Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 28 de outubro de 2012

PELO AVESSO....

O tempo se encarregou de fazer muitas mudanças em mim. Eram necessárias e vitais. Foi assim, desta maneira que me adaptei a várias situações, não mais como era, mas como teria que ser.
     Tempo, situações, alegrias, momentos inusitados, afetividades, mimos e rejeições. Mudei emocionalmente e até fisicamente. Foram tempestades e foram bonanças. Caminhos em linha reta e outros com atoleiros. Eu querendo falar e me abrir, o silêncio falando mais alto.
    O tempo poderoso e o acaso inesperado. As gratidões e as decepções. Eu tendo que ser eu mais as minhas circunstâncias. Os amigos vendo e observando o atual do meu eu e o fingimento de minha pessoa quanto às transformações.
     Era tudo ou nada. Era o sofrimento ou o meu livro de vida fechado para iniciar um novo mundo. Era questão de viver e de sobreviver. Era tudo que me sobrava. Tantos silêncios e tantas provações. Tantas mudanças e o contentamento por ser outra. A capa da felicidade. As coisas se vestindo para eu tentar não cair em armadilhas.
   Não expresso mais a verdade e me calo quando o melhor será assim.
   Leitores: não foi fácil. Nesse meio tempo, encontrei quem me desse a mão e quem usasse de artimanhas. Eu escondi o que sentia para não sair machucada. A inteligência trabalhando e a falta dela nas minhas colocações. Ser você e parecer outra....
      Hoje tudo mudou. Transformei-me e me fiz transformada de corpo e alma. O tempo e a gente me tornaram pelo avesso. Mas, foi assim que me senti melhor!!!! com apreços e com desprezos. Com todas as mudanças!!!!
      Deus sabe melhor do que eu sei....
     

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

NÃO PODIA ACREDITAR NO QUE VIA!!!!

Chegara um pouco cansada do trabalho. Mas, havia tanto o que fazer e muito em que pensar. Estava um tanto em conflito e foi debaixo deste clima que adormeci.
   Uma vez acordada, de tanto sentir e dar asas à imaginação, percorri a casa toda e curti tudo que abrigava o meu lar. Deparei-me com um espelho e comecei a examinar a minha face. O tempo passou e eu me via ainda com muita vontade de viver. Vi cada traço do meu rosto, buscando as perfeições que me sobravam e a moldura deste que já não era a mesma. Tanto cuidado e via agora que este meu zelo já não produzia o efeito de anos atrás.
     Deus dos céus! Pensei em tanta coisa, até mesmo no que deveria ter ficado no mais profundo do meu inconsciente. Deixar problemas adormecidos é, por vezes, melhor do que acordá-los.
      Estava contente e, ao mesmo tempo, descontente. Sobrara uma pele macia e as rugas teimavam em não aparecer. É como se não houvesse razão para emudecer diante do visto e do examinado.
      A casa vazia suscitava uma certa solidão que me fazia bem. Podia ficar  à vontade para entrar no meu interior e ver melhor o meu exterior. Sem comentários e sem observações que pudessem me importunar neste exato momento, onde a tomada de consciência me deixava coberta de sentimentos.
       O tempo inexorável, nunca deixara de ser, marcara o meu destino e as minhas mudanças. Por vezes me sentia perdida e, em outras, achara o mundo quietinho e benfazejo.
        Recordei de leve o passado. Voltei ao tempo presente e pensei no futuro. Coisas de quem está só e pronta a descortinar a vida.
        O tempo é poderoso. Mas, acreditava em muitos momentos prazerosos. Via tanta coisa deslumbrante, ainda. Foi aí que me dei conta do espelho. Novamente, voltei a ele e deixei que os meus pensamentos  se transformassem em pequenas alucinações. Tal qual Oscar Wilde, senti-me bem e charmosa. O espelho antigo reproduzira uma imagem antiga. De tão envelhecido, não podia acreditar no que via!!!

domingo, 21 de outubro de 2012

DEI UM TEMPO....

Quando fui dormir, já passara das vinte e uma horas. Julgara esticar o sono até de manhã cedo. Qual nada, acordei com a chegada de minha filha e aí espertei de forma que não conseguira conciliar a minha dormida. Deus dos céus, onde foi parar o meu sono e como despertar depois de uma  noite que não foi completa.
     Lembrei-me do meu banho e do meu célebre copo de leite, hábito antigo que, por vezes dá certo....
      Não fui capaz de parar os meus pensamentos que corriam quatro vezes mais do que se tivera que pronunciar algo.
      Inquietaçoes várias percorreram a minha mente. Quis me policiar e não consegui. É, leitores, nem sempre tudo é como desejamos. Além do mais, eu refletia sobre assuntos muito fortes que já vinham fazendo morada desde cedo. Aliás, alguns desde a sexta feira que se foi.
      A vida e suas nuances. Acabei de ler que o tempo é mais poderoso do que nós.
      Hoje a praia esteve, inusitadamente, mesclada de sol e de chuva fraca, dando um panorama que não era dos melhores. Ondas fortes contribuiram para alimentar a força de meus pensamentos. Foi aí que me deitei em reflexões e busquei a paz que nem sempre aparece quando pedimos.
      Mas, o dia esteve marcando um domingo de vários domingos. Fui ao Aeroporto, como sempre faço. Visitei a bee que , por certo, vem vivendo tempos que não são bons e fui à livraria onde sempre tenho o que comprar.
     Para não dizer que tudo sempre é igual, deparei-me com Reginaldo Rossi que entabulou uma breve conversa. O impacto do meu olhar sobre ele, fez com que me tratasse como grande amiga sua. Quase peço para cantar Garçom, nesta mesa de bar.....Seria o demais de todos os demais.
      Faço hoje um verdadeiro Relatório. A semana correu entremeada de atribuições que fizeram parar a minha imaginação. Dei um tempo....
      E lá vou eu, novamente, deitar. Imagino que desta feita, eu durmo e sonho, e realizo tudo que ainda não aconteceu, quando tudo foi só pensamentos!!!!

domingo, 14 de outubro de 2012

A CAMISOLA DE SEDA!!!!!!

Tive ímpetos de escrever uma crônica ousada, mas resisti, um pouco, aos meus impulsos. O escritor é assim: às vezes, se acovarda diante da mudança de estilo, embora saiba que vá agradar a muitos.
   Debaixo de um dia mais frio em pleno mês de outubro, mudam as perspectivas dos passeios e os pensamentos atravessam as fronteiras do cotidiano.
   E foi numa manhã nublada que a camisola de seda apareceu mais bela e mais insinuante. Ele, às espreitas, fez tentativas que passaram a ser um tanto audaciosas.
    Penso que a mulher e o homem constituem no seu ninho os cúmplices da noite e, em certas ocasiões, do dia. E por que não?
     Tenho escrito um romance, onde eu mostro o lado avesso do puritanismo, não como uma devassidão, mas como uma realidade que existiu desde os primórdios dos tempos, abafados ou camuflados e transformados.
     Sinto que neste livro, sou mais transparente, como se o meu blog não comportasse nada que fosse surpreender os leitores. Cá com os meus botões, acho que se trata do meu jeito de ser, da minha educação arraigada e do estilo certinho que fiz do meu blog.
     Explico a vocês que cada texto meu é um, sem que esteja dando continuidade àquele que o antecede. Logo ontem que me permiti ser a inocência de uma criança. Peço que separem o joio do trigo...
       Mas, a camisola de seda azul estava se apresentando mais bonita e dando a criatura a percepção de suas curvas que atraíam de forma mais extravagante. Já se disse que a mulher de 40 anos se torna mais formosa pela experiência e pela consolidação dos traços. Nem por estar mais amadurecida perde o seu encanto.
      A minha imaginação ousou ir mais longe. Deixei que vocês, leitores, pensassem por mim. Por pureza ou por pudor. E os instantes foram se sucedendo num ritual de fantasias e num amor que se faz por inteiro, quando tudo pode ser o especial.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

COMO SE POSSÍVEL FOSSE....

Como se possível fosse, permiti-me voltar aos tempos de criança. Amanheci na praia, colorida por um sol brilhante e um mar de um azul deslumbrantemente lindo.
   Estava tentando dar uma guinada em minha vida e com este pensamento, amanheci na praia.
   Quem mora perto do mar tem essa válvula de escape e um bom lugar para que se possa caminhar, pedalar e viver um mundo que nem parece o de todo dia....
    Mergulhei fundo e me pus dentro d'água, como quem deseja remontar a um passado, porque hoje é DIA DAS CRIANÇAS.
    Permiti-me ser mais nova e esquecer os males que a idade madura veio trazendo passo a passo e trabalhados, por vezes, com dificuldade.
    Esqueci hoje o mundo real e entrei no imaginário da vida, onde tudo parece eterno e onde o lúdico faz bem e alimenta a alma dos pequeninos.
    Permiti-me voltar no tempo e amanheci na praia. O banho de mar mais gostoso e mais vivido, fez-me  esquecer o impossível até os dias de hoje. Senti uma vida mais inocente e afastei os problemas que, inusitadamente, apareceram e demoraram a desaparecerem.
      Vive-se uma fase infantil como se para sempre fosse. Foi assim que também me senti, visto que o dia foi tudo que precisava no atual dos dias: reviver e sonhar!!!
       O mar estava como eu queria. Parecia tudo encomendado. Água limpa e maré seca. Hoje tudo foi bonito e inocente. Alimentei essa pureza para me sentir alegre. Permiti-me  viver o presente  imaginado e alucinado, como quem viaja no paraíso que eu julguei, um dia, nunca perdê-lo e, em parte, sumiu.
         Sabem, leitores, como se possível fosse, virei criança numa manhã de muita paz. Isso me fez muito bem!!!!!

        

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ESPEREI A CHUVA PASSAR....

Esperei que a chuva passasse um pouco. Às vezes, os trovões são tantos que ou a gente para ou a chuva não se vai. Interessante , não é?
  Tenho vivido uma semana de inquietações e de reflexões. Acho que eram quase de interesse só meu, portanto aquietei-me num estado de certa indolência. Era necessário e, portanto, assim fiz.
   Obrigada leitores pelos e-mails e pelas buscas ao meu blog, que terminou por viciar a alguns. Isso, geralmente, acontece. É lugar comum....
   Esperei a chuva diminuir. Também, não adiantaria gritar ao público o que estava em minhas entranhas. Devo parecer enigmática. Não é isso. Gosto de mostrar sempre o lado bom da vida e mimar com tudo que merecem os meus leitores.
     Não, ainda estou no auge das reflexões, tão pessoais quanto íntimas. Havia uma inquietação. Quando a coluna dói, a fisiologia de nossos corpos se ressentem e tocam em nossas mentes. Dá para entenderem?
      Amanheci melhor do que pensara. Perto do meio dia, relutei e imaginei tanta coisa, que nem ao menos os meus vizinhos compreenderam bem.
      Leitores, meus leitores. Quem me procura, sabe de onde eu estou vindo. Mas, o momento é de um pouco de solidão, um pouco que faz de quem vive distante, ausente de minhas maiores condições.
      Nas minhas primeiras crônicas, escancarei muita coisa. Fui além do além. Hoje, com tantas reflexões sou mais guardada e resguardada. O tempo ensina.
      Saudades dos que gostam de mim e também dos que eu gosto sozinha. Muito interessante: faz parte dos meus sentimentos!!!
       Li e reli nestes dias. Dormia lendo. Cochilava deitada, vendo televisão. Aprendi muito de bom e tomei conhecimento do ruim dos atuais e dos acontecimentos da política.
       Esperei a chuva passar um pouco. Às vezes, é preciso....

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TENHO MEDOS...

A vida passa e a cada momento descobrimos o quão é bela a maravilha de saber ultrapassar o bom e o que não é de todo agradável.     Mas, tenho medos.
   Quando ainda estava na Universidade, cursando Psicologia, havia um capítulo que falava dos medos e das fobias. Aprendi que o medo injustificado caracteriza a fobia. Nunca fui portadora de neurose fóbica, o que me deixa menos tensa e mais desligada. Sinto que isso é bom, muito bom.
    Tenho, no entanto, medos. Aquelas sensações que, por vezes, são nossas companheiras e nos fazem apegadas ao presente, ao futuro e alvo de recordações do passado. Nem sempre boas...
    Âs vezes tento me afastar do que se apega a minha pessoa, porém nem sempre fujo delas com tanta facilidade. Ultrapasso, em certos dias, a trancos e a barrancos.
     Nada pior do que o medo da solidão, a certeza de que não somos mais o passado que nos fez unidos, pelo menos no universo do que se diz família, em amplo sentido e em toda parte.... Medo do escuro que não é a negritude da noite, mas a angústia do infinito obscuro. Medo da violência e da agressividade dos que não medem palavras e atos e que nos abandonam nas horas mais inoportunas. Medo do tudo e do nada. Medo de não ter tanto vil metal e medo  de te-lo e de nada servir. Medo de quem engana e de quem se aproxima por interesse. Medo de me apegar ao outro e de ser jogada fora sem motivos que justifiquem. Medo dos déspotas e dos assediadores. Medo de falar e de calar. Medo de ser eu e não ser entendida.
      Ah, meus medos. Aqueles que eu divulgo e aqueles que eu sufoco no travesseiro, tentando achar uma solução , ainda que precária, ainda que pela metade. A vontade de resolvê-los e o medo de escancará-los e de mostrar uma face que luta para não transparecer uma fragilidade.
       Medo dos eventos e medo de morrer. Medo de não suportar um mal entendido e de não saber me explicar perante os meus "amigos." Tenho medos...
        Não tenho explicações conscientes que me façam  justificar este meu tema hoje.
         Escrevo na Universidade, onde estou desde cedo, onde o trabalho é grande e onde me vejo maior, de forma enganadora...
         Tenho medos das traições. Estas me são enlouquecedoras. Tenho medos dos falsos e dos verdadeiros. Dos mutáveis e daqueles que têm duas faces. Uma hoje, outra amanhã: OS TRAIDORES DE VOZ MANSA!!!
          Leitores: não me peçam explicações. Medo de ter medo é o pior dos medos!!!!