto. Quem sabe não agrada, pelo menos, a gregos ou a troianos. Se assim for, já estou satisfeita!!!