Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sem pudores e sem remorsos!!!




Não foi fácil. Apesar de insistir e persistir em tornar os meus temas focos de meus textos, resolvi mudar. Seria uma tentativa de agradar a gregos e a troianos. Difícil, não leitores?
Além do mais, ser sempre protagonista e nunca uma vítima que merece proteção...
Vivi estes dias momentos de muita reflexão e de tomadas de consciência. Li e reli alguns livros. Participei de instantes prazerosos e me policiei para transmitir, no mais das vezes, as alegrias que me foram companheiras e que me impulsionaram para um patamar de prazeres cotidianos e muito mais.
Confesso, leitores, que nem só de fatos agradáveis vive o homem, mas pelo dito ou quase dito, cheguei a grande conclusão de que o público pede a satisfação e nunca as travessias perigosas que também fazem nossas vidas. Tenho em mim, assim sendo, um desejo de ser muito mais o bem do que o mal, negando todas as realidades que porventura foram reais....
Não foi fácil. Há uma inspiração delirante que toma todo o meu ser, que me faz mais mulher, que me enlouquece a alma, que me fantasia e até me mascara.
Os últimos dias me fizeram ter uma satisfação que me fez energizada pelos banhos de mar e pela visão do céu e das estrelas que eu acompanhei em belos dias de passeios.
Acredito que os meus leitores viveram momentos mais intensos, nas vibrações de um carnaval que faz a gente delirar de emoções, sob os batuques do samba e do frevo. Espero que tenham sido momentos de muito prazer e que apenas as alegrias lhes fizeram morada.
Há em mim, mudando o foco, uma intenção de largar o blog. Já disse e reitero. A decisão não está consolidada, mas não será surpresa se assim acontecer.
Alguém já disse: "Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui nenhum insulto abandoná-lo quando o coração pede."
E o sono chega, a vontade de sonhar é forte e eu me vou, sem pudores e sem remorsos!!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

JUSTIFICATIVA



Resolvi excluir a crônica Num Momento tão meu....Sei que o escritor é livre no blog, guardando as devidas privacidades, de expor os seus sentimentos.
Tenho, no entanto, uma pureza n'alma e não desejo suscitar tristezas, mesmo já tendo dito e reiterado que a vida é a vida e suas nuances. São momentos. Impossível serem apenas alegrias.
Doravante, leitores, vou explorar o meu lado de não tristezas. Ouço muito os meus leitores, pois eles são meu público alvo e assim será sempre. Amo vocês!!!!

A AUTORA

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Em torno de mim mesma....




Acho que andei viajando no país dos sonhos encantados. Nem sempre é necessário sair do porto seguro para encontrar a paz e desvendar mistérios. A viagem que fazemos em torno de nós mesmos, pode ser tão frutífera tanto quanto um grande banho de civilização.
Esta foi mais simples, mas tão real quanto jamais imaginara ser. Fiz de tudo e li muita coisa. Não tenho muitas paisagens fotografadas e nem desejos ocultos e manifestos de mostrar aos outros que fui longe. O meu poder foi muito maior.
Hoje falo por metáfora, queridos leitores. Alimentei sonhos e não tive medo de fracassos. Estes são decorrentes de desistências.
O sol e a lua foram e são os meus companheiros do dia a dia, sem falar no mar que me encanta. E até precisei dele para me beneficiar.
Em belas noites de passeios, fiz questão de acompanhar a lua, tão bela e majestosa, imponente no seu brilho. Fiquei ciente de que o meu Narcisismo, vai além de tudo e , talvez, de muitos.
A casa, lapidada e bem cuidada, soube abrigar o meu quarto. Foi nele que aprendi muito por esses dias. Quando só e quando em dias de prazer repousante, a gente se faz mais gente quando tudo é mais bonito. Camisolas acetinadas também fizeram a minha festa. Soube aproveitar o bom e o menos bom.
Acho que fiz uma viagem no país dos sonhos encantados. Não precisei de belos casacos de frio e nem de roupas abrilhantadas.

Leitores, recebi por dia mais de dez e-mails, reclamando a minha falta. Estava no país dos sonhos encantados, viajando em torno de mim mesma....

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tenho medo.....


Não fosse eu tão centrada, teria me assustado com a televisão ligando sozinha, sem ter sido programada. Ainda por cima, passava um filme, aparentemente nada apaixonante. Afinal é a hora do amor estar de pé....
      Não fosse eu tão trabalhada emocionalmente, a noite/ madrugada pareceria aos meus olhos fantasmagórica. Levantei-me devagar, tomei água, respirei fundo, desliguei o aparelho, mas o sono foi embora como quem quer me deixar a pensar.
      A madrugada é para mim um tanto dúbia. Quando posso dormir mais um pouco, pois estou de férias, deixo-me ficar mais sossegada. Nada, no entanto, é tão maravilhoso, considerando que os pensamentos tomam um vulto maior e tudo parece mais inquietante e até intrigante.
       Total silêncio. A escuridão da noite, vista da janela, estimula um certo pavor. Tenho um medo que me deixa atônita. E todo este meu sentimento vem de longas datas, quando me via só, sem querer chamar a minha mãe.
      A maturidade , evidentemente, me fez outra, mas os resquícios das provocações de uma noite insone, permanecem acesos e o consciente deixa que muita coisa me pareça iluminado, sem, no entanto, mostrar as filigranas muito adormecidas.
       Quando acordo em meio da noite, tenho medo. Um quase pavor que me leva a uma insônia atormentadora. Não queria assim. A madrugada já me foi traiçoeira e a lembrança de tudo vem à tona, sem que eu consiga dominá-la. Já fui leitora nestes momentos. Hoje sou muitas interrogações.
         A madrugada é fria e me põe aquele medo que pode  levar ao pesadelo da incerteza de adormecer e de esquecer tudo que não quero lembrar. Que não quero buscar no inconsciente adormecido. Valha-me Deus!!!!
        

E aplaudo o meu viver!!!!!

   Tenho andado um tanto afastada do blog. Neste tempo, nunca usei tanto o meu ipad. Nunca fui tão frequentadora de meu quarto, quarto de Rainha! Isto posso dizer porque nunca fui Majestade...
    A vida e suas nuances. Tento esconder muito do que se passa. Alguém me disse que em férias é proibido pensar e falar em algo que não soe como completo contentamento. Tenho seguido quase à risca esta premissa. Acho que pseudo férias devem ser camufladas.
     Afinal, afinal, o banho de mar bem cedinho, com o iodo da água penetrando no corpo, onde deve, tem sido para mim um deslumbre. E assim procuro tirar destes momentos o gosto e o sabor de mel.
      A noite, de minha varanda, é outro instante que me deixa extasiada. Nunca me cansei de ver o que é  bonito. E Boa Viagem é tão atraente que me faz lavar a alma e até esquecer as dores físicas e da alma. Não me importam a quem pareço enganar e desacreditar. Bem que dói, mas passa.

       Neste momento, estou sozinha. Impossível ter o meu marido as vinte e quatro horas, mesmo que em férias suas também, tenha a ele por dezoito horas. Marido bom é assim....
       Penso como fazer para conciliar duas orientações: uma é andar para não ficar em sedentarismo. Cardiologista diz assim. A outra: é necessário relativo repouso. Fala o ortopedista.
       Cá com os meus botões, "é muito setenta", como dizia o meu pai querido, encantado no mais profundo infinito. De lá, ele bem que deve se preocupar comigo. Deus queira que não...
       A noite cai e com ela deixo a minha inspiração tomar vulto. Só sei escrever no notebook. O ipad me serve como brinquedo, muito mais do que onde fazer as minhas produções. Entenda quem puder.
       E lá se vão as férias em manhãs de azul de brigadeiro, em tardes ensolaradas e em noites estreladas.
      É assim que vejo a vida. Se grandes autores já proclamaram que A VIDA É BELA, eu reitero e aplaudo o meu viver!!!!!

sábado, 26 de janeiro de 2013

O ontem e o hoje....

Vêm aí os mascarados, caracterizando o carnaval. As máscaras se antecedem aos tempos carnavalescos, mostrando uma face que, talvez, não queira ser descoberta.
   Não sou amante de carnaval, mas também não condeno quem gosta do frevo , do samba e da folia.
   Fico com meu pai que definia o período momesco como sendo dias de maldição. Nem tanto e nem tão pouco....
    Já gostei de mascarados. Em tempos idos, passavam em minha rua e davam um colorido especial. Às vezes, me amedrontava, porém hoje tenho um sentimento que se mistura com uma verdade coberta, um esconderijo de algo que em vez de alegria, traz camuflada uma tristeza amarga. Isso não me faz bem. Nunca penso ou sei o que é verdade.
       Os mascarados, com máscaras ou sem máscaras manifestas, mostram, por vezes, o lado avesso de seu íntimo, o contrário de tudo que sente e as cantorias que entoa esconde um sentimento de saudade e de muito mais. Isso já não me toca como na época da infância, onde não havia tanta simulação e tanta vontade de se mostrar o melhor de que muitos....
       A vida e suas nuances. Tantos dias de folia e o terminar desse tempo numa quarta que acaba, deixando cair as máscaras, pois não haverão de durar uma eternidade, uma felicidade tão grande ou, talvez, uma desmedida vontade de liberar tensões que machucam por fazer chorar.
       Tenho, na maturidade, outros desejos. Curto a natureza e me esbaldo no mar. Não quero máscaras. Quero ser a verdade acima de tudo. O meu coração é mais sensível do que muitos pensam. Ás vezes chego a refletir como na música: "Tenho um coração, bem melhor que não tivera..."
        E , você, amigo ou amiga, não acredita em mim? Sejamos mais fraternos!!!!   O amanhã só vem depois...
     

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tudo é mistério!!!!!


 Belas recordações se misturam a uma saudade nada contida, que me deixam inquieta por todo o dia.... E lá se vão vinte e um anos que me tornei orfã de pai, numa idade ainda em que precisava de suas palavras, do seu alento, dos seus ensinamentos e da sua presença constante em minha vida.
   O tempo é inexorável. Não perdoa a ninguém na hora da finitude da vida. E a certeza da morte, tão certeza e tão verdade, foge de nossas mentes como se nunca fosse ou pudesse acontecer a nós e aos nossos entes queridos.
      Há uma inquietação que não me deixa hoje o dia todo. Vinte e um anos não foram suficientes para que eu deixasse ou permitisse que essa saudade sofrida se afastasse de mim.
      Lembro tudo que me foi bom. Lembro de meu nome como me chamava ele: Lianha. Lembro da formação religiosa, da dignidade, das sábias lições de Francês, que ele falava fluentemente, e de todas as dúvidas que ele nunca deixou de tirar. Posso dizer de cátedra da inteligência do meu pai, das suas histórias mais do que histórias peculiares a sua vivência e a sua experi~encia de homem público.
         Vinte e tres de janeiro, vinte e um anos atrás, quem diria fosse este dia tão fatídico.
          Morreu como um passarinho, interrompendo a leitura que fazia de Josué Montello. Às vezes penso, se chegou diante de Deus com essa bagagem intelectual que acabara de deixar inacabada.
           Pai: você sempre disse que tinha medo de morrer porque todos iam e não voltavam para dizer como era lá.... e você, meu pai, onde ficou encantado?
           Passei anos cruciais, visitando o seu quarto de estudo, a sua jaula, de onde saíram todas as suas obras literárias. Após o seu encantamento no infinito, lá encontrava tudo no seu devido lugar, mas a sua ausência foi por muito tempo o inacreditável que eu nunca aceitei....Que Deus saiba me compreender.
          Hoje rezo o Terço, vindo do Vaticano, por você, pai,  e peço a Deus que lhe proteja, pois para mim tudo é mistério!!!!