Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ver o invisível...


Algumas tardes parecem intermináveis. Interessante esta percepção do tempo que, na verdade,sempre é o mesmo. Quando isto acontece,dedico-me sempre à leitura de livros.Afinal é um passatempo enriquecdor e o meu lazer predileto.
Venho lendo e relendo o Livro O que realmente importa, de Anderson Cavalcante. De leitura agradável e leve, constitui um chamamento às necessidades de o indivíduo se comportar, de ser sempre quem é e de ter a dignidade como a premissa máxima.
É verdade que ,como disse o autor,As coisas que realmente importam têm custo zero.
Tenho visto, já na maturidade, que muitas pessoas se imbuem de um comportamento que não lhe é inerente,tornando-se outra pessoa, usando uma máscara que, se por muito tempo, termina colando no rosto. Independente de todas as fragilidades e vergonhas de serem quem são, o que importa à criatura é ser realmente quem é...
O livro referido abre caminhos para esta abordagem e nos desperta para as condutas que , de fato, acho eu, são as que devem ser.
Nessas tardes intermináveis, como assim sinto, tenho me detido em alguns conceitos e refletido sobre eles. Exemplo disto é saber e entender que Integridade é coerência entre pensamento, sentimento e comportamento.
Mas a vida é surpreendente. Por mais que procuremos planejá-la, ela nos surpreende o tempo todo. É isso que faz o mistério e a beleza da vida.
Chego á conclusão, ainda, que é preciso ver o invisível. Disse Sêneca: O vento não sopra a favor de quem não sabe para onde ir.
É isso aí, leitores, a tarde continua interminável. E eu reitero: é a vida e suas nuances...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma solidão aprendida....


São muitas variáveis independentes agindo em nossas vidas. Por outro lado,também, o próprio amor que mexe com o nosso ser,que se instala, que nos faz atrelados e que nos provoca proteção e saudades.
A vida é cheia de pedacinhos e recheada de aqui e de acolá. Nós mudamos e nos aventuramos, tentando sempre, assim espero, a alegria de viver,que nos impulsiona e nos mostra uma realidade dentro dos parâmetros da plenitude.
Parece que a tarde anda se arrastando,trazendo um montão de pensamentos que ,em forma de trocadilhos, traz a mim uma vontade de escrever que ainda não foi focalizada dentro dos meus interesses.
Escrevo quase numa nota só, mas mudo o tom e dou ênfase ao que mais me toca no momento. Valha-me Deus com tantas sintonias,procurando entrar no âmago de meus leitores.
Acho que já me tornei internacional com este blog,indo da Europa aos Estados Unidos.Isso me contenta e me gratifica.Afinal, afinal, não são muitos que mantém este público internacional fiel.
Hoje já encaro a vida com o espírito de muita modernidade. Foram quedas e atoleiros pelos quais passei,que me fizeram mais amadurecida.Já não tenho pensamentos expectantes que me levem a grandes desafetos.
Há uma solidão aprendida e uma solidariedade adquirida.Foram muitos percalços e muitas estradas . Engatinhei e andei.Que não se iludam os inocentes!!!!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Roubando a cena da calmaria...


Havia um silêncio sepulcral que contracenava com um frio que se fez intenso esta noite, não sei por quê. Procurei ficar envolta em meus lençóis, mas a ausência de qualquer voz, falava mais para mim do que calava. Incrível esta percepção alucinada, difícil de ser explicada. Quase impossível.
Estive um bom tempo sem sono. Deus dos céus!!!!!! sinto hoje a ressaca da insônia e, pior que tudo, encontro-me na Universidade desde cedo da manhã. São os ossos do ofício....
Além de tudo, uma cachorrada nas redondezas começou a latir minutos depois do silêncio, roubando a cena da calmaria, que de calmaria nada tinha.
Difícil este momento que mexeu com o meu sono e me deixou tendo que apelar para os mecanismos de defesa ou, caso contrário, eu terminaria a noite sem pregar os meus olhos. Assim sendo, permaneci ausente de qualquer pensamento, bloqueando-o até onde pude e onde usei a minha força de controle.
A vida e suas nuances. E assim vamos aprendendo todos os dias e horas, tirando de cada experiência um resultado e uma aprendizagem que, de uma forma ou de outra, enriquecem o indivíduo.
Mais uma noite sem muita tranquilidade, mas o melhor é que, geralmente, nada disso existe. Constituiu uma quase exceção e isso a gente tira de letra. Registrei no blog porque mexeu comigo. Pouco, mas mexeu....e aí, leitores, fica mais um texto. Quem sabe não agrada, pelo menos, a gregos ou a troianos. Se assim for, já estou satisfeita!!!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"A vida é uma poesia.."


Terminadas as férias, encontro-me na Universidade. Desta feita, os amigos e colegas, com o seu carinho, fazem com que o esquecimento tome espaço em meu ser. E assim o caminho da vida vai seguindo o seu rumo, sem que fiquemos parados à beira da estrada.
As férias deixaram as suas marcas e me deram energias, que me dão as forças necessárias para atravessar os atoleiros, que por ventura acontecem ou não...
Ainda remoendo os retalhos que procurei costurá-los e consegui fazer uma colcha para me proteger quando o frio me fizesse morada.
Leitores, falo por metáforas. Gosto de atiçar o intelecto dos leitores e suscitar um pouco de mistério, mesmo sem ser misteriosa. Agora, é partir para estratégias que me deixem um sustentáculo mais conciso e mais potente.
Na verdade, a vida é uma poesia, já disse alguém. Gosto de seguir essa premissa e de procurar sempre uma alegria, sem deixar me levar pelas ventanias que sopram a Deus dará...
E o dia vai passando. Ouço algumas músicas que fazem atenuar a nossa sala parada pelo confinamento que , querendo ou não, está fechada pela situação de ser um local que não se mexe.
Amo a vida e , debaixo de trancos e barrancos, sigo a minha estrada acompanhada de muita solidariedade. Isso é o melhor!!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Que as águas se ponham a rolar....


Esta tarde foi diferente. Dormi, acordei e novamente adormeci. Havia algo de mistério neste entardecer. Pensei que precisava mergulhar no esquecimento e deixar que o mundo virasse pelo avesso, tamanha a minha vontade de ser ou de não ser eu.
A vida e suas nuances. Como sempre muito perceptiva, não precisava de palavras pronunciadas para detectar o que se passava. Havia algo diferente, que eu camuflei através do sono.
O ser humano é sempre peculiar em suas sensações e nas suas reações. Estava sozinha e nem sei como explicar o meu interior neste momento.Escondi o quanto pude a minha realidade e certa fragilidade que me rondavam pouco a pouco, mansamente pertubadora, sem que eu não pudesse dominar o fato.
Leitores, falo muito por metáforas. Prometi a mim mesma, não me escancarar por inteira. Aquela promessa de deixar que as águas se ponham a rolar e as alegrias superem todo e qualquer desafeto e todos os desânimos, que um dia será impossível não se manifestarem.
Anoiteceu e eu virei o avesso dos avessos do mundo. Afinal, afinal, estou cumprindo o meu "desiderato" que se fez presente desde que tive como formação a Psicologia. Existem muitas vertentes para dominar o que nos faz um mistério em nosso viver.
E, assim, eu percebo que já virei outra. Pedacinhos e filigranas que se foram num passo de mágica e de magia.
Vou ao banho frio. Este me revigora SEMPRE. É a vida e suas nuances...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Esta, eu não escancaro....



O dia amanhece como todos os sábados. Os pássaros cantam como quem solfejam uma canção de ninar. Por certo, têm o desejo de que durmamos um pouco mais, levando-nos ao ápice do descanso. Impossível, muitas vezes.
Afasto e me faço esquecer os momentos que não me foram benfazejos. Sem dúvida nenhuma, a alegria de viver superou tudo que não pareceu tão condizente com a minha natureza e com as expectativas sempre altas.Melhor assim.
Dormi um bocado, já o suficiente para iniciar o final de semana, que nos deixa mais energizados, quase sempre.
A vida nos ensinando a cada hora e a cada minuto. Os mecanismos de defesa que nos fazem liberar o interior de cada um de nós.
Vez ou outra, mudo o foco do meu texto, contrariando filha minha, que é, além de advogada, uma revisora de Português, ímpar no seu saber.
E lá vou eu nas minhas andanças sentimentais e de pensamentos, lembrando um Artigo de um médico conceituado que fala no titanic que temos dentro de nós. Interessante o texto. O autor fala no poder imaginado e alucinado pelo ser humano, que se acha invencível, poderoso, auto suficiente e que só percebe o perigo quando as águas molham os seus pés. Excelente comparação metafórica com o naufrágio do TITANIC EM 1912. Daí a lembrança constante do caso Titanic. Temos no nosso subconsciente a história do Titanic que é a história de cada um de nós.
Segundo o autor, Médico Cláudio Renato Pina Moreira, somos, em suma, imortais. O artigo é profundo. Tive a oportunidade de ler em Revista Médica, recebida por meu esposo, também médico.
Essa abordagem foi evocada num sábado porque , talvez, tenha ficado em mim, deixado impressões muito fortes. E aí está a mudança de foco, minha querida filha, Luciana.
Mas, sábado é sábado e eu quero dar uma guinada e um passeio que me dê prazer. O ontem já foi esquecido, mesmo tendo em mim, no meu ser, uma realidade só minha....esta, eu não escancaro....

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"É muito setenta...."


Já brincamos o suficiente. O carnaval passou. Os melhores banhos de mar me deixaram energizada, sempre achando que a vida é cor de rosa. Será?
Mas, nas minhas andanças adquiri novos livros no Aeroporto Internacional dos Guararapes e complementei as minhas leituras com os meus livros, a minha Biblioteca, que sempre terá um recanto no meu apartamento.
Entre tantos livros, peguei-me com Diálogos Impossíveis, de Luis Fernando Veríssimo. De leitura leve, Veríssimo mostra tal qual um existencialista dotado de bom humor, o absurdo que marca a existência humana.
Veríssimo mostra e persegue nestas suas crônicas o tom hilariante e bem humorado desde tempos longínquos, lançando a sua idéia, como sempre faz, de que o homem parece falar o que não deve e calar no fundamental. Fala da vocação humana para a confusão. Vale a pena ler.
Acho que fiz leituras suaves, incapazes de serem criticadas, mesmo achando que a crítica é necessária e conduz a lugares melhores...Sei talvez melhor do que muitos.
Não deixo este meu desejo de estar sempre fazendo leituras. Com certeza, é o meu lazer preferido. Herança é fogo e esta o meu pai me deixou, fazendo de mim, quem sabe, uma substituta sua, mesmo que um tanto amadora.
E lá se vão os meus momentos de reflexão, intocáveis e solitários. Por vezes discutido e comentado em casa mesmo. Esta minha extrema vontade de falar e de ouvir.
Alguns pensamentos me fizeram morada. Um deles foi sobre a minha literatura que passa a se revestir de um pouco de mudanças. E me ponho a ler, quando encontro duas frases que me deixam em alerta: "Sem sofrimento não há Literatura" (Orígenes Lessa ) e " É preciso sofrer para escrever uma grande obra" (Dostoievsky ).
E agora leitores: só camuflando as perigosas travessias, chego a escrever uma grande obra. Conforme relatei em crônica anterior, é preciso mostrar aos leitores apenas o meu lado bom da vida.
"É muito setenta", não é papai?