Não fosse eu tão trabalhada emocionalmente, a noite/ madrugada pareceria aos meus olhos fantasmagórica. Levantei-me devagar, tomei água, respirei fundo, desliguei o aparelho, mas o sono foi embora como quem quer me deixar a pensar.
A madrugada é para mim um tanto dúbia. Quando posso dormir mais um pouco, pois estou de férias, deixo-me ficar mais sossegada. Nada, no entanto, é tão maravilhoso, considerando que os pensamentos tomam um vulto maior e tudo parece mais inquietante e até intrigante.
Total silêncio. A escuridão da noite, vista da janela, estimula um certo pavor. Tenho um medo que me deixa atônita. E todo este meu sentimento vem de longas datas, quando me via só, sem querer chamar a minha mãe.
A maturidade , evidentemente, me fez outra, mas os resquícios das provocações de uma noite insone, permanecem acesos e o consciente deixa que muita coisa me pareça iluminado, sem, no entanto, mostrar as filigranas muito adormecidas.
Quando acordo em meio da noite, tenho medo. Um quase pavor que me leva a uma insônia atormentadora. Não queria assim. A madrugada já me foi traiçoeira e a lembrança de tudo vem à tona, sem que eu consiga dominá-la. Já fui leitora nestes momentos. Hoje sou muitas interrogações.
A madrugada é fria e me põe aquele medo que pode levar ao pesadelo da incerteza de adormecer e de esquecer tudo que não quero lembrar. Que não quero buscar no inconsciente adormecido. Valha-me Deus!!!!







