Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Que as águas se ponham a rolar....


Esta tarde foi diferente. Dormi, acordei e novamente adormeci. Havia algo de mistério neste entardecer. Pensei que precisava mergulhar no esquecimento e deixar que o mundo virasse pelo avesso, tamanha a minha vontade de ser ou de não ser eu.
A vida e suas nuances. Como sempre muito perceptiva, não precisava de palavras pronunciadas para detectar o que se passava. Havia algo diferente, que eu camuflei através do sono.
O ser humano é sempre peculiar em suas sensações e nas suas reações. Estava sozinha e nem sei como explicar o meu interior neste momento.Escondi o quanto pude a minha realidade e certa fragilidade que me rondavam pouco a pouco, mansamente pertubadora, sem que eu não pudesse dominar o fato.
Leitores, falo muito por metáforas. Prometi a mim mesma, não me escancarar por inteira. Aquela promessa de deixar que as águas se ponham a rolar e as alegrias superem todo e qualquer desafeto e todos os desânimos, que um dia será impossível não se manifestarem.
Anoiteceu e eu virei o avesso dos avessos do mundo. Afinal, afinal, estou cumprindo o meu "desiderato" que se fez presente desde que tive como formação a Psicologia. Existem muitas vertentes para dominar o que nos faz um mistério em nosso viver.
E, assim, eu percebo que já virei outra. Pedacinhos e filigranas que se foram num passo de mágica e de magia.
Vou ao banho frio. Este me revigora SEMPRE. É a vida e suas nuances...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Esta, eu não escancaro....



O dia amanhece como todos os sábados. Os pássaros cantam como quem solfejam uma canção de ninar. Por certo, têm o desejo de que durmamos um pouco mais, levando-nos ao ápice do descanso. Impossível, muitas vezes.
Afasto e me faço esquecer os momentos que não me foram benfazejos. Sem dúvida nenhuma, a alegria de viver superou tudo que não pareceu tão condizente com a minha natureza e com as expectativas sempre altas.Melhor assim.
Dormi um bocado, já o suficiente para iniciar o final de semana, que nos deixa mais energizados, quase sempre.
A vida nos ensinando a cada hora e a cada minuto. Os mecanismos de defesa que nos fazem liberar o interior de cada um de nós.
Vez ou outra, mudo o foco do meu texto, contrariando filha minha, que é, além de advogada, uma revisora de Português, ímpar no seu saber.
E lá vou eu nas minhas andanças sentimentais e de pensamentos, lembrando um Artigo de um médico conceituado que fala no titanic que temos dentro de nós. Interessante o texto. O autor fala no poder imaginado e alucinado pelo ser humano, que se acha invencível, poderoso, auto suficiente e que só percebe o perigo quando as águas molham os seus pés. Excelente comparação metafórica com o naufrágio do TITANIC EM 1912. Daí a lembrança constante do caso Titanic. Temos no nosso subconsciente a história do Titanic que é a história de cada um de nós.
Segundo o autor, Médico Cláudio Renato Pina Moreira, somos, em suma, imortais. O artigo é profundo. Tive a oportunidade de ler em Revista Médica, recebida por meu esposo, também médico.
Essa abordagem foi evocada num sábado porque , talvez, tenha ficado em mim, deixado impressões muito fortes. E aí está a mudança de foco, minha querida filha, Luciana.
Mas, sábado é sábado e eu quero dar uma guinada e um passeio que me dê prazer. O ontem já foi esquecido, mesmo tendo em mim, no meu ser, uma realidade só minha....esta, eu não escancaro....

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"É muito setenta...."


Já brincamos o suficiente. O carnaval passou. Os melhores banhos de mar me deixaram energizada, sempre achando que a vida é cor de rosa. Será?
Mas, nas minhas andanças adquiri novos livros no Aeroporto Internacional dos Guararapes e complementei as minhas leituras com os meus livros, a minha Biblioteca, que sempre terá um recanto no meu apartamento.
Entre tantos livros, peguei-me com Diálogos Impossíveis, de Luis Fernando Veríssimo. De leitura leve, Veríssimo mostra tal qual um existencialista dotado de bom humor, o absurdo que marca a existência humana.
Veríssimo mostra e persegue nestas suas crônicas o tom hilariante e bem humorado desde tempos longínquos, lançando a sua idéia, como sempre faz, de que o homem parece falar o que não deve e calar no fundamental. Fala da vocação humana para a confusão. Vale a pena ler.
Acho que fiz leituras suaves, incapazes de serem criticadas, mesmo achando que a crítica é necessária e conduz a lugares melhores...Sei talvez melhor do que muitos.
Não deixo este meu desejo de estar sempre fazendo leituras. Com certeza, é o meu lazer preferido. Herança é fogo e esta o meu pai me deixou, fazendo de mim, quem sabe, uma substituta sua, mesmo que um tanto amadora.
E lá se vão os meus momentos de reflexão, intocáveis e solitários. Por vezes discutido e comentado em casa mesmo. Esta minha extrema vontade de falar e de ouvir.
Alguns pensamentos me fizeram morada. Um deles foi sobre a minha literatura que passa a se revestir de um pouco de mudanças. E me ponho a ler, quando encontro duas frases que me deixam em alerta: "Sem sofrimento não há Literatura" (Orígenes Lessa ) e " É preciso sofrer para escrever uma grande obra" (Dostoievsky ).
E agora leitores: só camuflando as perigosas travessias, chego a escrever uma grande obra. Conforme relatei em crônica anterior, é preciso mostrar aos leitores apenas o meu lado bom da vida.
"É muito setenta", não é papai?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sem pudores e sem remorsos!!!




Não foi fácil. Apesar de insistir e persistir em tornar os meus temas focos de meus textos, resolvi mudar. Seria uma tentativa de agradar a gregos e a troianos. Difícil, não leitores?
Além do mais, ser sempre protagonista e nunca uma vítima que merece proteção...
Vivi estes dias momentos de muita reflexão e de tomadas de consciência. Li e reli alguns livros. Participei de instantes prazerosos e me policiei para transmitir, no mais das vezes, as alegrias que me foram companheiras e que me impulsionaram para um patamar de prazeres cotidianos e muito mais.
Confesso, leitores, que nem só de fatos agradáveis vive o homem, mas pelo dito ou quase dito, cheguei a grande conclusão de que o público pede a satisfação e nunca as travessias perigosas que também fazem nossas vidas. Tenho em mim, assim sendo, um desejo de ser muito mais o bem do que o mal, negando todas as realidades que porventura foram reais....
Não foi fácil. Há uma inspiração delirante que toma todo o meu ser, que me faz mais mulher, que me enlouquece a alma, que me fantasia e até me mascara.
Os últimos dias me fizeram ter uma satisfação que me fez energizada pelos banhos de mar e pela visão do céu e das estrelas que eu acompanhei em belos dias de passeios.
Acredito que os meus leitores viveram momentos mais intensos, nas vibrações de um carnaval que faz a gente delirar de emoções, sob os batuques do samba e do frevo. Espero que tenham sido momentos de muito prazer e que apenas as alegrias lhes fizeram morada.
Há em mim, mudando o foco, uma intenção de largar o blog. Já disse e reitero. A decisão não está consolidada, mas não será surpresa se assim acontecer.
Alguém já disse: "Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui nenhum insulto abandoná-lo quando o coração pede."
E o sono chega, a vontade de sonhar é forte e eu me vou, sem pudores e sem remorsos!!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

JUSTIFICATIVA



Resolvi excluir a crônica Num Momento tão meu....Sei que o escritor é livre no blog, guardando as devidas privacidades, de expor os seus sentimentos.
Tenho, no entanto, uma pureza n'alma e não desejo suscitar tristezas, mesmo já tendo dito e reiterado que a vida é a vida e suas nuances. São momentos. Impossível serem apenas alegrias.
Doravante, leitores, vou explorar o meu lado de não tristezas. Ouço muito os meus leitores, pois eles são meu público alvo e assim será sempre. Amo vocês!!!!

A AUTORA

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Em torno de mim mesma....




Acho que andei viajando no país dos sonhos encantados. Nem sempre é necessário sair do porto seguro para encontrar a paz e desvendar mistérios. A viagem que fazemos em torno de nós mesmos, pode ser tão frutífera tanto quanto um grande banho de civilização.
Esta foi mais simples, mas tão real quanto jamais imaginara ser. Fiz de tudo e li muita coisa. Não tenho muitas paisagens fotografadas e nem desejos ocultos e manifestos de mostrar aos outros que fui longe. O meu poder foi muito maior.
Hoje falo por metáfora, queridos leitores. Alimentei sonhos e não tive medo de fracassos. Estes são decorrentes de desistências.
O sol e a lua foram e são os meus companheiros do dia a dia, sem falar no mar que me encanta. E até precisei dele para me beneficiar.
Em belas noites de passeios, fiz questão de acompanhar a lua, tão bela e majestosa, imponente no seu brilho. Fiquei ciente de que o meu Narcisismo, vai além de tudo e , talvez, de muitos.
A casa, lapidada e bem cuidada, soube abrigar o meu quarto. Foi nele que aprendi muito por esses dias. Quando só e quando em dias de prazer repousante, a gente se faz mais gente quando tudo é mais bonito. Camisolas acetinadas também fizeram a minha festa. Soube aproveitar o bom e o menos bom.
Acho que fiz uma viagem no país dos sonhos encantados. Não precisei de belos casacos de frio e nem de roupas abrilhantadas.

Leitores, recebi por dia mais de dez e-mails, reclamando a minha falta. Estava no país dos sonhos encantados, viajando em torno de mim mesma....

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tenho medo.....


Não fosse eu tão centrada, teria me assustado com a televisão ligando sozinha, sem ter sido programada. Ainda por cima, passava um filme, aparentemente nada apaixonante. Afinal é a hora do amor estar de pé....
      Não fosse eu tão trabalhada emocionalmente, a noite/ madrugada pareceria aos meus olhos fantasmagórica. Levantei-me devagar, tomei água, respirei fundo, desliguei o aparelho, mas o sono foi embora como quem quer me deixar a pensar.
      A madrugada é para mim um tanto dúbia. Quando posso dormir mais um pouco, pois estou de férias, deixo-me ficar mais sossegada. Nada, no entanto, é tão maravilhoso, considerando que os pensamentos tomam um vulto maior e tudo parece mais inquietante e até intrigante.
       Total silêncio. A escuridão da noite, vista da janela, estimula um certo pavor. Tenho um medo que me deixa atônita. E todo este meu sentimento vem de longas datas, quando me via só, sem querer chamar a minha mãe.
      A maturidade , evidentemente, me fez outra, mas os resquícios das provocações de uma noite insone, permanecem acesos e o consciente deixa que muita coisa me pareça iluminado, sem, no entanto, mostrar as filigranas muito adormecidas.
       Quando acordo em meio da noite, tenho medo. Um quase pavor que me leva a uma insônia atormentadora. Não queria assim. A madrugada já me foi traiçoeira e a lembrança de tudo vem à tona, sem que eu consiga dominá-la. Já fui leitora nestes momentos. Hoje sou muitas interrogações.
         A madrugada é fria e me põe aquele medo que pode  levar ao pesadelo da incerteza de adormecer e de esquecer tudo que não quero lembrar. Que não quero buscar no inconsciente adormecido. Valha-me Deus!!!!