Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tenho medo.....


Não fosse eu tão centrada, teria me assustado com a televisão ligando sozinha, sem ter sido programada. Ainda por cima, passava um filme, aparentemente nada apaixonante. Afinal é a hora do amor estar de pé....
      Não fosse eu tão trabalhada emocionalmente, a noite/ madrugada pareceria aos meus olhos fantasmagórica. Levantei-me devagar, tomei água, respirei fundo, desliguei o aparelho, mas o sono foi embora como quem quer me deixar a pensar.
      A madrugada é para mim um tanto dúbia. Quando posso dormir mais um pouco, pois estou de férias, deixo-me ficar mais sossegada. Nada, no entanto, é tão maravilhoso, considerando que os pensamentos tomam um vulto maior e tudo parece mais inquietante e até intrigante.
       Total silêncio. A escuridão da noite, vista da janela, estimula um certo pavor. Tenho um medo que me deixa atônita. E todo este meu sentimento vem de longas datas, quando me via só, sem querer chamar a minha mãe.
      A maturidade , evidentemente, me fez outra, mas os resquícios das provocações de uma noite insone, permanecem acesos e o consciente deixa que muita coisa me pareça iluminado, sem, no entanto, mostrar as filigranas muito adormecidas.
       Quando acordo em meio da noite, tenho medo. Um quase pavor que me leva a uma insônia atormentadora. Não queria assim. A madrugada já me foi traiçoeira e a lembrança de tudo vem à tona, sem que eu consiga dominá-la. Já fui leitora nestes momentos. Hoje sou muitas interrogações.
         A madrugada é fria e me põe aquele medo que pode  levar ao pesadelo da incerteza de adormecer e de esquecer tudo que não quero lembrar. Que não quero buscar no inconsciente adormecido. Valha-me Deus!!!!
        

E aplaudo o meu viver!!!!!

   Tenho andado um tanto afastada do blog. Neste tempo, nunca usei tanto o meu ipad. Nunca fui tão frequentadora de meu quarto, quarto de Rainha! Isto posso dizer porque nunca fui Majestade...
    A vida e suas nuances. Tento esconder muito do que se passa. Alguém me disse que em férias é proibido pensar e falar em algo que não soe como completo contentamento. Tenho seguido quase à risca esta premissa. Acho que pseudo férias devem ser camufladas.
     Afinal, afinal, o banho de mar bem cedinho, com o iodo da água penetrando no corpo, onde deve, tem sido para mim um deslumbre. E assim procuro tirar destes momentos o gosto e o sabor de mel.
      A noite, de minha varanda, é outro instante que me deixa extasiada. Nunca me cansei de ver o que é  bonito. E Boa Viagem é tão atraente que me faz lavar a alma e até esquecer as dores físicas e da alma. Não me importam a quem pareço enganar e desacreditar. Bem que dói, mas passa.

       Neste momento, estou sozinha. Impossível ter o meu marido as vinte e quatro horas, mesmo que em férias suas também, tenha a ele por dezoito horas. Marido bom é assim....
       Penso como fazer para conciliar duas orientações: uma é andar para não ficar em sedentarismo. Cardiologista diz assim. A outra: é necessário relativo repouso. Fala o ortopedista.
       Cá com os meus botões, "é muito setenta", como dizia o meu pai querido, encantado no mais profundo infinito. De lá, ele bem que deve se preocupar comigo. Deus queira que não...
       A noite cai e com ela deixo a minha inspiração tomar vulto. Só sei escrever no notebook. O ipad me serve como brinquedo, muito mais do que onde fazer as minhas produções. Entenda quem puder.
       E lá se vão as férias em manhãs de azul de brigadeiro, em tardes ensolaradas e em noites estreladas.
      É assim que vejo a vida. Se grandes autores já proclamaram que A VIDA É BELA, eu reitero e aplaudo o meu viver!!!!!

sábado, 26 de janeiro de 2013

O ontem e o hoje....

Vêm aí os mascarados, caracterizando o carnaval. As máscaras se antecedem aos tempos carnavalescos, mostrando uma face que, talvez, não queira ser descoberta.
   Não sou amante de carnaval, mas também não condeno quem gosta do frevo , do samba e da folia.
   Fico com meu pai que definia o período momesco como sendo dias de maldição. Nem tanto e nem tão pouco....
    Já gostei de mascarados. Em tempos idos, passavam em minha rua e davam um colorido especial. Às vezes, me amedrontava, porém hoje tenho um sentimento que se mistura com uma verdade coberta, um esconderijo de algo que em vez de alegria, traz camuflada uma tristeza amarga. Isso não me faz bem. Nunca penso ou sei o que é verdade.
       Os mascarados, com máscaras ou sem máscaras manifestas, mostram, por vezes, o lado avesso de seu íntimo, o contrário de tudo que sente e as cantorias que entoa esconde um sentimento de saudade e de muito mais. Isso já não me toca como na época da infância, onde não havia tanta simulação e tanta vontade de se mostrar o melhor de que muitos....
       A vida e suas nuances. Tantos dias de folia e o terminar desse tempo numa quarta que acaba, deixando cair as máscaras, pois não haverão de durar uma eternidade, uma felicidade tão grande ou, talvez, uma desmedida vontade de liberar tensões que machucam por fazer chorar.
       Tenho, na maturidade, outros desejos. Curto a natureza e me esbaldo no mar. Não quero máscaras. Quero ser a verdade acima de tudo. O meu coração é mais sensível do que muitos pensam. Ás vezes chego a refletir como na música: "Tenho um coração, bem melhor que não tivera..."
        E , você, amigo ou amiga, não acredita em mim? Sejamos mais fraternos!!!!   O amanhã só vem depois...
     

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tudo é mistério!!!!!


 Belas recordações se misturam a uma saudade nada contida, que me deixam inquieta por todo o dia.... E lá se vão vinte e um anos que me tornei orfã de pai, numa idade ainda em que precisava de suas palavras, do seu alento, dos seus ensinamentos e da sua presença constante em minha vida.
   O tempo é inexorável. Não perdoa a ninguém na hora da finitude da vida. E a certeza da morte, tão certeza e tão verdade, foge de nossas mentes como se nunca fosse ou pudesse acontecer a nós e aos nossos entes queridos.
      Há uma inquietação que não me deixa hoje o dia todo. Vinte e um anos não foram suficientes para que eu deixasse ou permitisse que essa saudade sofrida se afastasse de mim.
      Lembro tudo que me foi bom. Lembro de meu nome como me chamava ele: Lianha. Lembro da formação religiosa, da dignidade, das sábias lições de Francês, que ele falava fluentemente, e de todas as dúvidas que ele nunca deixou de tirar. Posso dizer de cátedra da inteligência do meu pai, das suas histórias mais do que histórias peculiares a sua vivência e a sua experi~encia de homem público.
         Vinte e tres de janeiro, vinte e um anos atrás, quem diria fosse este dia tão fatídico.
          Morreu como um passarinho, interrompendo a leitura que fazia de Josué Montello. Às vezes penso, se chegou diante de Deus com essa bagagem intelectual que acabara de deixar inacabada.
           Pai: você sempre disse que tinha medo de morrer porque todos iam e não voltavam para dizer como era lá.... e você, meu pai, onde ficou encantado?
           Passei anos cruciais, visitando o seu quarto de estudo, a sua jaula, de onde saíram todas as suas obras literárias. Após o seu encantamento no infinito, lá encontrava tudo no seu devido lugar, mas a sua ausência foi por muito tempo o inacreditável que eu nunca aceitei....Que Deus saiba me compreender.
          Hoje rezo o Terço, vindo do Vaticano, por você, pai,  e peço a Deus que lhe proteja, pois para mim tudo é mistério!!!!
          

domingo, 20 de janeiro de 2013

Como discordarmos diante dos fatos?

Domingo é sempre domingo, não importam as horas vividas, os amores trocados, os passeios curtidos, as tristezas, as alegrias exacerbadas e tudo que sonhamos sendo realizados.
   Logo cedo, seguindo ordem médica, levantei-me para sentir a brisa do mar e tomar o banho da saúde. Tenho vontade de dizer por quê. Acho que deverão existir os interessados leitores e alguns poucos que não irão ajudar , como poderiam e deveriam. Fico em surdina, evitando decepções e resquícios de saudades de um tempo que já se foi.
       Sinto-me um tanto cansada, pouco para impedir que eu faça as minhas  tarefas. Época de férias traz um gosto diferente e uma sensação de que tudo está bem...
       Já em casa, lendo o Diário de PERNAMBUCO, deixo-me embevecer pela crônica Oscar Wilde: aforismos eternos, do Desembargador Emérito do TRF5 e membro da Academia Paraibana de Letras, Paulo Gadelha.
        Ele, como eu, somos admiradores do grande autor inglês. "Autor de O RETRATO DE DORIAN GRAY, que escandalizou os padrões de moralidade da Aristocràtica e conservadora Inglaterra, quando, publicamente, assumia sua condiçãode homossexual, o que lhe levou às barras dos tribunais."
       Oscar Wilde, muito avançado para a sua época, deixou um legado de livros escritos e uma conduta ímpar num tempo , onde tudo era baseado na moral e no conservadorismo.
           E lá se vão os aforismos do escritor inglês. Salienta Paulo Gadelha o que sentenciou Oscar Wilde: "Eu resisto a tudo , menos à tentação."
          Como registra Paulo Gadelha, Oscar Wilde era agnóstico por natureza. É dele a resposta  quando indagado se queria ir para o céu: "Não quero ir para o céu: nenhum dos meus amigos está lá."
          Mas, muito interessante e verdade para muitos, é de Oscar Wilde a colocação: "Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão olhando para as estrelas." Estes, penso eu, poderão se salvar.
          Parabéns Grande Paulo Gadelha: tudo que fala de Oscar Wilde, mexe comigo, admiradora e estudiosa de sua vida!!!! O senhor, Digníssimo Desembargador, modificou o panorama dominical...
          Acrescente-se que concordo com todo o texto. Interessante que a própria sociedade que o endeusara, marginaliza Oscar Wilde. E é ele que diz:
          "Meus próprios problemas sempre me entediam mortalmente. Prefiro os dos outros."
           Como discordarmos diante dos fatos?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

E que norteiam o meu viver...

Acho que já vi coisas que até Deus duvida. No tempo de meu pai vivo, ele costumava usar uma expressão que nunca sairá da minha memória: " Cala-te boca." E assim sigo eu, fazendo das palavras de papai a colocação certa, pois só cabem  elas em determinados momentos. Ou elas, ou me ponho numa situação vexatória, onde eu sou pequenina diante dos fatos, de certos fatos...
   Mas, não era esse o meu pensamento idealizado quando pensei em digitar um texto que atualizasse o meu blog. Sinto falta dos meus leitores.
     Interessante a vida. Quem me vê passar com a minha aparência altiva e, até certo ponto fechada, não é capaz de perceber a minha pessoa como na realidade sou. Há em mim um sentimento de carinho, de solidariedade e, por que não dizer, de lúdico, de infantil sem que supere a minha maturidade intelectual incorporada.
     Não sei se lembram os leitores da minha crônica ONDE FICOU ELISA. Bateu "record", As estatísticas mostraram o número de pessoas que visitaram o meu blog para lerem e relerem o que eu não pensara fosse explodir com tamanha força. O inesperado também acontece.
     Mas, conversa vai, conversa vem, ando às voltas a olhar para uma bonequinha portuguesa  trazida por minha filha de Nazaré. Ela deu  a mim e ao meu quarto, belo quarto, um toque de leveza e do lúdico que sempre me atraiu, me deixa tão bem e que só Freud aparecendo para interpretar. Lara, como eu a nomeei, é linda. Vestida com as doze saias características das bonecas que temos nas terras além mar,  tocou-me profundamente.
       Difícil vocês leitores, que me veem de relance, imaginar a pessoa que sou.A altivez quebrada por tão pequena singeleza. Os tempos de criança na mulher madura intelectualizada. A ternura se sobrepondo ao mundo dos humanos, nem sempre tão humanos como deveriam ser.
       E a noite vai seguindo o seu rumo e eu, cansada pela labuta diária, mas  vencida pelo amor de uma bonequinha que me pisca os olhos e que me faz pensar o muito que eu gostaria de ser neste momento.
        Leitores: esta sou eu também: desconhecida por alguns. Talvez somente a minha filha e o meu esposo saibam de verdade o quanto o meu lado infantil fala tão alto...
         Hoje descortino a minha alma e me abro sem pudores para deixar manifestos sentimentos de muita pureza e que norteiam o meu viver!!!!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Isso basta!!!!!

 Nem sei o que pensaram os meus leitores assíduos da minha ausência durante alguns dias, ou se nada pensaram....O autor tem, quase sempre, a ilusão de que faz falta ou de que constitui uma lacuna no cotidiano dos dias, quando não se faz presente, como sempre acontece. Com certeza, ledo engano.
    Nem sei o que dizer e nem a justificativa mais certa para ter me afastado do meu blog por , talvez, nove dias. São coisas da vida ou uma vontade irresistível de dar uma pausa para reaparecer quando tudo entrou em calmaria.
      Mas, os dias transcorreram, seguindo o seu ritmo de sempre. Ou se não, estava eu reclusa nos devaneios de quem precisa pensar um pouco. Sozinha e afastada dos compromissos que, muitas vezes, nos fazem escravos de nós mesmos.
      Sinto que, na verdade, sento hoje em meus aposentos para escrever o que , talvez, nem seja ainda o momento propício e nem a inspiração maior é o estímulo mais perseverante.
      Nesse meio tempo, aconteceram mil e uma aventuras, destas que os leitores não sendo partícipes, talvez, também, não se atraiam pelo que fez parte de uma história de vida tão minha...
       A noite dá alguns prenúncios de chuva. Nem saí e nem aproveitei, como devia, o tempo em que fiquei em casa.
        Nem sei o que pensaram os meus leitores sobre esta minha ausência. Acho que é preciso se tornar ausente em certa fase da vida para voltar com mais razão e mais incentivo.
         Sei apenas que senti saudades, dessas saudades que me fizeram bem, pois tinha em mim a certeza de que para alguém fiz falta. E que venham dias mais inspirados e vocês, leitores, sejam os meus cúmplices nessa estrada, que é a vida, da maneira e conforme os juízos de cada um.....Haveremos, de qualquer forma, de estarmos unidos, mesmo desunidos. Deus sabe as razões....isso basta!!!!